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terça-feira, 3 de abril de 2012

A magia da escrita


A Criação de mundos
Escrever, para muitos, é algo extremamente difícil, sentar-se diante de uma folha em branco é quase como mirar-se diante de uma hidra, um monstro, será mesmo tão assustador assim?  
Todos nós já passamos por esse dilema quando o professor nos pedia para elaborarmos uma redação. Estávamos diante de um título, um tema e o mais importante, o conteúdo, nos faltava. Redação era, e ainda é muito temida pela maioria. Temos fundamentos para todo esse temor?
Tudo se torna muito maior de acordo com as proporções que lhe atribuímos, e a escrita, a redação não foge a regra, na verdade, podemos dizer que ela é nosso maior exemplo. Sentir-se nervoso, aflito, ansioso, afeta, e muito, nossa capacidade de redigir um bom texto, assim como de pensar com clareza. Então o primeiro passo é sentir-se calmo, com aflição não chegaremos a lugar algum.
Estar calmo em uma situação que muitas vezes exige muito de nós, como em concursos, vestibulares, Enem, é extremamente difícil, contudo sem ela não nos adiantará nos esforçarmos para produzirmos algo mediano, ou mesmo de ruim a péssimo devido ao nosso stress.
A importância de uma redação reside no fato de ela mostrar como você vê o mundo, qual sua visão da sociedade, de uma situação problemática, como você resolveria isto. Uma prova de questões objetivas nem sempre é a melhor forma de avaliar uma pessoa, pois os “chutes” são muito comuns, pondo em cheque a validade real de sua nota. Mas a redação não há como você “chutar’, você tem que ser objetivo, claro, saber convencer as pessoas do que você está falando, ou seja, simplesmente sua capacidade de articulação e persuasão, característica extremamente importantes, não só a um estudante, como a todo profissional de destaque.
Para estarmos mais seguros de si nestas horas tão difíceis, nossos “queridos” professores de português, redação, nos ensinam técnicas, esquemas para facilitar o sucesso de uma redação. Porém utilizar destes meios, sem desenvolver um estilo próprio de escrita te coloca no mesmo nível que a maioria, por exemplo, o que você escolheria: algo personalizado, que demonstra que foi produzido com esmero, dedicação e diferente do resto ou um produto produzido em larga escala, sem criatividade, igual a todos? Nossa redação é como o nosso produto de maior valor então devemos cuidar muito bem dele.
Outro item fundamental para se escrever bem é gostar de escrever. Quando você não gosta de algo a tendência é não se dedicar realmente, fazer por fazer, ou mesmo se esforçando aquilo não lhe dá prazer, e a monotonia tira sua atenção, conseqüentemente a qualidade será esquecida.
Como gostar de escrever? Temos dois caminhos, lendo e escrevendo. Não há como fugir, para escrever bem devemos escrever, é praticando que se aprende e se aprimora. E outro fator essencial é ler, ler o que outros escrevem para aprender com eles. Em um mercado competidor observamos os competidores para aprendermos com seus acertos e melhorarmos os seus erros. Certo então alguns se levantam e dizem que estariam competindo com grandes escritores? Sim, porque não? Eles um dia também foram como você, e o que fizeram? Se dedicaram, aprenderam com outros grandes antes deles e desenvolveram seus próprios estilos de literatura, de escrita.
É claro que existe uma enorme diferença entre um texto literário, um texto jornalístico, um texto dissertativo e por aí vai. Porém mesmo com tantas diferenças ler sempre é uma aquisição, não importa o que você lê, você estará aprendendo algo, mesmo que seja algo inútil, mas estará aprendendo.
Não podemos nos iludir que nossos nobres leitores e futuros escritores, mesmo que apenas por um dia em um concurso, leiam grandes tratados, obras literárias sendo que antes só liam os cartazes da rua, as mensagens do e-mail, MSN, facebook. Porém temos que iniciar a leitura e quanto mais cedo começarmos, mais cedo nos desenvolvemos.
Acima falei sobre a escrita como algo, de certa forma, obrigatório, cansativo, monótono. E para os que gostam de escrever? Que escrevem romances, artigos, blogs como este, para nós a escrita não é um monstro, e sim uma benção.
A escrita nos permite criar novos mundos, novas realidades, vidas, seres, universos, ela nos permite, de certa forma, sermos deuses, deuses de nosso mundo, somos nós que passamos a definir o destino dos personagens.  
Há muitos anos eu criei uma personagem, e ao longo do tempo ela se tornou tão constante que é quase como se ela existisse, e existe, para mim. Definir suas falas, seu ambiente, não é apenas isso, é mais. Quando escrevo é como se os personagens sussurrassem as palavras para mim, e eu sou o seu tradutor. Trazendo para este mundo, parte do mundo deles, da existência deles.
Não há nada que se iguale a criação de um mundo, de uma história, de rir com ela, de se encantar com suas passagens, chorar com eles, o autor faz parte da história, mesmo que indiretamente, somos um personagem à parte, que sabe tudo de todos e ao mesmo tempo não sabe nada, pois tudo pode mudar de uma hora para outra.
Espero ter podido encantar vocês ao menos um pouco com este mundo tão deslumbrante da magia da escrita, das palavras. Para finalizar este post trago uma pequena parte da história que escrevo sobre a personagem que me marcou tão profundamente e ainda está comigo, espero que gostem dessa história. Até a próxima.


