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terça-feira, 6 de março de 2012

Realidade, ilusão ou fantasia?



Sonhos Ou Loucura?
Eis a questão...
 
Ultimamente tenho aprimorado junto a um grande amigo meu, alguns pensamentos que sempre rondaram minha mente, e juntos debatemos inúmeras vezes sobre alguns destes temas. Decidi escrever quando lia alguns temas considerados sobrenaturais por alguns e como verdades absolutas por outros. (Deixo aqui o aviso, tudo o que falarei abaixo é fruto de minha observação, não é destinado a ferir nenhum credo)
Alguma vez você já se questionou sobre a origem dos deuses? Sobre a origem do divino? Do sobrenatural? De onde surgiu? Quem os criou? Eles criaram o mundo, mas e quem os criou?
A designação que damos hoje em dia aos mitos é a de que eles foram criados pelos humanos para poderem explicarem o que era considerado inexplicável. Aí vêm os céticos e dizem que tudo não passa de fantasia dos povos antigos. Porém o poder da fé é comprovado hoje em dia.
A fé não é apenas a religiosa, é a crença obstinada de que algo é considerado  verdade. Seu cérebro quando você diz,  que está doente libera determinadas substâncias em seu organismo que o deixa com aqueles sintomas, então mesmo que você não esteja com aquela doença, você sente os sintomas, para você eles são reais, mesmo que os outros, os médicos digam que você não tem nada.
 Um exemplo notório é a da gravidez psicológica, a mulher não está grávida, mas seu desejo de estar grávida é tão grande, que seu cérebro acredita que ela realmente está grávida, ela desenvolve a barriga, produz leite, em casos extremos chega até mesmo a sentir as dores do parto, sem estar realmente grávida. Tudo pela ação insistente da mente.
Placebo são remédios “falsos”, geralmente pílulas de açúcar receitadas a muitos pacientes como se fosse o remédio ideal para o que estão sentindo, quando seu efeito fármaco não existe. Mas a mente do paciente não sabe disso e encara a sua ação como se ele realmente fosse um remédio milagroso e acaba por parar de sentir os sintomas ou as dores, não é que não estivesse sentindo dores antes, mas seu cérebro recebeu a informação de que o placebo faz bem ao seu organismo e a pessoa acaba acreditando tão fielmente nisto que acaba por realmente sentir os efeitos, mesmo que eles não sejam  por causa da pílula mas sim por efeito do cérebro.
Da mesma forma acontecem os milagres. Quando uma pessoa acredita piamente em algo aquilo é real para ela, não é fantasia, ela o sente, sente sua ação, sua mente cria essa realidade. Muitos casos médicos em que a pessoa não possui mais chances de vida e acaba por ser curada, isso é o chamado milagre, ou talvez, a força da mente da pessoa. Porque Jesus no mito judaico-cristão quando vai andar sobre as águas diz aos seus
discípulos para terem fé? Para não duvidarem? Se você duvida de algo, não poderá sentir seus efeitos.
O mesmo vale para os adeptos de inúmeras religiões que mesmo estando em seus templos, nos locais em que cresceram, que seus pais viveram e vivem não se sentem bem, enquanto olham para os lados e vêem muitos realizados em sua fé. Porque não acreditam no que ouvem, na forma com que é passado, não faz parte de sua mente, e conseqüentemente sua fé é fraca, e os efeitos praticamente nulos.
Agora caminhemos para algo ainda mais delicado para milhões de pessoas, a essência dos seres divinos.
Quando um escritor está escrevendo um livro o que ele está fazendo? Criando um mundo não? Ele não cria as bases desse mundo? A forma, tudo ali, ele é o criador deste reino. E quem disse que aquilo não é real? Como não é real se quando lemos tudo cria vida?
É como se vagássemos por outras dimensões, temos o tempo e o espaço. Você já pensou que no lugar em que você está agora existe, existiu, existirá milhares de pessoas, situações, seres ao mesmo tempo? Essa é a questão do espaço, o espaço em que você está não muda, ele continua o mesmo, conseqüentemente tudo ocorre ao mesmo tempo. Há poucos instantes você se mexia e agora não, ano passado havia outros no mesmo espaço que você.  Seria como pensar que o tempo não existe, dessa forma tudo acontece no mesmo local, se você viajar no “tempo” encontrará no mesmo espaço que você talvez um índio, mas você ainda está lá. Já imaginou? Parece confuso, mas não é. Vamos a um exemplo.
Sempre vemos em filmes, desenhos e afins que se formos viajar no tempo não podemos ver a nós mesmos, você já pensou o porquê? Imagina se você volta no tempo, e vê você mesmo, conta coisas a você, certo. Aí você volta, quando você voltar você já sabia que tinha voltado ao passado, pois afinal já viveu isso, porém você decidiu naquele instante, contudo aquele instante só surgiu porque no passado você sabia que voltaria então você volta no tempo por isso, por uma sugestão de você mesmo, portanto o futuro é seu passado, e seu passado seu futuro.
Confuso? Normal, é por isso que você não pode voltar a um lugar em que você existe, pois a linha do tempo não existe mais, afinal o que é passado e o que é presente? E a noção do que é espaço também é controversa, pois existe neste exato instante enquanto lê esse texto milhares de coisas acontecendo no local em que você está, em tempos diferentes, todos ao mesmo tempo paralelo, uma vez que o espaço não vai se deslocar, a única diferença entre vocês é o tempo, vocês dividem o mesmo espaço, você ainda está dormindo em sua cama, enquanto navega no computador, enquanto troca de roupa, caminha e por aí vai...
