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domingo, 1 de abril de 2012

O soar do paganismo


A voz divina em nós
Algumas vezes já me perguntaram o que é ser pagão, o que significa paganismo. Para muitos o termo pagão é quase um “palavrão”, uma palavra assustadora, significando alguém sem religião, sem Deus, e até mesmo contraditoriamente seguidor do diabo cristão, contudo se você não acredita no Deus católico, conseqüentemente também não acredita na mitologia cristã que envolve a figura do diabo.
Krishna
Durante algum tempo me considerei como um ateu, eu não acreditava em um deus, mas sim na energia do mundo, a energia criadora do universo, em um sentido mais universal da visão que comumente se tem dos deuses. O universo místico sempre me fascinou e eu sempre busquei aprender sobre as mais diversas religiões tanto do credo monoteísta, quanto do politeísta.
Ao longo do tempo percebi que o mais importante em cada uma delas não é o credo em si e sim a fé do crente, seja em Deus cristão, YHWH judaico, KRISHNA indiano, Zeus grego e outra milhares de deidades, elas em si não possuem o poder de transformar, por mais estranho que isto possa soar, o verdadeiro poder de um deus está em seus fiéis que pelo poder criador da fé dá-lhes o poder, portanto é a fé de cada um de nós que nos torna fortes, independentemente do credo que seja.
A religião sempre foi uma herança cultural, a sua religião muito provavelmente também é a de seus pais, raros casos em que a religião dos pais não é dos filhos. Ela é imposta aos recém nascidos e também imposta em escolas, pela sociedade em que se vive, somos obrigados a seguir determinada crença que variará de acordo com o lugar do mundo em que você viver.
E onde o paganismo entra nisso tudo? Paganismo deriva-se do termo latino paganus habitante do campo, que durante a Idade Média quando o termo passou a ser mais fortemente usado eram os camponeses os principais praticantes do paganismo, que é o termo usado para definir qualquer religião não judaico-cristã, religiões não abrâamicas. Como a religião judaico-cristão era uma religião da corte, dos nobres, ricos e poderosos o povo praticava em seus lares os antigos cultos, que com o passar do tempo foi sendo mesclado as práticas cristãs.
O termo pagão ao longo da história foi usado como um termo pejorativo, de ofensa e até mesmo xingamento, e é este um dos motivos que para muitos esta palavra soe tão assustadora. Mas o que é um pagão?
Deus Judeu
Esta resposta vem de um pagão, não de termos escritos em livros escritos por outros, ou mesmo por teólogos cristãos. Não podemos definir o paganismo como uma unidade maciça devido às milhares de crenças que ele engloba. Mas em uma síntese um pagão é o crente dos deuses, da natureza, da essência do universo, do culto ao grande Pai, a grande Mãe.
E uma das maiores diferenças podemos dizer que é o respeito religioso para com as outras crenças. Infelizmente em nossa história não podemos negar que as culturas impuseram suas crenças sobre as outras, e isso não é de uso exclusivo dos cristãos. Contudo há uma grande diferença, os pagãos não negam a existência de outros deuses, de outras religiões, outras formas de ver o mundo.
No apogeu da cultura grega, com a sua expansão pelo mediterrâneo conquistando os povos do mar mediterrâneo, conhecendo novas culturas, totalmente diferentes da sua, com credos muito diferentes, o que eles fizeram? A maior cultura, o mais próspero e poderoso país, o Egito, com suas crenças muito mais antigas que as gregas, qual foi à reação dos gregos ao estabelecer contato com os egípcios? A junção através de mitos das duas religiões.
