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sábado, 17 de dezembro de 2011

Egito, A saga dos faraós

A História de um povo
Uma civilização que permanece eterna, mesmo que as areias do tempo tenham apagado sua antiga glória, que inúmeras civilizações a tenham lapidado. Porém ela continua viva. Esta civilização é a egípcia.
Por tanto tempo inúmeros povos olharam com admiração e respeito para as terras do Nilo, onde florescia uma nação organizada e temível. De estranhos costumes e de construções tão grandiosas, que os próprios deuses desciam dos céus para admirá-las. Com uma escrita indecifrável há muitos, contudo de inegável apreço artístico, com uma arte de estilo único. Notava-se em cada adorno, em cada afresco e em cada escultura a rigidez egípcia, a fé, a austeridade.
Um povo que era regido pelo filho do deus sol, Rá, soberano supremo de toda a Terra. O represente dos deuses na Terra, mais do que um representante, ele próprio um deus. A figura do faraó vivia na alma de seus súditos, não apenas como seu rei, mas como seu guia espiritual, que os levaria e os guiaria aos palácios de Osíris, abençoados pela balança divina e não devorados por Sekhmet, a deusa da justiça, ou sofrendo das malícias de Seth.
Habitando em cada egípcio estava o olhar para o outro lado, para a outra vida. Não que tenham sido um povo triste, mas sim com a consciência da morte, sabiam que ela era apenas uma etapa, e que com o tempo suas almas voltariam para a Terra e necessitariam de seus bens para poder viver.
Foi daí que surgiu a necessidade da conservação de seus corpos. Porque suas almas só poderiam retornar a Terra, caso seus corpos ainda estivessem conservados. E para isso os egípcios desenvolveram uma arte inigualável. A mumificação.
A mumificação é tão eficiente, que um arqueólogo ao entrar, à noite no museu do Cairo para ver as novas múmias descobertas viu-se de frente com um fantasma com olhos de Esmeralda fitando-o na penumbra. Na verdade a assombração que estava vendo era uma princesa, enterrado no Vale dos reis, uma das mais conservadas múmias já encontradas, seu estado de conservação era tão grande, que, após mais de 2000 anos sua pele ainda estava clara, era come se ela estivesse apenas dormindo. Os olhos de esmeralda era porque os egípcios retiravam os olhos na hora da mumificação, pois se decompõem com facilidade e no seu lugar colocam jóias, que resultou no efeito espectral.
Após isso houve um debate no museu se as múmias deveriam ficar tão expostas, porque haviam sido embalsamadas para a eternidade, para seu descanso eterno e futura reencarnação. Então é um direito nosso, agora,tirarmo-las de suas tumbas para ficarem em museus sujeitas as negligencias, do publico profano?
Os métodos de embalsamento variavam de acordo com as condições financeiras do público. Havia embalsamentos de diversos preços. O mais elaborado e conservador, reservado ao faraó e a sua corte, era desta forma:

Vasos canopos

Retirava-se as vísceras,  pois elas permitem o apodrecimento mais rápido, mas o coração, os pulmões, o fígado, estômago e também o intestino  eram  mumificados e colocados em recipientes próprios, os vasos canopos. O coração para os egípcios era considerado como fonte da memória e do intelecto e era usado no julgamento de Osíris, onde Anúbis pesava o coração do morto com a pena de um avestruz, caso o coração fosse mais pesado não era considerado puro e era levado para a destruição através da deusa Sekhmet. Após, retiravam o cérebro pelas narinas com um instrumento e um líquido que o dissolvia.
Então o corpo, livre de toda a parte interior, de fácil apodrecimento, torna-se um mera casca. E é então mergulhado em uma substância, provavelmente o natrão, usado para a conservação da pele e da carne. Funcionaria, em termo de comparação, ao sal grosso, usado em carnes que ficam ao sol para secar, é essa a idéia, mas com substâncias muito mais complexas desenvolvidas pelos egípcios e que os cientistas ainda hoje tentam descobrir quais seriam. Então o corpo fica neste líquido por uns 60 dias. Sendo seu corpo preenchido com linho e por volta de 300 amuletos que se espalham por todo seu corpo para a proteção divina, em seu interior. Misturando-se perfumes e incenso.
Após esse ritual vem o sepultamento em si. Para o faraó é o seu maior momento, de toda a sua glória. Ele passou sua vida erigindo o templo de sua morada pós-vida, que servirá como uma ponte a sua escalada rumo aos céus. Graças à subida do faraó o povo também era salvo. É esta a razão dos maiores monumentos da antiguidade que ainda hoje vivem, a única das sete maravilhas originais que continua em pé, as Pirâmides.