Agora voltemos ao tema, da mesma forma que essas realidades paralelas existem as que o escritor cria também. Assim como as do mito, dos deuses, do Deus, da sua crença, dos seus sonhos.
Um livro que ilustra muito bem isso é As crônicas de Nárnia O Sobrinho do Mago, quando Digory e Polly usam os anéis do Tio André e vão parar no mundo entre os mundos, naquela espécie de portal de mundos, onde existe bilhões e bilhões de universos, mundos, todos acessíveis a partir daqueles lagos, basta que você mergulhe neles.
Os livros, os sonhos funcionam da mesma forma, não é que sejam irreais, mas sim em realidades diferentes. Todos somos deuses, criadores de um mundo quando escrevemos, que pode ter as formas que quisermos.
A mitologia indiana que nos coloca como o sonho de Brahma , que só existimos enquanto ele sonha faz muito sentido. O mundo dos sonhos é diferente do mundo considerado real. E o que impede de realmente sermos meros sonhos desse deus? Não há como sabermos, e nem como escaparmos da trama que o possível criador cria para nós. Afinal o personagem de um livro pode escapar de sua história? Se rebelar e mudá-la?
Deuses, eles criaram o mundo, mas quem os criou?
Já pensaram e reparam que cada deus, de cada parte do mundo criou seu povo e não o mundo todo? Que cuidam do seu povo, e não de todos os povos?
Sejam os gregos, egípcios, chineses, maias, celtas e por aí vai, todos criaram seu povo e cuidam dele. Mesmo o atual deus supremo, O Deus católico, também criou apenas seu povo, ao menos em seu primórdio, quando ele era Deus de Israel, e só de Israel, como é dito na bíblia, o deus dos judeus é deus dos judeus, não do resto do mundo. Mas ele se tornou deus do mundo conforme as designações dos poderosos. Isso pode afetar diretamente as atuais versões do cristianismo, sejam elas evangélicas, ortodoxas, reformistas e tantas outras,  todas nasceram do cristianismo e não podem negar suas origens e os cristãos não podem negar suas origens judaicas.
Sabemos que os deuses criaram o mundo, porém quem os criou? Essa é uma pergunta vaga, seja em qual religião, seita, que for. Os homens criaram os deuses, e isso não significa que eles não seja reais.
Como já vimos antes a mente humana é capaz de transformar a realidade, e mesmo os cientistas sabem que não conhecemos nem mesmo um terço da capacidade cerebral humana. Então podemos pensar: Quando cremos em algo, aquilo passa a ser real para nós, nossa mente sozinha é capaz de dar forma aquilo, agora imaginem o que centenas, milhares, bilhões de pessoas são capazes de fazer?
Mesmo que aquilo originalmente não fosse real, passa a ser real porque as pessoas os tornaram reais. Já perceberam que em muitas culturas os deuses necessitam da adoração humana? Da oração humana? Mesmo o deus católico necessita dela, da fé dos homens, é o seu elixir divino, seu elixir da imortalidade. Então nos perguntamos por que, se realmente todos esses deuses existem, porque eles não se manifestam e lutam pela supremacia?
Novamente basta observar, se eles são “movidos”, alimentados, pela fé humana, quanto mais fiéis eles tiverem maior é seu poder, e qual o deus atual com maior fiéis na humanidade?
Como dissemos anteriormente cada deus criou, cuida de seu povo, pois foram eles os seus criadores, é confuso, porém faz muito sentido vermos as coisas como são, não é que eles não existam, eles existem em cada um de nós, e mesmo que não acreditemos neles, outros milhares acreditam  e para eles, cada deus é real e por conseguinte existem.
 Dessa forma a supremacia do deus judaico-cristão sobre o mundo se deu pela conquista e domínio dos homens, a batalha divina já não era párea para com este ser supremo que subiu, literalmente, ao trono das divindades pela fé de seu povo, que dominou, vergou outros povos, outros deuses. A ação divina se verifica pelos homens, assim como pelas mãos divinas.
Não minha intenção parecer fatalista, ou cético quanto aos seres divinos. Eu tenho fé, sou pagão, cultuo a essência da Terra, do universo, e isso não me impede de pensar, de ver as outras fé. Não existe religião melhor que a outra, nem pior, todas são perfeitas para seu povo, para cada membro que ouve o chamado  de seu criador, seja ele qual for.
Outra abordagem interessante, que sempre me fascinou e que quem impede de que seja real? No filme MIB Homens de Preto ao longo do filme vemos que eles estão à procura de um universo que está sendo ameaçado de destruição e acabamos por perceber que o universo é do tamanho de uma bola de gude, podemos saber como é o universo? E ao final nosso universo é mostrado como mais uma bolinha de gude entre outras, entre outro universos, e dois seres brincando com eles. Talvez seja assim, não passemos de bolinhas para outros seres que para nossa perspectiva humana é inimaginável. E assim eles também podem ser a mesma coisa que nós, brinquedo de outros seres maiores e assim infinitamente, e nunca saberemos a origem de tudo.
Tudo o que falei acima pode parecer apenas teoria da conspiração, mas é o resultado de observações e debates, deixo a questão com vocês, o que é real? O que é ilusão? O que é fantasia? O que é realidade? Você pode responder?
Um grande abraço,
De Seu grande Amigo
Pallas