Quando na Grécia os deuses híbridos de animais e humanos vindos das terras do Nilo surgiram tinha que haver uma explicação para isso, e a explicação surgiu. Segundo os mitos, depois que Zeus baniu o titã Cronos do trono do céu, assumiu o seu lugar. Com o passar dos anos a fúria dos titãs aumentou e um dia eles se rebelaram e atacaram os deuses. Em um arroubo de poder o trono divino de Zeus foi usurpado e apoderado novamente pelos titãs, que lutaram com os deuses, porém estes fugiram para as terras distantes do Nilo e se misturam aos animais, tendo uma aparência híbrida, sendo cultuada mais tardiamente pelos próprios egípcios.
Cronos Destronando Urano
 A única a ficar ao lado de Zeus foi Athena. Zeus foi desmembrado e seus pedaços espalhados pela terra, como forma de castigo. Depois de milhares de anos, os deuses tomaram consciência de seus atos covardes e retornaram ao Olimpo dispostos a retomar o trono dos deuses. E assim o fizeram, reconstituindo Zeus e com isso banindo novamente os titãs para as profundezas da Terra.
Neste mito podemos ver a capacidade dos gregos de assimilarem a cultura de outros povos na sua, sem destruir a cultura do outro pela dizimação. Outro exemplo claro é a própria deusa Afrodite. A origem desta deusa é controversa, ela é a deidade principal, dos doze grandes mais recente. Tanto que há dois mitos sobre sua origem, um de que ela é filha de Zeus e outro em que ela aparece nascida das ondas graças aos testículos de Urano, pai de Cronos, que quando foi destronado por seu filho acabou tendo seus testículos mutilados, caindo nas ondas do mar, com isso a deusa do Amor surgiu. Devido a isso a própria deusa é mais antiga que Zeus, ela é uma titã também, tia de Zeus.
O nascimento de Vênus, Sandro Botticelli 
Afrodite é uma junção de deusas mediterrâneas muito anteriores a ela, como a deusa babilônica Ishtar e outras deusas primordiais, o amor é uma essência primordial humana, misteriosa e controversa, até mesmo sua representação divina o é, misteriosa e poderosa, e também subestimada por muitos.
O paganismo é esta mistura, não só de crenças, mas também de pessoas, das mais diversas partes do mundo, pois cada região do mundo vê o mundo de uma forma diferente e, portanto seus deuses também o são.
Algo que aprendi e posso sentir emanado de mim é o chamado divino. Essa voz que ecoa em cada um de nós sob diversas formas. Para um cristão ela soa sob a forma de Jesus, para o indiano sob a forma de Krishina, e para mim ela soa sob a forma da natureza, com a voz da Deusa Mãe. Essa voa ecoa em todos nós, ninguém mais a ouve, apenas você, ninguém pode te obrigar a ouvi-la, ela ecoará mais forte um dia em sua vida. Ela sempre ecoa, contudo muitas vezes você está tão ocupado com tantas coisas que nem se preocupa com você mesmo, com seu interior.
Essa foi uma pequena explanação sobre a minha forma de ver o paganismo, sobre minha forma de senti-lo, e convido a cada um de vocês, sejam pagãos ou não que compartilhem aqui sua forma de perceber o mundo, como é a voz divina que pulsa em vocês.
Um grande abraço a todos, que a voz divina da natureza, do universo soe de forma tão poderosa em cada um de vocês que não possa ser ignorada, que ela seja como o som do tambor nas batalhas, a batalha por si mesmo, pelo mundo, a batalha pelo equilíbrio, que toda a força dessa energia abençoe a cada um de nós.
Que assim Seja
E assim se Faça
De seu irmão Pallas

