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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Com A Cruz Alheia

Com  A Cruz Alheia

Existem momentos na vida em que olhamos para trás e o que vemos é uma vida vazia, estranha, uma vida para qual nunca esperaríamos chegar. Neste momento nossos fracassos nos arrebatam e ficamos a mercê do destino. Buscamos um modo de cobrir o buraco em nossa alma e procuramos a saída ao nosso redor e nos outros.
Quantos não sonham, no momento em chegam ao fim da estrada, e descobrem que estão em um beco sem saída, encontrar a saída sendo outra pessoa, tendo outra vida, uma existência totalmente alienada a sua?
John o personagem principal da história teve esse sonho realizado, mas descobrimos que sonhos que se realizam não são contos de fadas. Ao caminhar pelas ruas apinhadas da França, um país da qual não é descendente, mas estudara a língua e história, John dá-se conta de que nunca faria parte daquelas pessoas, de suas vidas. Até agora fora apenas um professor de uma universidade de Londres, professor de que todos os alunos conheciam o rosto, vagamente familiar sem se lembrarem o nome. Sozinho, sem família nenhuma. Refletindo sobre sua vida tenta achar à forma de livrar-se dos fracassos em uma viagem de férias a França. Perambulando pelas ruas John esbarra em Jean, um sósia seu, uma verdadeira cópia, totalmente idêntico, até mesmo na voz. Os dois saem para conversar e contam suas histórias um ao outro. Jean diz que adoraria trocar sua vida familiar e exaustiva pela vida solitária e tediosa de John.
No dia seguinte ao acordar, John encontra-se com as roupas e pertences de Jean e seu mordomo esperando para levá-lo a sua casa, a casa de Jean. John acaba aceitando a bizarra brincadeira e torna-se um burguês nobre.
A partir deste ponto a história é conduzida por John portando-se como Jean, o Monsieur le comte, somos levados às introspecções de John e descobrimos uma família a beira da ruína, desgastada, tudo por causa de Jean, John decide transformar esta família e toma as rédeas da situação tomando as melhores soluções para cada membro da família.
O mais belo do livro é o questionamento que o personagem faz sobre sua própria vida, estamos sempre distantes e esquecemos que nossa vida é curta e pode ser um fracasso se não nos dedicar-mos a ela. A idéia de trocarmos com outra pessoa a vida e desfrutar a vida do outro pode parecer absurda, mas nós podemos nos transformar em seres diferentes, dentro de nós existem diversas personalidades e cada uma entra em ação no tempo certo, a autora demonstra isso com o final do texto, podemos mudar e enfrentar as dificuldades da vida, o passado é passado se quer realmente mudar é preciso esquecê-lo e seguir adiante.



Com a Cruz Alheia
Autor: Daphne Du Maurier
Editora: Seleções Reader’s Digest
Número de páginas: 168

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