sexta-feira, 2 de março de 2012

Perdido em mim, Capítulo II


Este é o segundo capítulo do conto Perdido em Mim, espero que gostem, logo escreverei o terceiro capítulo, espero que gostem:
Anjo
A dor de um ferimento não chega ao receber o golpe, apenas quando vemos nossa carne nos damos conta do estrago e a dor se espalha de tal forma que não há como viver, ela continua a tomar proporções cada vez maiores. Assim também foi com meu ferimento, não havia percebido o quão profundamente a solidão massacrara meu ser, quando percebi um anjo me salvou.
O mais estranho é que eu nem mesmo acredito em anjos e um me salvou. Talvez mesmo que não acreditemos em algo, ainda sim ele exista. Eu não acredito na felicidade, na salvação, e elas existem?
Quando meu corpo, meu espírito se preparavam para entregarem-se a correnteza do rio, a velejar para o grande oceano, para o infinito, minha viajem foi interrompida antes mesmo de começar. Eu não estava sozinho, não era o único a sentir os flocos de neve pairando no ar, a sentir as lágrimas do céu. Quem era ele? Por que impedia minha viajem?
O tempo parou, um espaço na realidade, aqueles braços traziam de volta não só meu corpo, como também minha alma, perdida nas trevas de mim mesmo. Foi tão grande o choque que minha consciência me abandonou aos poucos.
Antes, porém, ela me permitiu um breve vislumbre. Em movimentos serenos, ao menos eu via tudo com extrema lentidão devido à fraqueza de minha consciência, ele abraçou-me com força, puxando-me de volta. Meu corpo gritava em protesto, contudo minha alma esperava. Segurou-me em seus braços, como uma criança que apenas descansava.
Meu corpo tiritava de frio, vendo meu tremores, estando eu nu, ele retirou seu casaco, foi nesse instante que pude abrir os olhos, havia uma aura luminosa em torno dele, um brilho azulado, cristalino, seus cabelos esvoaçavam com o sopro da neve, uma visão que nunca esquecerei, colocou seu casaco sobre mim, ao sentir o toque quente da lã deixei de ver qualquer coisa, desmaiei no colo de meu anjo.
É tão estranho não saber ao certo onde se está, se é noite ou dia, frio ou quente, luz ou trevas, era neste reino insólito me encontrava. Pensava se realmente esse é o outro lado, o além da vida, o nascer da morte, foi então que me lembrei que este ainda não era o reino dos mortos, que eu ainda não fazia parte dele.  Meus olhos se abriram, despertei novamente para o mundo.
Tentei me localizar, porém minha cabeça doía tanto que desisti, então dediquei-me a tarefa de levantar-me, contudo uma voz grave, mas também delicada e gentil veio das sombras.
––Não se mecha. Por favor. Você ainda está fraco e precisa descansar.
––Quem...
––Não diga nada. Não está na hora de respostas. Está na hora de dormir. Feche os olhos...
Ao terminar de falar ele se aproximou, novamente pouco vi de meu anjo, apenas o dourado cascateante de seus cabelos pousado sobre meu rosto e seus olhos de safira lapidada, brilhantes como à gema a luz das estrelas.
Olhou-me com ternura e cuidado, colocou sua mão sobre meus olhos, fechando-os, um toque tão macio, beijou-me a testa, como se ele fosse meu guardião, novamente adormeci, com a certeza de que meu anjo me guiaria, que o céu existe.
Até a próxima
Pallas

