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quinta-feira, 8 de março de 2012

Olhos belos


O olhar divino do ser humano
 
Somos um espécie tão controversa, tão cheia de mistérios, talvez de origem divina, talvez de origem alienígena ou até mesmo intra-terrena, para os céticos tudo não passa de teoria da conspiração, mas para os crentes nos humanos a resposta está visível, os olhos.
Nossos olhos foram considerados ao longo das eras a evidência da perfeição humana, a prova da existência de um ser superior, afinal como uma estrutura tão magnífica quanto os olhos poderia ser obra do acaso? Da Evolução? E seja em qual cultura for eles sempre revelam mistérios insondáveis da alma.
Mesmo que não os entendamos eles são como janelas para um céu, ou para um abismo. Quantas vezes um olhar muda tudo, com um simples olhar toda a situação muda, a forma de encarar, tudo acaba por transmutar devido a este órgão tão cheio de perguntas.
Pelo tempo ele foi considerado sagrado, no Egito o olho de Hórus, símbolo da proteção, da vida, da essência divina, sendo seu maior símbolo o sol, o olho dos deuses. Os
mistérios, lendas, contos, envolvendo os olhos são infindáveis.
Este é um conto retirado deste blog, sobre a origem das cachoeiras de Lisboa:
 
Lenda dos Olhos de Água 
“Há muito, muito tempo viveu  por estas paragens  um rei mouro e a sua filha.
A princesa uma linda moça, de cabelos negros e olhos de azeitona, perdeu-se de encantos por um pobre jovem que de seu nada tinha. 
Quando se apercebeu do que se estava a passar o rei, como era hábito no seu tempo, impediu que o enlace se consumasse. E ordenou:
- Proíbo-te que vejas de novo o teu amado. Deverás casar com um príncipe muito rico que eu já te reservei. Iremos unir as nossas coroas e a força dos nossos exércitos. Isto te ordeno eu...
Desolada, a princesa nega o seu destino mas, perante as exigências do pai nada podia fazer. Certo dia, com a chegada daquele que seu pai havia escolhido para seu  futuro marido e, aproveitando um descuido dos guardas, ela foge de casa. Abriga-se numas grutas que há junto à nascente do Alviela.
O rei, homem astuto, não mandou os guardas atrás da filha. Encomendou os serviços a uma bruxa. Esta depressa descobriu o paradeiro da princesa. Todos os dias, chegavam de todos os reinos em redor, novos príncipes desejosos de conquistar o coração da princesa. Todos os dias a bruxa lhe apresentava um novo pretendente e, todos os dias a princesa recusava dizendo:
-  Diz a meu pai que: O meu coração tem um dono, pobre que não tem tostão e mais nenhum  outro  senhor conquistará  este  trono, eu prefiro morrer de dor!
Muitos pretendentes depois, deixaram o rei muito zangado com tamanha afronta. Um
dia irritado as palavras saíram duras:
- Pois então se não quer mais ninguém, digo-te já aqui,  encanta um boi e transforma-o num belo rapaz. Que case com um boi! Filha ingrata!
A bruxa assim fez... Mas, nem aquele belo rapaz de falas doces a fez demover do amor que dedicava ao jovem pobre, que de seu nada tinha, e disse:
-  Diz a meu pai que: O meu coração tem um dono, pobre que não tem tostão  e mais nenhum  outro  senhor  conquistará  este  trono, eu prefiro morrer de dor!
Logo de seguida o rei mandou novo recado à filha:
- Como não aceitas nenhum dos pretendente que para ti arranjei, não serás nunca rainha no meu condado. Viverás eternamente nessas grutas! Os bois e as vacas viverão em teu redor. As tuas lágrimas serão tantas e tão grossas que os teus olhos se tornarão enormes... As lágrimas que daí brotarem regarão as terras do Alviela e vão dar de beber a pessoas e a animais.”