Prólogo

U ma antiga floresta, tão antiga quanto às eras, eterna, protegendo  segredo que nunca devem ser revelados, dominava a vista por centenas de quilômetros. Uma manta de relva verde cobria a colina e os prados, um verde único, resplandecente com o luar, ondulante tal qual o mar embalado pela brisa suave.
 Houve um suave ruído soerguendo a terra. Da terra uma mulher negra apareceu. Cabelos como a neve, emitindo o odor de terra molhada. Olhos da cor das areias dos desertos, distantes e serenos, escondendo a fúria dos terremotos. A mulher estava impassível, uma rocha. Elevada estatura, porte de uma rainha. Vestia uma longa túnica marrom pontilhada de pedras levemente amarronzadas lembrando o âmbar, as mangas da túnica esvoaçavam ao vento com a aparência de uma árvore que estivesse ali a centenas de anos e ansiasse pelo acariciar da brisa em suas folhas. Portava uma lança feita de ônix, formado nas crateras subterrâneas, nele estavam gravadas formas entrelaçadas, como as árvores espinhosas da savana, a ponta da lança, mais parecida com um bastão pela espessura, era feita de bronze impregnando a arma de algo ligado às terras vermelhas do horizonte. Após sua aparição uma cadeira, um verdadeiro trono, irrompeu do chão, negra, crescendo dela pequenos galhos formando o espaldar da cadeira.
Com outro ruído, um pequeno turbilhão de ar se formou e uma segunda mulher surgiu. Extremamente pálida, quase translúcida, olhos verdadeiras tempestade. Cabelos negros que ao mais leve movimento parecia esmaecer suavemente adquirindo tons mais suaves. Expressava um leve desinteresse pelas coisas relacionadas a terra, concentrava-se no céu. Era mais baixa que a primeira mulher, contudo igualmente destacava-se como soberana. Trajava um elegante kimono, branquíssimo, flutuava, parecia não possuir peso e abaixo do busto uma faixa levemente azulada, o azul do céu sem nuvens, completava a veste. A mulher usava uma espada, cabo longo, provavelmente feito de uma rocha porosa, pois possuía muitas cavidades cravejadas de pequenos cristais. A lâmina não estava visível, contudo, ao flutuar do kimono vislumbramos a lâmina, incrivelmente afiada e totalmente transparente, conquanto não fosse tocada permanecia assim, sutil e letal. Condensou-se do ar uma segunda cadeira tão límpida que não parecia existir, apenas quando tocada pelo vento tornava-se discernível