terça-feira, 6 de março de 2012

Realidade, ilusão ou fantasia?



Sonhos Ou Loucura?
Eis a questão...
 
Ultimamente tenho aprimorado junto a um grande amigo meu, alguns pensamentos que sempre rondaram minha mente, e juntos debatemos inúmeras vezes sobre alguns destes temas. Decidi escrever quando lia alguns temas considerados sobrenaturais por alguns e como verdades absolutas por outros. (Deixo aqui o aviso, tudo o que falarei abaixo é fruto de minha observação, não é destinado a ferir nenhum credo)
Alguma vez você já se questionou sobre a origem dos deuses? Sobre a origem do divino? Do sobrenatural? De onde surgiu? Quem os criou? Eles criaram o mundo, mas e quem os criou?
A designação que damos hoje em dia aos mitos é a de que eles foram criados pelos humanos para poderem explicarem o que era considerado inexplicável. Aí vêm os céticos e dizem que tudo não passa de fantasia dos povos antigos. Porém o poder da fé é comprovado hoje em dia.
A fé não é apenas a religiosa, é a crença obstinada de que algo é considerado  verdade. Seu cérebro quando você diz,  que está doente libera determinadas substâncias em seu organismo que o deixa com aqueles sintomas, então mesmo que você não esteja com aquela doença, você sente os sintomas, para você eles são reais, mesmo que os outros, os médicos digam que você não tem nada.
 Um exemplo notório é a da gravidez psicológica, a mulher não está grávida, mas seu desejo de estar grávida é tão grande, que seu cérebro acredita que ela realmente está grávida, ela desenvolve a barriga, produz leite, em casos extremos chega até mesmo a sentir as dores do parto, sem estar realmente grávida. Tudo pela ação insistente da mente.
Placebo são remédios “falsos”, geralmente pílulas de açúcar receitadas a muitos pacientes como se fosse o remédio ideal para o que estão sentindo, quando seu efeito fármaco não existe. Mas a mente do paciente não sabe disso e encara a sua ação como se ele realmente fosse um remédio milagroso e acaba por parar de sentir os sintomas ou as dores, não é que não estivesse sentindo dores antes, mas seu cérebro recebeu a informação de que o placebo faz bem ao seu organismo e a pessoa acaba acreditando tão fielmente nisto que acaba por realmente sentir os efeitos, mesmo que eles não sejam  por causa da pílula mas sim por efeito do cérebro.
Da mesma forma acontecem os milagres. Quando uma pessoa acredita piamente em algo aquilo é real para ela, não é fantasia, ela o sente, sente sua ação, sua mente cria essa realidade. Muitos casos médicos em que a pessoa não possui mais chances de vida e acaba por ser curada, isso é o chamado milagre, ou talvez, a força da mente da pessoa. Porque Jesus no mito judaico-cristão quando vai andar sobre as águas diz aos seus
discípulos para terem fé? Para não duvidarem? Se você duvida de algo, não poderá sentir seus efeitos.
O mesmo vale para os adeptos de inúmeras religiões que mesmo estando em seus templos, nos locais em que cresceram, que seus pais viveram e vivem não se sentem bem, enquanto olham para os lados e vêem muitos realizados em sua fé. Porque não acreditam no que ouvem, na forma com que é passado, não faz parte de sua mente, e conseqüentemente sua fé é fraca, e os efeitos praticamente nulos.
Agora caminhemos para algo ainda mais delicado para milhões de pessoas, a essência dos seres divinos.
Quando um escritor está escrevendo um livro o que ele está fazendo? Criando um mundo não? Ele não cria as bases desse mundo? A forma, tudo ali, ele é o criador deste reino. E quem disse que aquilo não é real? Como não é real se quando lemos tudo cria vida?
É como se vagássemos por outras dimensões, temos o tempo e o espaço. Você já pensou que no lugar em que você está agora existe, existiu, existirá milhares de pessoas, situações, seres ao mesmo tempo? Essa é a questão do espaço, o espaço em que você está não muda, ele continua o mesmo, conseqüentemente tudo ocorre ao mesmo tempo. Há poucos instantes você se mexia e agora não, ano passado havia outros no mesmo espaço que você.  Seria como pensar que o tempo não existe, dessa forma tudo acontece no mesmo local, se você viajar no “tempo” encontrará no mesmo espaço que você talvez um índio, mas você ainda está lá. Já imaginou? Parece confuso, mas não é. Vamos a um exemplo.
Sempre vemos em filmes, desenhos e afins que se formos viajar no tempo não podemos ver a nós mesmos, você já pensou o porquê? Imagina se você volta no tempo, e vê você mesmo, conta coisas a você, certo. Aí você volta, quando você voltar você já sabia que tinha voltado ao passado, pois afinal já viveu isso, porém você decidiu naquele instante, contudo aquele instante só surgiu porque no passado você sabia que voltaria então você volta no tempo por isso, por uma sugestão de você mesmo, portanto o futuro é seu passado, e seu passado seu futuro.
Confuso? Normal, é por isso que você não pode voltar a um lugar em que você existe, pois a linha do tempo não existe mais, afinal o que é passado e o que é presente? E a noção do que é espaço também é controversa, pois existe neste exato instante enquanto lê esse texto milhares de coisas acontecendo no local em que você está, em tempos diferentes, todos ao mesmo tempo paralelo, uma vez que o espaço não vai se deslocar, a única diferença entre vocês é o tempo, vocês dividem o mesmo espaço, você ainda está dormindo em sua cama, enquanto navega no computador, enquanto troca de roupa, caminha e por aí vai...