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Fanart de Harry Potter


Resgatando a Magia de
Harry Potter
Harry Potter sempre fez e fará parte dos corações de todos os fãs ao redor do mundo. Ele mudou vidas, deu coragem, exemplo de amizade, que no mundo existe sim magia, mas que os problemas também proliferam e o mundo é cruel, temos que lutar para estar nele. Tudo isso e muito mais aprendemos com essa saga.
Faz mais de oito anos que sou um grande fã dessa saga, e posso afirmar que não sei quem eu seria hoje sem ela, para muitos pode parecer absurdo dizer essas palavras, contudo tenho certeza que também é assim para milhares de pessoas. Crescemos com ele, passamos pelos mesmos problemas, é claro que não os problemas mágicos, mas os da adolescência, e Harry, Ron e Hermione sempre estiveram conosco, estiveram conosco nos momentos em chorávamos, ríamos, ficávamos ansiosos. E agora está se aproximando a data de um ano em que Relíquias da Morte parte II estreou nos cinemas, e quase seis anos que o livro foi lançado.
Apenas um fã pode dizer o que uma série, um ídolo significa para ele. Porém posso ver hoje em dias que a maioria dos que se dizem fãs de uma banda, um filme, nem mesmo sabem ao certo o que estão fazendo ali. Estão ali por causa da beleza deles ou porque os outros também estão. É triste ver o quão vazio de significado essas novas legiões de bandas e filmes atuais se tornaram.

Mas voltando, o adeus é a parte mais difícil e também a mais necessária, nada dura para sempre, e essa é outra lição que temos nesta série. Os personagens que mais amamos morrem, eles são humanos, como nós, portanto morrem. Não sem nos deixar um vazio e muita saudade.
É pouco, na verdade pouquíssimo perante o amor que sinto por essa série e também o que nós sentimos por ela, mas eu reuni algumas fanart que tenho guardadas comigo há muito tempo, me bateu uma enorme saudade, espero que apreciem.

Elas  reúnem diversos temas, tanto cenas do filme, desenhos, manipulações digitais. E como eu percebi existe muita fanart gay da série, seguindo o estilo Yaoi, eu coloque-ias também, sejam bem vindos à eterna magia de Harry Potter:
 















quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Entrevista, A mente dos Homens


 
somos mesmo tudo o que sonhamos ser?
Olá a todos, ultimamente tenho refletido muito sobre o ser humano, seus sentimentos, sensações, o que é um ser humano afinal? Alguém sabe a resposta? Talvez nunca saibamos o que ser um humano, mesmo nós sendo um deles. Mas para ajudar nessa compreensão realizei uma série de entrevista que se seguirão pela semana, estas matérias, entrevistas estão todas ligadas ao tema Mente Humana.
Tentando nos ajudar a refletir, a ver tantos significados que nem ao menos nos damos conta. Nos mostrando a sua opinião e reflexão entrevisto hoje Nickson Odon, um grande amigo meu e de uma mente rara e pontos de vistas únicos,  sobre alguns temas que assopram a nossa mente, como por exemplo o que é a VIDA? O que significao amor, o que significas sonhar.