domingo, 25 de março de 2012

Aranhas, o mistério dos Mil Olhos


 
O Mistério das Teias
 
Para muitos ver uma teia significa ter um ataque súbito, ou do coração ou de atleta de corrida. Porém observar e saber um pouco mais sobre estes seres tão diferentes e também tão inteligentes nos ajuda a compreender mais sobre a natureza e nos fazer perder o medo que temos delas.
Agora vou fazer um breve resumo sobre as aranhas:
O grupo das aranhas (os artrópodes) é divido em 3 subordens: Mygalomorphae, Araneomorphae e Mesothelae. No Brasil as espécies mais importantes pertencem aos gêneros LycosaLatrodectusLoxosceles e Phoneutria, representadas pelas tarântulas ou aranhas-de-jardim, viúvas-negras, aranhas-marrons e armadeiras, respectivamente.
No mundo existem mais de 35 mil espécies de aranha no mundo, sendo os tamanhos e graus de venenos muito variados, contudo poucas podem causar sérios danos.
O tamanho das aranhas varia muito, a maior espécie é a caranguejeira, podendo chegar até 30cm de comprimento. Elas habitam os mais diversos ambientes, exceto lugares frios, elas também costumam ser encontradas no meio urbano, proporcionando uma maior incidência de acidentes. Existe apenas uma espécie de aranha aquática, a aranha-de-água - Argyroneta aquática – ela cria uma bolsa de oxigênio com sua ceda e consegue ficar debaixo d’água.
Aranha-da-água
Todas as espécies de aranhas são carnívoras e produzem veneno, indispensável para a sua caça e digestão da presa. Elas se alimentam de insetos e pequenos invertebrados, e algumas caranguejeiras da Amazônia, por serem muito grandes, caçam também pequenos roedores e pequenos pássaros.
Outra característica típica das aranhas é o dimorfismo sexual, onde a fêmea é sempre maior que o macho, devido a isso o macho muitas vezes é confundido com uma presa e é devorado logo após o acasalamento, daí vem o nome da viúva-negra.
O tempo de vida de uma aranha varia muito de espécie para espécie, podendo ser de alguns meses, há também alguns anos.
Todas as aranhas produzem seda, mas nem todas produzem teia. Muitas espécies constroem diversas formas de armadilhas para caçar, sempre envolvendo a seda e não propriamente a criação de teias.
A composição da teia sempre fascinou os cientistas, sua tenacidade, elasticidade, ela é mais fina que um fio de cabelo, mais leve que algodão e (nas mesmas dimensões) mais forte que o aço. Várias aplicações desse  novo material surgem na mente dos pesquisadores, tais como roupas e sapatos à prova  d’água,  cabos  e cordas,  cintos  de segurança e pára-quedas mais resistentes,  revestimento anti-ferrugem, párachoques  para automóveis, tendões e ligamentos artificiais, coletes à prova de balas, etc.
A aranha também é recheada de história, lendas, mitos relacionadas a este ser tão intrigante e diferente. A aranha tece a vida, ela cria novos laços, traz para si não só coisas boas como também coisas ruins, assimila as energias, protege a noite com seus muitos olhos.
Abaixo segue-se a lenda grega de como as aranhas surgiram, este texto foi retirado o site Recanto das letras:
“A LENDA DE ARACNE E ATHENA
Numa antiga região da Ásia Menor chamada de Lídia, vivia uma jovem de nome Aracne, que tinha uma extraordinária habilidade e grande reputação na arte de tecer e bordar.
As tapeçarias que desenhava eram tão belas e perfeitas que pessoas vinham de terras distantes só para contemplá-las. Devido a tanta admiração, Aracne começou a comparar-se à Athena - deusa das fiandeiras – e que seria capaz de derrotá-la na arte da tecelagem. Quando a notícia chegou ao Olimpo, Atena ficou furiosa com a petulância da mortal. Sentiu-se desafiada e resolveu aceitar a competição com Aracne, para ver quem merecia de fato ser considerada a melhor na arte de bordar. Antes, porém, a deusa disfarçou-se de uma humilde velhinha e foi ter com Aracne. Pediu-lhe que a escutasse, devido à experiência de sua idade avançada: "Busque entre os mortais toda fama que desejar, mas reconheça a posição da deusa". Aracne, entretanto, não aceitou os conselhos da deusa, e, mais uma vez, a desafiou, dizendo: "Por que motivo sua deusa está evitando competir comigo"? Nesse momento, Atena tirou o disfarce e todos, ao redor, ficaram surpresos, exceto Aracne, que permaneceu impassível. As duas, então, deram início à competição.
 Ambas trabalharam com rapidez e habilidade. Athena representou sobre a tapeçaria os doze deuses do Olimpo em toda a sua majestade e para aviso da sua rival acrescentou nos quatro cantos a representação de quatro episódios mostrando a derrota dos mortais que tinham ousado desafiar os deuses. Aracne ousou ilustrar sobre o seu trabalho as conquistas amorosas de Zeus. Sob a forma de touro, arrebatando Europa; sob a forma de águia, abordando Astéria; sob a forma de cisne, conquistando Leda; sob a forma de sátiro, fazendo amor com Antíope; Zeus fazendo-se passar por Anfitríon para seduzir Alcmene, mãe de Heraclés (Hércules); Zeus, o pastor que fez amor com Mnemosine, mulher-titã; e, ainda, Zeus conquistando Egina, Deméter e Danae, disfarçado de chama, serpente e chuva de ouro, respectivamente. Isso deixou Athena tão enraivecida que rasgou em pedaços o trabalho e golpeou, com o bastão de tecer, a cabeça Aracne. Ultrajada e desesperada, Aracne enforca-se.
Athena, ao ver o que sua cólera havia provocado, compadeceu-se de Aracne e transformou a corda que ela usara para enforcar-se numa teia. Em seguida, derramou sobre Aracne fluidos retirados das ervas da deusa Hecate e transformou-a em uma aranha. Dessa forma, Aracne foi salva da morte, embora condenada a ficar dependurada em sua teia a fiar e a tecer para sempre. ”
Espero que tenham apreciado e aprendido um pouco mais sobre estes seres tão misteriosos e inteligentes que são as aranhas. Agora deixo com vocês algumas belíssimas fotos de teias e também de aranhas:
 