Agora voltemos ao tema, da mesma forma que essas realidades paralelas existem as que o escritor cria também. Assim como as do mito, dos deuses, do Deus, da sua crença, dos seus sonhos.
Um livro que ilustra muito bem isso é As crônicas de Nárnia O Sobrinho do Mago, quando Digory e Polly usam os anéis do Tio André e vão parar no mundo entre os mundos, naquela espécie de portal de mundos, onde existe bilhões e bilhões de universos, mundos, todos acessíveis a partir daqueles lagos, basta que você mergulhe neles.
Os livros, os sonhos funcionam da mesma forma, não é que sejam irreais, mas sim em realidades diferentes. Todos somos deuses, criadores de um mundo quando escrevemos, que pode ter as formas que quisermos.
A mitologia indiana que nos coloca como o sonho de Brahma , que só existimos enquanto ele sonha faz muito sentido. O mundo dos sonhos é diferente do mundo considerado real. E o que impede de realmente sermos meros sonhos desse deus? Não há como sabermos, e nem como escaparmos da trama que o possível criador cria para nós. Afinal o personagem de um livro pode escapar de sua história? Se rebelar e mudá-la?
Deuses, eles criaram o mundo, mas quem os criou?
Já pensaram e reparam que cada deus, de cada parte do mundo criou seu povo e não o mundo todo? Que cuidam do seu povo, e não de todos os povos?
Sejam os gregos, egípcios, chineses, maias, celtas e por aí vai, todos criaram seu povo e cuidam dele. Mesmo o atual deus supremo, O Deus católico, também criou apenas seu povo, ao menos em seu primórdio, quando ele era Deus de Israel, e só de Israel, como é dito na bíblia, o deus dos judeus é deus dos judeus, não do resto do mundo. Mas ele se tornou deus do mundo conforme as designações dos poderosos. Isso pode afetar diretamente as atuais versões do cristianismo, sejam elas evangélicas, ortodoxas, reformistas e tantas outras,  todas nasceram do cristianismo e não podem negar suas origens e os cristãos não podem negar suas origens judaicas.
Sabemos que os deuses criaram o mundo, porém quem os criou? Essa é uma pergunta vaga, seja em qual religião, seita, que for. Os homens criaram os deuses, e isso não significa que eles não seja reais.
Como já vimos antes a mente humana é capaz de transformar a realidade, e mesmo os cientistas sabem que não conhecemos nem mesmo um terço da capacidade cerebral humana. Então podemos pensar: Quando cremos em algo, aquilo passa a ser real para nós, nossa mente sozinha é capaz de dar forma aquilo, agora imaginem o que centenas, milhares, bilhões de pessoas são capazes de fazer?
Mesmo que aquilo originalmente não fosse real, passa a ser real porque as pessoas os tornaram reais. Já perceberam que em muitas culturas os deuses necessitam da adoração humana? Da oração humana? Mesmo o deus católico necessita dela, da fé dos homens, é o seu elixir divino, seu elixir da imortalidade. Então nos perguntamos por que, se realmente todos esses deuses existem, porque eles não se manifestam e lutam pela supremacia?
Novamente basta observar, se eles são “movidos”, alimentados, pela fé humana, quanto mais fiéis eles tiverem maior é seu poder, e qual o deus atual com maior fiéis na humanidade?
Como dissemos anteriormente cada deus criou, cuida de seu povo, pois foram eles os seus criadores, é confuso, porém faz muito sentido vermos as coisas como são, não é que eles não existam, eles existem em cada um de nós, e mesmo que não acreditemos neles, outros milhares acreditam  e para eles, cada deus é real e por conseguinte existem.
 Dessa forma a supremacia do deus judaico-cristão sobre o mundo se deu pela conquista e domínio dos homens, a batalha divina já não era párea para com este ser supremo que subiu, literalmente, ao trono das divindades pela fé de seu povo, que dominou, vergou outros povos, outros deuses. A ação divina se verifica pelos homens, assim como pelas mãos divinas.
Não minha intenção parecer fatalista, ou cético quanto aos seres divinos. Eu tenho fé, sou pagão, cultuo a essência da Terra, do universo, e isso não me impede de pensar, de ver as outras fé. Não existe religião melhor que a outra, nem pior, todas são perfeitas para seu povo, para cada membro que ouve o chamado  de seu criador, seja ele qual for.
Outra abordagem interessante, que sempre me fascinou e que quem impede de que seja real? No filme MIB Homens de Preto ao longo do filme vemos que eles estão à procura de um universo que está sendo ameaçado de destruição e acabamos por perceber que o universo é do tamanho de uma bola de gude, podemos saber como é o universo? E ao final nosso universo é mostrado como mais uma bolinha de gude entre outras, entre outro universos, e dois seres brincando com eles. Talvez seja assim, não passemos de bolinhas para outros seres que para nossa perspectiva humana é inimaginável. E assim eles também podem ser a mesma coisa que nós, brinquedo de outros seres maiores e assim infinitamente, e nunca saberemos a origem de tudo.
Tudo o que falei acima pode parecer apenas teoria da conspiração, mas é o resultado de observações e debates, deixo a questão com vocês, o que é real? O que é ilusão? O que é fantasia? O que é realidade? Você pode responder?
Um grande abraço,
De Seu grande Amigo
Pallas