P.S.
Então desta forma vamos a nossa entrevista, fiquem á vontade para me enviarem perguntas ou mesmo algum tema para alguma entrevista e caso se interesse, fale comigo, quem sabe não pode ser você o próximo a nos conceder a honra de expor sua opinião.


VIDA, sempre ouvimos que VIDA é a razão de tudo. Porém o que é viver?


Viver muitas vezes é a coisa mais difícil que um ser tem que realizar durante o seu Caminho.  Muitos acham que viver é apenas respirar, existir, estar vivo. Porém viver é algo que vai muito além de tudo isso, viver é tornar cada experiência algo divino.
Viver é quando você fecha os olhos e espera o toque de alguém...
Viver é quando você acorda e sorri apenas por estar vivo...
Viver é quando você torna um momento único...
Você não precisa fazer coisas consideradas grandiosas para empregar o verbo “viver” junto ao pronome “eu”. Muitos acham que viver é praticar esportes radicais, viver aventuras, isso é a forma que alguns têm de tornar momentos eternos, é a maneira que alguns seres encontraram de viver, praticar esportes radicais, viver aventuras é só uma ferramenta usada para viver. Alguém pode usar outro método, como ler um bom livro, ou escrever, ou apenas uma carta para a pessoa que vive em seus pensamentos e, infelizmente, muitas vezes não tão próximos na sua face física.
Viver é quando por meio de algo provamos o Eterno.

AMOR. No íntimo o maior desejo de todo ser humano é amar. E o que significa o amor? Sentir?

Amor é uma das formas de tornar os momentos eternos, é uma das chaves para o Eterno.
Muitas pessoas buscam o amor como uma salvação, um paraíso que irá salva-los de uma realidade que eles não gostam, mas amor é sentir.
Quando o encontramos aprendemos a sentir, e assim, nos aproximamos mais da “realidade verdadeira”, o amor é como uma grande montanha, e nós somos alpinistas, subimos e descemos montanhas, mas quando nos deparamos com o tamanho da Montanha Amor, ficamos com medo, vacilamos, alguns seguem em frente e escalam essa montanha, escorregam, caem, se machucam, algumas vezes a dor parece ser insuportável, outras são “só um pequeno arranhão”, mas quando chegamos lá no topo vemos que a realidade que tentávamos fugir é bela, mas estávamos cegos por uma busca que deveria ser um simples e belo reencontro.
Quando o alpinista chegar ao topo e olhar para o chão, ele verá que a Montanha Amor estava próxima ao chão, e se ele não estivesse cego por essa busca pelo amor, não teria se machucado tanto, teria alcançado o topo da Montanha Amor com apenas um pulo.


DOR, uma das mais temidas sensações e palavras. Será mesmo que sofrer, sentir dor é apenas um castigo? Uma ironia divina?


A Dor é uma forma de aprender, é um livro temido. Muitos acham que a dor é apenas algo ruim, que te faz derramar lagrimas, que apenas te machuca, mas ela te ensina, te prepara para um futuro, para o seu Caminho.
Sentir dor muitas vezes parece ser algo ruim, mas é uma forma de você aprender a viver, a amar, a existir, a evoluir. A dor não é uma das maneiras mais agradáveis de crescer, mas é uma boa e severa Mãe, se a gente souber como compreendê-la, como aceitá-la, esta irá nos ensinar coisas que não aprenderíamos com tanta facilidade com a outra Mãe, a Cura.
Temos que aceitar todas as Mães que aparecem no nosso Caminho, pois cada uma nos ensina algo novo, nos ensina a crescer, e talvez algum dia nos tornaremos grandes Senhores e Senhoras, e ensinaremos outras crianças, e, espero, que elas aceitem com
com mais facilidade e menos medo, pois o nosso medo da dor, e de outras Mães, é apenas porque não conseguimos entender facilmente a sua real intenção.


SONHOS, todos sonhamos. O mundo é feito de sonhos. Contudo os sonhos constroem o mundo?