A grandiosidade destas construções é tamanha que nem mesmo um fio de cabelo passa entre os vãos dos blocos de pedras que não são colados de nenhuma forma, apenas encaixados. São como montanhas no deserto, resistentes ao tempo e as intempéries. E como diz um velho ditado árabe: "o tempo ri de tudo: mas as pirâmides riem do tempo".
Há-se o boato de que elas foram erguidas graças ao trabalho de escravos, porém esta é uma teoria refutada atualmente. Descobriu-se recentemente pirâmides menores que cercam as pirâmides de Gizé, onde foram encontrados sepultados os trabalhadores da construção das pirâmides. Caso realmente fossem escravos, jamais seriam enterrados próximos a morado eterna do Senhor do Egito, filho do Grande Rá. E além disso, ainda temos a questão da técnica. Caso realmente fossem escravos obrigados a trabalhar na ereção destes monumentos, existiria propositalmente problemas que minariam o avanço da construção. Porque quem realmente contribuiria com tal construção insana? Ainda que movidos pelo chicote as falhas seriam muitas.
Mas o povo egípcio que metade do ano não podiam trabalhar em suas terras, devido as cheias do Nilo alistavam-se a construção do túmulo de seu salvador eterno e pai. A dedicação e o amor que legaram a esta construção máxima de um reino.
Sekhmet, Deusa da Justiça
Ela é de tal forma perfeita e alinha da que de um extremo a outro a diferença de alinhamento de suas bases não ultrapassa cinco centímetros. Os canais e redes interiores forma labirintos. A câmara real onde fica os túmulos do faraó e sua esposa, a sala do tesouro real. As centenas de armadilhas que perpetuam a pirâmide, para afastar os saqueadores de túmulos. Até nos dias de hoje há portas e alas das pirâmides de Gizé que não foram abertas e nem mesmo escaneadas pó lasers, pois o material de que as portas são feitas e os blocos que as bloqueiam são de matérias que não permitem a visualização raios X e infra-vermelhos.
O arquiteto era também morto assim que era terminada a construção, para que os segredos não fossem revelados. Porém, os engenheiros faziam saídas secretas para que pudesse surrupiar o tesouro real.

E também graças a arte do embalsamento a medicina egípcia estava séculos a frente de seu tempo. Já eram praticadas cirurgiãs, até mesmo no cérebro, com bisturis extremantes semelhantes aos de hoje, só que de bronze que limita o corte da lâmina.
Por tudo isso e muito mais vemos a grandiosidade deste povo, o seu legado inegável para os povos (os gregos nunca conseguiriam fazer estátuas em tamanho natural caso não houvessem entrado em contado com os escultores egípcios que faziam estátuas gigantescas enquanto os gregas faziam apenas miniaturas.). E muito mais sobre este povo envolto em mistério e fascino por nós do século XXI, mais de vinte séculos depois do auge de seu poder.
Se um dia a Grande Biblioteca de Alexandria não tivesse sido destruída, quem sabe onde estaríamos hoje em nível de tecnologia? Atualmente refizemos descobertas que há muito já haviam ido feitas e historiadores e arqueólogos vem provando isso. Então termino este poste com sincera admiração por este povo e espero num futuro próximo poder partilhar com vocês mais informações sobre esta nação. Até mais...

Se quiser saber um pouco mais:

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