domingo, 4 de março de 2012

A mente dos Homens, part III


ser humano,
dom ou
Maldição?
Hoje trago o final da Entrevista com R.R.L Convoitise, na primeira parte de sua entrevista falamos sobre imortalidade, morte e também vida, agora trago a segunda parte perguntas como o que é ser um deus, o que significa o EU, liberdade, mergulharemos na mente desse grande amigo meu.
Que possamos aprender com essa grande pessoa que ainda trilha os caminhos do desconhecido, do conhecimento que todos percorremos e que ele já percorre e busca, que sejamos iluminados.
Muito obrigado R.R.L Convoitise, foi com muito orgulho que pude trazer sua opinião para meu blog, deixo o convite para que sempre volte.
Vamos dar início ao final de nossa entrevista:
 

Ser humano, o que significa ter o maior dom e ao mesmo tempo a pior maldição da natureza?
 
Posso dar algumas definições “politicamente corretas” sobre o que significa ser humano, porém creio que este não seria o caminho mais correto, visto que o objetivo desta entrevista, por suposto, é conhecer a minha forma de pensar. E para mim é um pouco complicado tentar definir o que significa ser humano.
De fato, ser desta espécie é um dom e uma maldição, visto que, somos um pouco mais racionais que os demais seres de espécies diferentes e toda grande habilidade vem acompanhada de grande responsabilidade, responsabilidade esta muitas vezes negligenciada.
Quando digo um pouco mais racional, o faço por repulsa ao conceito de que os demais seres do mundo animal não tenham razão. Não creio que ajam somente por instinto como nosso estimado Darwin que, muito nos auxiliou a entender o processo evolutivo, afirma. Agir por instinto todos os seres agem, mesmo nós humanos.E não é por agirmos em diversas circunstâncias por instinto que deixamos de ser permanentemente racionais, não é?
Penso que todas as criaturas são dotadas de razão e consciência, cada um de acordo com sua própria capacidade, desta forma estamos uma polegada a frente dos demais seres que coabitam nosso planeta. E de fato, este é o dom mais notável que recebemos da Natureza, enquanto entidades viventes e pensantes.
E justamente por sermos um pouquinho mais racionais que nossos irmãos do mundo animal, temos também mais responsabilidades para com nosso Lar. Não que as demais criaturas não tenham seus próprios encargos no nosso grande Lar, chamado Terra, porém creio que a maioria deles, senão todos, cumprem seus devidos papéis para a manutenção e equilíbrio da Casa, a excetuar-se nós os humanos.
Uma coisa que há muito tem me afligido é que, infelizmente, os humanos passaram a se tornar uma ameaça para a vida na terra, uma ameaça para o próprio planeta. Não é que deixamos de seguir o curso natural da evolução, mas o grande problema é que deixamos de respeitar nossa casa, e a nossa Mãe Natureza, posso estar parecendo um neo-adepto do movimento hippie ao dizer “Mãe Natureza”, porém ninguém pode negar que viemos Dela, seja qual for o credo criacionista ou evolucionista, o fato é que pertencemos à natureza, nossa vida teve origem no seio da Terra que, curiosamente foi personificada sob a forma de uma Deusa-Mãe em diversas culturas pagãs no mundo todo (sendo a mais conhecida representação a Deusa Gaia, grega).
Nós, com o passar dos séculos, começamos a agredir nossa Mãe, sim, estas palavras foram colocadas da maneira correta, para transparecer o quão grave é a situação, pelo menos ao meu ver e de uma boa parte de pessoas que começaram a despertar para o abuso que cometemos contra nossa casa.
Todos sabem que, quando uma espécie se torna numerosa demais na natureza ela ameaça o equilíbrio ecológico do ambiente em que vive, com os humanos não é diferente, nos tornamos com o passar do tempo a espécie mais numerosa do planeta, já somos 7 bilhões de pessoas habitando e agredindo indiscriminadamente nosso mundo. Talvez quando esta consciência se tornar global, já será tarde demais.
Eu me entristeço de uma forma indescritível quando começo a pensar sobre isto. E não estou usando de demagogia ao dizer estas palavras, quem me conhece sabe que algumas vezes meu coração se enche de tanto pesar ao perceber o que estamos fazendo com nosso Lar, com nossa Mãe, que quase me coloco em prantos.
Como sabemos também, quando uma espécie passa a ameaçar um determinado habitat, a solução mas eficaz para combater a „praga‟ é a colocação de predadores naturais no mesmo ambiente, e quanto os animais humanos? Quem são nossos predadores? Ninguém. A maior maldição de ser humano para a natureza, é o fato de estarmos no topo da cadeia alimentar. Ninguém consegue conter a praga humana que devasta o planeta como um enxame de gafanhotos devastando uma plantação. Isso é realmente lamentável.
Destruímos nossas matas e construímos nossas colméias, cinzas de cimento, para abrigar nosso enxame, sem nos preocuparmos com as conseqüências que isso nos trará. Sem nos preocuparmos com as conseqüências que isso trará ao Nosso Lar.
Acho que uma outra maldição acarretada pela consciência que os humanos possuem, é o sentimento, em especial o de tristeza e melancolia. Por sermos criaturas um pouco mais racionais que as demais, também nos deixamos ofender e nos entristecemos com maior freqüência, algumas vezes simplesmente por que as palavras proferidas por outrem, para nós, pode ter significados inimagináveis.
Por mais que pareçamos fortes, ainda assim temos sentimentos, nos ferimos, nos magoamos. Talvez eu não tenha usado a forma correta para me expressar, talvez não seja uma maldição, mas apenas uma fraqueza de ser Humanos, uma grande fraqueza.
Digo isto, pois eu mesmo muito tenho sofrido por esta fraqueza, a fraqueza emocional, dos sentimentos infelizes. Será que algum dia aprenderemos a viver de uma forma mais harmônica com nosso ambiente natural e conosco mesmos? Talvez algum dia encontremos as respostas. Talvez um dia você mesmo as encontre.

Um deus, o que significa um ser que tem o poder sobre as essências dos seres.
 