Nós devemos sonhar, pois os sonhos nos ajudam a não falhar frente a uma das faces da Dor, sonhar é se impulsionar para uma possível conquista, sonhar é viver, sem sonhar não conseguimos extrair a inspiração necessária para seguir o nosso Caminho, infelizmente, o mundo não é construído de sonhos, mas é feito deles, com os sonhos conseguimos arquitetar uma ideia vista como difícil, as vezes até
como impossível, tornando-a física. Sem essa essência, o mundo não poderia ser construído, nós construímos o mundo aos poucos, e sem os sonhos, não iríamos conseguir tal feito com a mesma magnitude.


MONSTROS, eles povoam nossa mente, livros, filmes. E os monstros existem apenas na ficção? Na ilusão? Ou eles são reais?


Os monstros aparecem de várias formas na “nossa realidade”. As coisas que nos assombram, as sombras de cada um.
 Todos nós temos monstros, somos assombrados por monstros, um medo antigo, uma atitude que nos atormenta.
 Existem vários monstros aqui no planeta Terra, mas não temos que temê-los, somos os seus criadores, temos que saber cuidar deles, controlá-los, deixá-los sob o nosso controle.
Esses monstros são apenas atitudes, pensamentos, acontecimentos que surgiram no nosso mundo. Diferentes dos monstros do imaginário, os monstros que nos assombram podem nos levar a insanidade, mas também podem nos ensinar a entender um pouco mais da nossa essência.


RAZÂO, o ser humano é considerado superior aos outros seres por possuir o que conhecemos por razão. Somos mesmo seres racionais?


Os seres humanos são seres que se acham senhores da Razão, mas a razão é algo que vai muito além do que os “seres racionais” diz ser.
Os seres humanos usam a Razão sem o Sentir, e por isso a corromperam, por isso eles agem de maneira tão irracional. A racionalidade humana é destrutiva, eles agem de maneira mais irracional que os chamados “irracionais”, se tornaram predadores deles mesmos, do seu meio, das suas vidas.         


MEDO, um sentimento que assusta a todos. O medo é apenas algo ruim? Ou ele pode ser um impulso, algo bom?


O medo, assim como qualquer outro sentimento, pode nos prender, impedir que a pessoa faça algo, mas pode fazer como que ela faça algo grandioso, o medo pode nos impulsionar, mas também pode nos deixar petrificados.
 O medo é capaz de fazer um deus cair, mas também consegue tornar um garotinho medroso um grande herói, basta saber como controlar essa energia da melhor maneira possível.
Mas por ser uma energia que assombra muitos, temos que tomar cuidado para que este não se torne um monstro na nossa vida e sim uma energia que nos fará seguir em frente.


 Muito obrigado a você Nick por compartilhar comigo sua forma de ver o mundo, fico feliz em poder passá-la as outras pessoas. Deixo a mensagem a todos, sempre buscaremos o sentido da vida, porém realmente o encontraremos um dia?
Pallas



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Resenha, Grande Sertão: Veredas



Grande Sertão: Veredas
João Guimarães Rosa

Ao lermos “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, conhecemos o mundo dos jagunços, a vida do povo do sertão. E a primeira coisa que chama a atenção nessa obra, é o vocabulário, são palavras recitadas pelo povo, com a grafia própria da fala, tudo para tornar mais realista e pungente este volume.
O sertão, belo e cruel, representa a vastidão e complexidade da vida. Nós, humanos, possuímos um sertão incrustado em nosso ser. Riobaldo é um exemplo disso, ele é áspero, mas possui a delicadeza da alma. Riobaldo possui uma alma atormentada, ele se sente diferente das pessoas ao seu redor, é um questionador, mostra muita das falhas humanas. Deste homem rude, nasce à flor da mais bela filosofia. E é a sua ânsia por descobrir mais de si mesmo, que o leva a contar sua história para um estranho, podemos contar nossos maiores segredos a desconhecidos, pois eles nos ouvem agora, e amanhã nunca mais os vemos.

É nos descortinado o mundo do cangaço, os sofrimentos de pobres seres à mercê de seus líderes, que aceitam a morte de frente por lealdade a suas metas. Vemos a forma de pensar do cangaceiro, suas guerras, o desejo de tornar o sertão um lugar melhor para se viver. Porém a morte de Joca Ramiro, uma sórdida traição, pelas mãos de Hermógenes e Ricardão leva o bando a uma caçada desesperada atrás destes traidores, conhecidos, a partir de então como Judas. Vários combates e mortes violentas vislumbram-se ao longo do percurso. Riobaldo explica a seu ouvinte como tudo chegou a este ponto, então passa a narrar sua vida desde pequeno.