 Cobalt Blue (Haplopelma lividum), do ramo das tarântulas
 
Cobalt Blue, como diz o nome sua coloração azul metálica impressiona até os mais céticos. Infelizmente pela sua agressividade é uma espécie somente recomendada para pessoas que já possuem profunda experiência no assunto em criatório deste animal. Sua origem é asiática, podendo chegar ao tamanho de 13 cm, também gosta de muita umidade. 

Aranhas caranguejo-das-flores (Misumena vatia)
 
Aranha caranguejo, essa aranha tem a camuflagem mais eficiente de sua espécie. Você precisa olhar bem de perto para ver que esse pedregulho (ou esse caranguejo feioso) é, na verdade, uma aranha. Alguns chegam a confundi-la com fezes de pássaro já que, quando ela senta no meio de sua teia branca, normalmente em folhas, ela parece com a tradicional mancha branca com um pontinho preto no meio. A camuflagem serve dois propósitos: primeiro, ela protege a aranha dos seus predadores, que pensam que ela é uma caca de passarinho. Segundo, ela atrai o alimento da aranha, que são pequenos insetos que adoram ficar circulando a caca de passarinho.
 

Indian Ornamental
 
Apesar de ter um nome simpático é uma espécie muito venenosa, muito agressiva e uma das mais rápidas da natureza. Provavelmente é a tarântula mais perigosa distribuída entre os criadores, e uma picada da Indian Ornamental implicará, seguramente, em internação hospitalar, pois seu veneno é ativo no homem. Sua criação somente deve ser feita por profissionais qualificados

Caranguejeira Mexican Red Knee
 
A caranguejeira Mexican Red Knee, é a mais usada como animal de estimação em todo o mundo. Sua beleza inigualável junto a pouca agressividade, leva esta espécie entre todas as tarântulas, a ser a campeã entre todas as tarântulas comercializadas. É originária do México, aonde se adaptou a substituição de seu habitat natural pelas plantações de banana daquela região. São também muito utilizadas como atrizes coadjuvantes em grandes cenas filmes de terror. Esta espécie foram tão capturadas na natureza, que acabaram por receber a classificação de ameaçada de extinção. Felizmente sua reprodução em cativeiro é abundante e hoje esta espécie esta fora desta classificação.  
 