Percebo que a maioria de tuas perguntas está relacionada ao significado das coisas. Bem, está certo que tudo, em todos os tempos e em todos os lugares está repleto de significados, símbolos e conhecimentos. Mas a questão é que nem todos os significados são vistos e interpretados da mesma forma por todos. ( As diversas formas de se olhar uma mesma coisa, lembra?)
Com a questão das divindades é bem semelhante. Cada povo tem interpretado e atribuído significados sobre as forças criadoras de uma maneira diferente, geralmente relacionadas aquilo que elas conhecem. Há algum tempo, li um pensamento de Sigmund
Freud, se não me falha a memória, que diz que o “homem [...] criou Deus a sua imagem e semelhança”, segundo ele, nós os humanos criamos a Deus para que tivéssemos a quem atribuir coisas que não conseguíssemos explicar.
Ou simplesmente por que precisamos saber que há alguém superior a nós, o que foi chamado de notação de inferioridade. È como se os humanos precisassem se sentir inferiores a alguém para se sentir bem. Bom, mas receio que ao mencionar este pensamento esteja fugindo do objeto principal desta entrevista, que é conhecer meus pensamentos e minha forma de pensar.
Pois bem, voltemos a mim e meus modestos pensamentos: Eu creio em Deuses, sim no plural, Deuses. Como pagão, creio na existência em mais de uma divindade, que de uma ou outra forma interferem em aspectos da existência humana.
Uma coisa muito interessante que frequentemente converso com meu companheiro de estrada, é que as pessoas pensam que os deuses ( ou Deus, para os monoteístas), não tem mais nada a fazer a não ser ficar olhando os humanos lá de cima, sentados em seus tronos levando uma vida monótona de apenas olhar pela humanidade.
Se levarmos em conta, as mitologias pagãs fazem um pouco mais de sentido que a mitologia monoteísta, pois elas retratam os deuses como seres que também possuem vida própria, seus próprios problemas, suas próprias preocupações.
A mitologia monoteísta nunca explica o que o Deus em que acreditam faz quando não está olhando para a humanidade. Eu, creio nas forças criadores como o eterno masculino e o eterno feminino que, a meu ver faz muito mais sentido já que fomos
“feitos a imagem e semelhança”  de quem nos criou. Ora, não fomos criados homens e mulheres? Não seria então plausível que também tenham sido um Deus e uma Deusa a nos criar, desta forma mantendo sempre o equilíbrio entre as polaridades?
Prosseguindo, a meu ver ser Deus vai muito além de cuidar da humanidade, olhar por ela, interferir na vida dos humanos positiva ou negativamente, ser Deus é ter uma vida própria para cuidar e ainda a vida de uma multidão de humanos que recorre a ele, principalmente nos momentos de precisão.
Ser Deus, é ter poder para interferir de diversas formas no curso da humanidade, sem nunca poder ferir o livre-arbítrio que concederam aos humanos logo após a criação. Mas a questão é: se somos semelhantes aos deuses, então eles também se zangam, entristecem e tem dias ruins, será que em uma dessas ocasiões eles (ou Ele) não interferem diretamente na vida dos humanos esquecendo, nem que seja por um segundo, do livre-arbítrio?
Sei que fugi um pouco de tua pergunta que queria saber „o que SIGNIFICA ser Deus‟ e falei mais do que concebo por “o que É ser Deus”, acho que não sou ninguém para dar significado a algo tão grandioso como uma divindade, creio que cada qual atribui um significado, e acho que não seria legal eu expor aqui um significado realmente muito pessoal, meu medo é que os leitores mais incautos desta entrevista possa deixar-se levar pelos significados que eu atribuo, ou que eu insinue que possam ter, e creio que isso não seria nem um pouco positivo para meu espírito, segundo minhas próprias crenças.
O Fato é que, ser um Deus é algo mais complicado do que as pessoas possam imaginar, exige uma grande responsabilidade, um grande discernimento, pois se tem o controle da vida de todos os seres nas mãos, porém deve-se ser sempre justo e fiel aos humanos, por mais que estes duvidem de sua existência.
Eu, considero a mim mesmo e a qualquer humano que eu conheço, inapto à assumir uma posição desta magnitude, por isso antes de achar que é fácil ser deus, pense como seria ter de cuidar de sua vida pessoal, com seus problemas e ainda ser diretamente responsável e responsabilizado pela vida de milhões de pessoas que perto de seu poder e de sua glória são apenas grãos de areia e, mesmo assim, ter de respeitá-los e procurar amá-los mesmo que a recíproca não seja verdadeira, mesmo que já esteja farto da humanidade e seus erros abomináveis. De fato, a vida dos deuses não é apenas um mar de rosas como muitos julgam ser...

EU, porque tememos tanto o nosso próprio EU?

 
O nosso Eu mais profundo é a divindade que habita em nós, é a nossa própria essência. Tememos o encontro com nosso Eu superior, nosso Eu mais profundo, simplesmente por que não sabemos o que esperar. O medo de nós mesmos é um medo instintivo, não sabemos o que há lá no mais escuro canto de nossa alma.
Quando começamos a nos conhecer um pouco melhor, muitas vezes nos assustamos e nosso medo é que, se nos aprofundarmos ainda mais em nossa essência possamos nos assustar ainda mais. Perder-nos no quão desconhecido somos de nós mesmos.
Talvez o encontro com nosso próprio eu seja tão atordoante quanto viver uma vida toda em uma casa e depois de décadas morando lá olharmos pro lado e ver que morava alguém ali conosco, alguém que não conhecíamos e não sabemos como reagir a este encontro, não conhecemos suas capacidades, suas limitações.
O medo do Eu na verdade, nada mais é do que o medo de nos descobrirmos, de nos vermos sem os véus que cobrem nossa essência, pois lá no fundo temos uma vaga consciência de que ainda não estamos preparados ou devidamente evoluídos para essa auto-descoberta, para esse encontro tão transcendental.
Ou ainda, simplesmente por que tememos temer quem somos, passando o medo do Eu a ser medo do próprio medo.
O mais interessante disso tudo, é que sempre julgamos conhecer as outras pessoas, sem nunca parar para perceber se nós nos conhecemos realmente. Nunca sequer paramos para pensar porque é mais fácil se aproximar de outrem que de si próprio.
Talvez algum dia consigamos parar de temer a nós mesmos, pararemos de fugir de nossas próprias habilidades, de nossos próprios fantasmas e quando esta sabedoria tiver sido aceita e difundida entre muitos e todos conseguirem viver em harmonia consigo próprio, talvez também o mundo se torne um lugar harmônico. Já dizia minha mãe, nossa casa (ou nosso quarto – como ela dizia para mim) é o reflexo de nossa alma. O mundo é nossa Casa, ele anda bagunçado ou todo arrumadinho? Pense.

LIBERDADE, uma palavra bela, mas o que implica ter liberdade?
 
