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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Busca, O Senhor dos Aneis

A busca





O Senhor dos Anéis


O mundo em que vivemos anseia desesperadamente por algo, algo que perdeu ou esqueceu. Começamos um novo século, um novo milênio e com eles vieram, em nossos desejos, a amizade e o amor. E o que é a base destes sentimentos? O companheirismo.
Para entender um povo devemos olhar para suas produções culturais, para seus mitos e lendas, uma vez que estes refletem nosso interior mais profundo. E quais são nossos mitos? J.R.R.Tolkien presenteou-nos com sua fantástica obra, inigualável em criatividade e beleza, ele nos deu uma lenda, cujo principal motor é a amizade. Nosso milênio transformou a obra deste escritor e belíssimos filmes, a saga O Senhor dos Anéis,em algumas das mais belas obras cinematográficas de nosso tempo. E por quê? Por que esta história cativa-nos tanto?
Ao decorrer da história cria-se uma sociedade, a Sociedade do Anel, uma aliança entre os povos da Terra Média. E em nosso mundo a que isso se refere? O livro foi escrito ao longo das duas Guerras Mundiais, e a aliança da história representa a união das nações de nosso mundo, prontas a guerrear contra um inimigo quase invencível, a própria guerra. E como sairmos vencedores?
A resposta, a amizade. Frodo, cuja missão é destruir o anel, fonte dos poderes que ameaçavam a destruição de tudo, representa cada um de nós. Vivemos em um mundo
constantemente em guerra, porém, apesar da grandiosa escala deste inimigo traiçoeiro somos portadores de uma arma única. Está em nossas mãos, individualmente, o destino do mundo.
A trilha árdua de Frodo é a nossa vida, cada vez que ele cai, são os nossos fracassos sendo vistos. Mas ele não desiste, continua em sua jornada, mesmo sabendo ser quase impossível de se concretizar.
Temos também Sam, o amigo fiel de Frodo. A amizade dos dois é um dos maiores desejos de nossa humanidade guiada por motivos mesquinhos e egoístas
A bela ação da jornada se dá quando Sam, vendo que Frodo não conseguirá mais, o toma em seus braços e o leva, porque sabe que o fardo carregado por Frodo não pode ser transferido. O que isso significa?
Não podemos tomar para nós a carga de nossos amigos, ela é intransferível, precisamos lidar com ela individualmente. E existe algo a fazer ao vê-los cair? Oferecer uma mão, oferecer nossos braços para se apoiarem, enquanto se recuperam. Isso é o companheirismo, amizade. Não é por isso que ansiamos?
Muitas vezes o medo nos impede de agir. Não o medo de cair, mas sim de conseguir, porque a partir do momento em que conseguimos algo a responsabilidade recai sobre nós, todo o peso nos é dado, muda-se as antigas formas e novas possibilidades surgem.
Se podemos aprender algo com Frodo e Sam, com esta história envolvente que enlaça tantos mistério e tantos mundos e seres diferentes do nosso, mas nem tão distante assim, é que por mais difícil que seja o caminho, por mais tenebrosa que seja a caminhada ela é necessária. E quando perdermos o equilíbrio, quando perdermos a visão das estrelas, o aroma dos campos, o toque macio da relva temos que ter a lembrança que nada é eterno e tudo se desfaz nas areias do tempo.
 

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