Como na lenda acima podemos ver o quão nossos olhos dizem de nós mesmos, de nossa alma, de nossos sentimentos. Não há nada como um olhar apaixonado, como aquele sorriso irradiante dos olhos de uma criança, da pessoa amada, as lágrimas derramadas por nossos sonhos. Tudo nos leva ao nosso caminho, a nós mesmos.
Talvez nunca entendamos este mistério da natureza, nosso olhos, mas eles são a beleza sincera da alma.
Agora para despedir deixo com vocês algumas fotos de olhos lindos e misteriosos, até a próxima...


 







E só para terminar um espiadinha também em meus olhos:

Poesia dos céus


Céus
Viajo...
Viajo através das estrelas
Mas qual caminho seguir?
A minha frente
Existe apenas escuridão
Mas...
Não é um mundo de luz?
De calor?
Onde as estrelas fulguram
Onde os céus se abrem ao infinito?
Então por que...
Sinto esse frio
Enraizado nas raízes dos confins
Incrustados nas rochas perdidas
Congeladas
Indo ao encontro dos mundos
Onde o calor ainda pulsa
Onde os raios da criação permanecem
Emanando vida
Emanando para a eternidade
Uma ínfima parte da essência das estrelas
­­­­­­­­­­­­­­­­­­----------------------
Diante de mim
Há pó
Apenas pó
Será dele que nascem os corpos celestes?
De simples pó?
É isso?
Somos nada?
A força motriz
Que nos matem vivos
É apenas pó?
----------------------
Nesta escuridão
Há mais que olhos mortais são capazes de suportar
Apenas no infinito...
Perceber...
Que nosso sol
Nosso tão amado criador
É apenas um grão
Uma célula no universo
------------------
Onde ele se encontra?
De onde vem?
Para onde vai?
------------------
Talvez nunca poderei responder
Porém sei que irei
Buscar
Dizem que os mistérios do universo
São insondáveis
Estão além da compreensão
Mas não vou desistir
-------------------------
Uma forma se aproxima
Um tremeluzir do próprio tempo
Da realidade
Dos mantos que nos cobrem
Tudo parece ruir
Desmoronar
Sob o peso do
Nada
----------------------
Com poder
Com magnitude
Soberano dos reinos
Dos céus
A forma a tudo traga
-----------------------
Ali a história dos tempos
Deixa de existir
A luz perde o brilho
As trevas perdem o negror
---------------------
Do nascer das eras
Me aproximo
E a cada passo
A razão
A consciência
Se vão
------------------
Digo adeus
Ao passado
Ao presente
Ao futuro
E através dos mantos
Caminho
Para o ser
Tentando encontrar
O não Ser

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ilusão de Ótica, O que nosso cérebro esconde



Nossos olhos nem sempre estão certos
Muitas vezes somos iludidos e nem ao menos nos damos conta disso. Nosso cérebro processa as informações em determinada velocidade, mas por alguns instante, ou propositalmente, são criadas imagens que confundem o cérebro, fazendo com que ele veja o que não está ali, ou até mesmo não saber ao certo o que ver.
Os artistas utilizam isto de forma formidável em obras chamadas de ilusão de ótica, que não precisam necessariamente serem programadas, podem ser também casual, em algumas fotografias ou até mesmo com você.
Desta forma reuni alguns trabalhos da arte da ilusão de ótica e também de ilusões casuais. Pensem e vejam com cuidado, às vezes seus olhos podem te enganar...

Consegue ver o rato?

 Consegue ver o leão?

 O que você  vê uma caveira ou uma cena de um bar? 

O que você vê? Um coelho ou um pato?

 Um pato ou um coelho?

Está vendo os cavalos?


Quantas patas possui o elefante?


Onde começa e termina a imagem?

 Os pássaros voam em qual sentido?

 Caveira ou pessoas conversando?


 Um ganso e um certo e temos um pégaso

 Dois bodes ou apenas um?


 Segredos do mar....

Quantos seres consegue ver na obra?

Zebras, sem saber onde começa uma e termina a outra

 Um homem ou várias pessoas?

 Quantas mulheres estão na imagem? Consegue ver a velha?

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