As pessoas de um modo geral, e especialmente os jovens, comumente confundem a liberdade com falta de responsabilidades. Acreditam que só serão devidamente livres se
não houver com o que se preocupar, bom talvez seja exatamente este modo de pensar que têm escravizado e aprisionado boa parte das pessoas no mundo.
Uma vez um grande compositor chamado Renato Russo disse: “Disciplina é Liberdade”, essas palavras fazem muito sentido. Ter liberdade implica em respeitar alguns limites. Sei que parece meio contraditório dizer que há limites na liberdade, principalmente quando o conceito de liberdade mais difundido implica em não haver limites, não haver regras a serem seguidas.
Mas o fato é que há diversos tipos de liberdades, e sempre obtemos liberdade quando alguém a concede a nós em algum dos aspectos da vida, seja profissional, amoroso, e etc e etc.
Quando alguém nos “concede” liberdade, significa que ela confia em nossas escolhas e em nossas atitudes e, por suposto, espera que nós não a decepcionemos e que façamos escolhas que não prejudiquem a ninguém. Para se ter liberdade, é preciso ser merecedor dela, é necessário que os limites anteriormente mencionados, sejam levados em conta, mesmo que não sejam definidos, mas fiquem subentendidos.
Ter disciplina é ter liberdade, saber respeitar o espaço do sentimento, da liberdade de outrem. Ter liberdade é, ao utilizá-la sabiamente, provar que somos merecedores de cada vez mais confiança. A plena liberdade só pode ser conquistada aos poucos, a cada liberdade menor que nos é confiada.
Aquele que é fiel no pouco, também é fiel no muito. Podemos ser livres, basta querermos e entender que, liberdade exige respeito. Ou acabaremos livres, como selvagens, sem ninguém por perto com quem compartilhar tamanha felicidade alcançada.
Pois a nossa liberdade está intimamente ligada com a liberdade e a confiança que outros depositam em nós. Se formos indisciplinados de nada valerá qualquer liberdade que recebamos.
Liberdade implica em sabedoria nas decisões, respeito e principalmente disciplina, isto pelo menos a meu ver, é claro.
 
Esta foi à entrevista com R.R.L. Convoitise, realmente agradeço por sua colaboração, meu grande amigo, que Deusa o ilumine e o abençoe, e sempre se lembre que estará
pela eternidade em meu coração.
Há todos muito obrigado por acompanharem nossa entrevista e até a próxima.
Pallas

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Beleza incerta, Homens


Alma dos Homens
Nos dias de hoje quando falamos em beleza masculina logo  nos vem à cabeça imagens agressivas e pouco trabalhadas, de apenas um corpo masculino que se considera bonito.

Há algum tempo venho reunindo algumas fotos de homens, que mostram não a agressividade a que estamos acostumados, mas sim artisticamente, com certeza não foi fácil e também será um post que será atualizado. Pois diferentemente das mulheres que possuem milhares de ensaios Fotográficos belíssimos, os homens nem tanto...
Assim como este post trará fotos de homens belos, porém o mais importante é a composição da obra, o próximo trará as mulheres.
Então passemos as fotos:














segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quem são os Deuses?


Quem são os Deuses?


Imaginamos os deuses, como seres distantes, intocáveis. Mas afinal o que é um deus?
Do mais profundo de cada ser podemos encontrar a resposta. Um deus é tudo o que há e também o que não há. Eles não habitam tronos celestiais,
 paraísos longínquos. Em cada ato da natureza habita o toque divino, em cada soprar da brisa, crescer da relva, canto dos pássaros, rios e oceanos livres, sorrisos, lágrimas, raio de sol. Tudo palpita com a alma de um deus.
E como os deuses habitam cada ser, gesto, ação, tudo compõe o divino. Ainda necessitamos aprender a respeitar e aceitar o divino que habita em nós. Afinal, como ousamos profanar o divino?  Não somos hereges do celestial, do real, da essência divina ao destruir partes sagradas? Não foi pelas mãos humanas que se tornaram sagradas, mas sim pela essência que as habita.
Cada um de nós somos deuses, porém ainda não aprendemos a lidar com nossa divindade.

domingo, 9 de outubro de 2011

As Doze tarefas



 
O seguinte texto foi escrito pelo astrólogo inglês Martin Schulman, revelando, através de linguagem figurada, o caráter essencial de cada signo astrológico.

“... E naquela manhã, Deus compareceu ante suas doze crianças e, em cada uma delas, plantou a semente da vida humana. Uma por uma, cada criança deu um passo à frente, para receber o dom e a função que lhe cabia.

“Para ti, Áries, dou a primeira semente, para que tenhas a honra de plantá-la. Para cada semente que plantares, mais outro milhão de sementes se multiplicará em suas mãos. Não terás tempo de ver a semente crescer, pois tudo o que plantares criará cada vez mais e mais para ser plantado. Tu serás o primeiro a penetrar o solo da mente humana levando Minha Idéia. Mas não cabe a ti alimentar e cuidar dessa idéia, nem questioná-la. Tua vida é opção, e a única ação que te atribuo é a de dar  o passo inicial para tornar os homens conscientes da Criação. Por este trabalho, eu te concedo a virtude do Respeito por Si Mesmo”.

