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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sacerdote


Sacerdote do Ser

Há tanto tempo
Num tempo onde não existia o próprio tempo
Pelos prados selvagens
Mesclados com a sombria existência
Com a névoa do ser
O ouro do viver
O prata da luz

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Um sacerdote errante
Em um deserto estrelado
Por seus turvos sentimentos

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Inúmeras noites sonhando
Sonhando em alcançar um céu só dele
Quando perdera as asas
No arfar de um coração

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A cada pulsar da jóia viva
Sonhos desfeitos,
Mas também  enraizados em seu âmago
Trazendo de volta velhos sangramentos
Escoantes por este rio caudaloso
De corrente de rosas
Veludo dos lábios de um amor imaginado
Fundado em ilusões
 
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Sempre desfeitas no pó da escuridão
O cantar da eternidade soando pelos tronos celestes
Embalado por tais mãos sublimes a cônscia mergulha em outro mundo
Neste outro mundo
Onde não existe estações
Apenas uma única cor
Que representa todas as cores
Formadas por perdões
Antigos e novos
O soar dos trovões....
Em uma terra inconstante

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Nas distantes colinas um ponto divisa-se
Petrificado pela persistência
Onde um leve palpitar lhe anima,
Um arfar do divino

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Da colina
Árvores brotam
Trazendo dos céus o brilho dos Cristais
Dos olhos de um apaixonado

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O esgar da morte se rompe
Quando o suspirar da vida surge
Deslocado das sombrias montanhas
Por uma cachoeira imaginada
Por todos aqueles que um dia pensam no Senhor da Lua
Coroando o viajante com os raios da aurora
Velejando por uma embarcação élfica
Vinda de uma beleza insondável
Misteriosa
Oculta
Sempre vindo da direção da Lua
Ofuscando o esplendor do sol

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O navegante desce
Dos olhos escuros
Um sorriso perdido
Um brilho constante
Do sonhador que há tanto visitava meus sonhos

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Velejando por mares abertos
Em busca de nós mesmos
Sob o constante abraço dos astros
Continuamos a viajar...
A procurar...

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De abismos as sombras surgem
Vêem em busca do rubi guardado
Sob o açoite das presas
Das furiosas tempestades encadeadas pelos seres
O veneno espalha-se pelo viajante
Tira-lhe o pouco sopro da divindade herdada
Deixando para trás a mortalidade vã
De um corpo que se esvai pouco a pouco
Levando o coração do sacerdote
Sepultado sob as ondas
Guardado por uma magia tão antiga quanto às forças do universo
Guardado pelo viajante eterno
Que o guarda sob seus cálidos braços
Esperando a hora de tê-lo de volta
 
PS: Em homenagem aquele que com seu barco élfico me arrebatou ao seu leito divino sob o esplendor das estrelas


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