Segue-se abaixo os sites em que pesquisei para escrever este texto:

quinta-feira, 8 de março de 2012

Olhos belos


O olhar divino do ser humano
 
Somos um espécie tão controversa, tão cheia de mistérios, talvez de origem divina, talvez de origem alienígena ou até mesmo intra-terrena, para os céticos tudo não passa de teoria da conspiração, mas para os crentes nos humanos a resposta está visível, os olhos.
Nossos olhos foram considerados ao longo das eras a evidência da perfeição humana, a prova da existência de um ser superior, afinal como uma estrutura tão magnífica quanto os olhos poderia ser obra do acaso? Da Evolução? E seja em qual cultura for eles sempre revelam mistérios insondáveis da alma.
Mesmo que não os entendamos eles são como janelas para um céu, ou para um abismo. Quantas vezes um olhar muda tudo, com um simples olhar toda a situação muda, a forma de encarar, tudo acaba por transmutar devido a este órgão tão cheio de perguntas.
Pelo tempo ele foi considerado sagrado, no Egito o olho de Hórus, símbolo da proteção, da vida, da essência divina, sendo seu maior símbolo o sol, o olho dos deuses. Os
mistérios, lendas, contos, envolvendo os olhos são infindáveis.
Este é um conto retirado deste blog, sobre a origem das cachoeiras de Lisboa:
 
Lenda dos Olhos de Água 
“Há muito, muito tempo viveu  por estas paragens  um rei mouro e a sua filha.
A princesa uma linda moça, de cabelos negros e olhos de azeitona, perdeu-se de encantos por um pobre jovem que de seu nada tinha. 
Quando se apercebeu do que se estava a passar o rei, como era hábito no seu tempo, impediu que o enlace se consumasse. E ordenou:
- Proíbo-te que vejas de novo o teu amado. Deverás casar com um príncipe muito rico que eu já te reservei. Iremos unir as nossas coroas e a força dos nossos exércitos. Isto te ordeno eu...
Desolada, a princesa nega o seu destino mas, perante as exigências do pai nada podia fazer. Certo dia, com a chegada daquele que seu pai havia escolhido para seu  futuro marido e, aproveitando um descuido dos guardas, ela foge de casa. Abriga-se numas grutas que há junto à nascente do Alviela.
O rei, homem astuto, não mandou os guardas atrás da filha. Encomendou os serviços a uma bruxa. Esta depressa descobriu o paradeiro da princesa. Todos os dias, chegavam de todos os reinos em redor, novos príncipes desejosos de conquistar o coração da princesa. Todos os dias a bruxa lhe apresentava um novo pretendente e, todos os dias a princesa recusava dizendo:
-  Diz a meu pai que: O meu coração tem um dono, pobre que não tem tostão e mais nenhum  outro  senhor conquistará  este  trono, eu prefiro morrer de dor!
Muitos pretendentes depois, deixaram o rei muito zangado com tamanha afronta. Um
dia irritado as palavras saíram duras:
- Pois então se não quer mais ninguém, digo-te já aqui,  encanta um boi e transforma-o num belo rapaz. Que case com um boi! Filha ingrata!
A bruxa assim fez... Mas, nem aquele belo rapaz de falas doces a fez demover do amor que dedicava ao jovem pobre, que de seu nada tinha, e disse:
-  Diz a meu pai que: O meu coração tem um dono, pobre que não tem tostão  e mais nenhum  outro  senhor  conquistará  este  trono, eu prefiro morrer de dor!
Logo de seguida o rei mandou novo recado à filha:
- Como não aceitas nenhum dos pretendente que para ti arranjei, não serás nunca rainha no meu condado. Viverás eternamente nessas grutas! Os bois e as vacas viverão em teu redor. As tuas lágrimas serão tantas e tão grossas que os teus olhos se tornarão enormes... As lágrimas que daí brotarem regarão as terras do Alviela e vão dar de beber a pessoas e a animais.”

Como na lenda acima podemos ver o quão nossos olhos dizem de nós mesmos, de nossa alma, de nossos sentimentos. Não há nada como um olhar apaixonado, como aquele sorriso irradiante dos olhos de uma criança, da pessoa amada, as lágrimas derramadas por nossos sonhos. Tudo nos leva ao nosso caminho, a nós mesmos.
Talvez nunca entendamos este mistério da natureza, nosso olhos, mas eles são a beleza sincera da alma.
Agora para despedir deixo com vocês algumas fotos de olhos lindos e misteriosos, até a próxima...