Silenciosamente, Áries retornou a seu lugar






‘Touro: a ti Eu dou o poder de transformar a semente em substancia. Grande é a tua tarefa, e requer paciência; pois tens que terminar tudo o que foi começado, para que as sementes não sejam dispersadas pelo vento. Não deves assim questionar; também não deves mudar de idéia no meio do caminho, nem depender dos outros para a execução do te peço. Para isso, Ru te concedo o dom da Força. Trata de usá-la sabiamente”

E Touro voltou a seu lugar.



          



  “A ti, Gêmeos, Eu dou as perguntas sem respostas, para que possas levar a todos um entendimento daquilo que o homem vê ao seu redor. Tu nunca saberás por que os homens falam ou escutam, mas em tua busca pela resposta encontrarás o meu dom, reservado a Ti: o Conhecimento.”


E Gêmeos voltou a seu lugar.








"A ti, Câncer, atribuo a tarefa de ensinar aos homens a emoção. Minha idéia é que provoque neles risos e lágrimas, de modo que tudo o que eles vejam e sintam desenvolva uma plenitude desde dentro. Para isso, Eu te dou o dom da Família, para que tua plenitude possa se multiplicar.”


E câncer voltou a seu lugar.





“A ti, Leão, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizeram com minha criação em todo o seu esplendor. Mas deves ter cuidado com o orgulho, e sempre lembrar que é minha criação e não tua. Se o esqueceres, serás desprezado pelos homens. Há muita alegria em teu trabalho; basta fazê-lo bem. Eu te concedo o dom da Honra.”


E leão voltou a seu lugar.







“A ti, Virgem, peço que empreendas um exame de tudo o que os homens fizeram com Minha Criação. Terás que observar com perspicácia os caminhos que percorrem, e lembrá-los de seus erros, de modo, que através de ti. Minha Criação possa ser aperfeiçoada. “Para que assim o faças, Eu te concedo o dom da Pureza.”


E Virgem voltou a seu lugar.







“A ti, Libra, dou a missão de servir, para que o homem esteja ciente para seus deveres para com os outros; para que ele possa aprender a cooperação, assim como a habilidade de refletir o outro lado de suas ações. Hei de te levar onde quer que haja discórdia e, por teus esforços, Eu te concederei o dom do Amor.”

E Libra voltou a seu lugar.








“A ti, Escorpião, darei uma tarefa muito difícil. Terás habilidade de conhecer a mente dos homens, mas não te darei a permissão de falar sobre o que aprenderes. Muitas vezes, te sentirás ferido por aquilo que vês e em, tua dor, te voltarás contra Mim, esquecendo que não sou Eu, mas a perversão dos homens da Minha Idéia, o que te faz sofrer tanto. Verás tanto e tanto do homem enquanto animal, e lutarás tanto com os instintos em ti mesmo, que perderás o teu caminho.; mas quando, finalmente, voltares, terei para ti o dom supremo da Fidelidade.”


E Escorpião voltou a seu lugar.




“A ti, Sagitário, Eu peço que faças os homens rirem pois entre as distorções da Minha Idéia, eles se tornam amargos. Através do riso, darás ao homem a esperança, e, por ela, a voltarás seus olhos novamente para Mim. Chegarás a ter muitas dúvidas, ainda que só por um momento; e, em cada vida que atingires, conhecerás a inquietação. A ti, Sagitário, darei o dom da Infinita Abundancia, para que poças expandir o bastante, até atingir cada recanto onde haja escuridão, e levar aí a luz.”

E Sagitário voltou a seu lugar.










“De ti, Capricórnio, quero o suor da tua fronte, para que possas ensinar aos homens o trabalho. Não é fácil a tua tarefa, pois sentirás todo o labor dos homens sobre teus ombros; mas pelo julgo de tua carga, te concedo o dom da Responsabilidade.”


E Capricórnio voltou a seu lugar.






“A ti, Aquário, dou o conceito de futuro, para que através de ti o homem possa ver outras possibilidades. Terás a dor da solidão, pois não te permito personalizar o meu amor. Para que possas voltar os olhares humanos, Eu te concedo o dom da Liberdade, de modo, que, livre, possas continuar a servir a humanidade, onde quer que ela esteja.”

E Aquário voltou a seu lugar.





“A ti, Peixes, dou mais difícil de todas as tarefas. Peço-te que reúnas todas as cicatrizes dos homens e as traga de volta para Mim. Tuas lágrimas serão, no fundo, Minhas lágrimas. A tristeza e o padecimento que terás de absorver são os efeito das distorções impostas pelo homem à minha Idéia, mas cabe a ti levar até ele a compaixão, para que poças tentar de novo. Por esta tarefa, Eu te concedo o dom mais alto de todos; tu serás o único de Meus doze filhos que Me compreenderá. Mas este dom do Entendimento é só para ti, peixes, pois quando tentardes difundi-lo entre os homens, eles não te escutarão.”

E Peixes voltou a seu lugar.



“...Então Deus completou: cada um de vós é perfeito, mas não compreendereis isso até que vós doze sejais Um. Agora vão!”
“E as doze crianças foram embora executar suas tarefas da melhor maneira”.

 
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