Quando tinha quatorze anos Riobaldo conhece um menino de sua idade, olhos de um verde profundo, que o fascina. Anos mais tarde ele reencontra esse menino, agora um homem, e se junta a ele e ao bando de Joca Ramiro. Esse menino se chamava Reinaldo, e o fascínio que produzia em Riobaldo só aumentou.
                                                                                                                     
      Diadorim em série de Televisão

A amizade entre eles era muito mais do que simples   
       amizade, entre eles surgiu o amor de formar incontrolável. O centro dos pensamentos de Riobaldo passam a ser Diadorim, este é o verdadeiro nome de Reinaldo, porém isto o deixa perturbado e sem ação. Afinal Diadorim é um homem, isto, porém, pode não ser tão simples quanto parece. Esse amor é uma forma sublime dum sentimento praticamente inexistente nos corações incertos dos jagunços do sertão.
Este livro nos faz ver que a vida destes homens é mais do que meras batalhas, disputas, podemos ver suas angústias e frustrações. Riobaldo entende que a guerra traz mais guerra e o amor traz mais amor, tudo isso para um homem do sertão. Como ele mesmo disse; “Viver é um negócio muito perigoso...”.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Conto, A Estrela e o Homem


Estrela: Um dia vou ser homem
Homem: Um dia vou ser uma estrela
Um dia uma estrela surgiu nos céus, mais bela que o pôr do sol numa praia de diamantes onde sua luz se transforma em uma dança de jóias naturais, lapidadas pelos próprios diamantes. Esta estrela caminhava sozinha, se perguntando, por que ela? Por que ela era destinada a vagar sozinha pelo universo, quando em seu caminho ela via tanta felicidade e não estavam sozinhos... Então o que ela fizera para tanto, sem ninguém para amar, sorrir, compartilhar seus medos e desesperos, conquistas... Ela sempre seguia seu curso, sonhando com um mundo em que ela não fosse uma estrela, mas qualquer outro ser.
Sempre observando-a, seu rastro cósmico, banhado em mantos celestes e divinos, iluminada pela luz dos deuses perdidos. Sempre pensando em como gostaria de ser aquela estrela, sempre com rumo traçado, luz divina, nunca parar, deixar aquele mundo decadente e rumar aos céus em uma busca sem fim. Estar só com sua própria vida, sem que o mundo interferisse em seu curso pelo universo. Vivia um jovem imerso em medos e sonhos.
Em um dos recantos dos mais profundos e tenebrosos da existência a estrela encontrou uma fonte onde pôde ver todos os seus maiores sonhos realizados. Ela via-se como alguém feliz, alguém que fazia parte do mundo, que também sonhava, mas não estava sozinho.
Na verdade a fonte possuía o dom de ligar opostos, assim à estrela via um jovem, levando a vida de seus sonhos como estrela. E o jovem que sempre sonhou com a estrela todas as noites passou a ver seus sonhos de jovem, em ser uma estrela, realizados.
Tanto tempo permaneceram olhando um ao outro que não sabiam mais se viviam a realidade ou seus sonhos. E um dia a estrela bebeu da fonte. Aos poucos as essências dos dois vagaram pelo universo e trocaram de corpos e de existência.

Agora a estrela tornou-se o jovem e o jovem a estrela. Porém logo descobriram que as existências que sonhavam eram apenas sonhos.
Quando se realizaram, perceberam o quanto estavam enganados. E de todas as formas tentaram voltar às suas existências normais. O elo ente eles se quebrou. Não conseguiam mais ver um ao outro.
A estrela passou a observar os céus na esperança de um dia voltar a sua antiga forma, contudo como um mortal em que se tornou logo seu corpo definhou e levou consigo a estrela para o abismo da morte.
E o jovem, com seu corpo imortal continua a vagar pelo universo em busca de seu antigo corpo e existência. Ao contrário da estrela, sua consciência não é imortal, apesar de seu corpo permanecer intacto, sua consciência definhou e seu corpo continua vivo, apenas guiado pela ânsia do jovem por sua vida antiga.





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