 







E só para terminar um espiadinha também em meus olhos:

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pirâmides Japonesas

Pirâmides Japonesas de Mais de Mil anos

Seguindo uma linha de postagem, o tema das pirâmides é algo fascinante e muito controverso. Existe pirâmides no Egito, no Peru, na China, no Camboja e recentemente foi descoberta, pode se considerar como uma das mais importantes descobertas da arqueologia dos últimos tempos, pirâmides no Japão com mais de 11 mil anos.

Neste post de hoje vou abordar exclusivamente estas recentes descobertas. Para os próximos irei abordar as Chinesas, Maias e Egípcias assim como as inúmeras outras que existem por toda Terra.
Em 1985 mergulhadores procuravam regiões submersas para exploração turística próximo a região da Ilha de Yonaguni. O mergulhador Kihachiro Aratake encontrou construções megalíticas, como restos de uma antiga cidade submersa.
Esta descoberta atraia a atenção de historiadores e arqueólogos que logo dataram o sítio como tendo idade superior a 11 mil anos, sendo assim a construção humana mais antiga da terra. Por um período de tempo contestou-se tal afirmação de estes complexos de platô com mais de 200 metros fosse construção humana, as escadarias seriam meras formações naturais, diziam os mais céticos, apesar da evidencias dos ângulos retos e simetria, mera casualidade diziam. Porém as descobertas foram aumentando, a área de 28,88 km²  foi-se desvendando aos olhos dos pesquisadores, uma pirâmide de degraus ao estilo Azteca e maia (formada por cinco andares e alinhada de acordo com os pontos cardais), um conjunto de zigurates completos, demarcando área específicas da cidade. Assim como outras ruínas ainda estavam por vir, uma delas é uma caverna rodeada de grandes pilares e uma estátua de cabeça humana há 18 metros abaixo da superfície, muita gasta pela erosão do tempo e das águas, esta obra é muito semelhante com as Moais da Ilha de Páscoa, na costa do Chile. Escadarias, entalhes na rocha, rampa, terraços, pilares, desenhos de animais feitos foi sendo desvendado aos poucos neste sítio arqueológico.
Estas descobertas foram possíveis graças a um terremoto que ocorreu em 4 de maio de 1998, permitindo a filmagem de novas áreas antes encoberta pelo manto das águas e terra, como os zigurates, muito semelhantes aos da Mesopotâmia, e a cabeça de pedra.
E para comprovar ainda mais a autenticidade humana desta ruínas, nas paredes estranhos caracteres estão gravados, que foi dado o nome de Okinawan Rosseta Stone, tais escritos são a prova cabal das mãos humanas nas ruínas.


“Há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. A elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. Há especulações sobre a "identidade" da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma "civilização perdida" repousa no leito daquele mar então o mais certo é que seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.”
 
Podemos observar a história da nossa civilização e vermos algo que deixa a todos curiosos e sem saber como, ou o porque. Existe semelhanças em todas as culturas e também construções praticamente idênticas em regiões do planta que não possuem contato algum, como China e Peru. E ainda mais intrigante, esta pirâmide no Japão alinha-se com constelações específicas, como acontece com as do Egito, que alinham-se com a constelação de Órion, as da china alinham-se perfeitamente com a constelação de Gêmeos, os Templos astecas de Tecnochtitlan com a constelação de Urso, Angkor Wat (templos do Camboja) com a constelação de Dragão e assim por diante...

Quais os mistérios que envolvem a raça humana? As civilizações antes apenas consideradas míticas ganham vida? Como Atlântida, Lemúria ou Mu, surgem aos poucos. Mas o ceticismo reina. Como poderia ter existido uma civilização mais avançada em termos de conhecimento que a atual? Onde estão seus vestígios? Quem sabe eles também não pensavam como nós e agora onde estão seus vestígios?

 


Pesquisado nos seguintes sites, caso queira se aprofundar mais:


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