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quarta-feira, 18 de abril de 2012

A importância de contar histórias


Uma história de
Bardo
Nos dias de hoje somos bombardeados por inúmeras histórias que a cada dia se tornam mais e mais reais. Não ouvimos mais o estalar da língua dos bardos, os contadores de história, porém, em compensação temos os filmes e os livros.
 Já pensaram no que era a vida há tantos anos atrás quando ler era um privilégio que nem mesmo os reis possuíam? E o cinema nem mesmo sonhava em existir, o mais perto dele eram os sonhos, provavelmente os pesadelos, se é que as pessoas podiam se dar a esse luxo.
Naqueles tempos idos as noites eram muito especiais, especialmente em festivais importantes, como o da colheita. Era o momento das pessoas se sentarem, deixarem suas mentes vagarem por lugares ao qual nunca chegariam, presos na terra, seja pelas correntes da escravidão, seja pelo medo, pela ligação com a própria terra e Senhor feudal que a detinha, como se fossem parte da propriedade.
Se formos abordar diversos níveis de tempo, desde os feudais, com seus senhores de terra, a conhecida Idade das Trevas onde a luz do conhecimento permanecia apagada, voltando mais e mais, aos tempos de Roma, com seu Coliseu torturando pessoas para divertimento de outras, para a Grécia dos deuses, das encenações e da filosofia, navegando pelas águas do Nilo, serpenteando sobre as areias dos faraós nos movendo pelas mais diversas culturas do mundo sempre encontraremos os contadores de histórias.
Para você, hoje em dia com o computador, redes sociais, televisão, cinema, revistas, jornais, livros, parece uma profissão, no mínimo dispensável, contudo retire de você todos esses luxos e veja como você reagirá perante um mundo que exige tanto de você e você não pode em momento algum fugir dele, mergulhar por outras terras, viver outras vidas, sentir outros sentimentos... Consegue imaginar?
A importância de uma história vai além do que possamos imaginar. Nossa vida é composta delas, e não apenas as histórias que você aprende na escola, nas tão entediantes aulas de História. Aqueles causos dos avós, tios, primos, o que aconteceu com você a algum tempo e está passando a outra pessoa...
Superficialmente falando você já pode perceber o quão elas são essenciais. Porém os exemplos dados acima, são, de certa forma, de um iniciante, de um leigo. O verdadeiro bardo, contador de histórias, é aquele que através das palavras, dos sons, dos gestos, transmite aquela realidade as pessoas que estão ouvindo, faz com que elas acreditem em seus contos, lendas, mitos, fábulas, torna-as reais com a própria realidade.
Quer um exemplo maior que quando se está no campo, em uma noite estrelada, em volta de uma fogueira e começam a contar os contos de terror que supostamente ocorreram, e mesmo que você nunca tenha ido ao campo ou estado de frente com uma fogueira, então pense quando estavam você e sua família, seus amigos e de repente a luz apaga e todos se sentam em volta de uma vela e alguém decide contar uma história...
Não importa se elas são reais ou fictícias, importa é o mistério, o romance, a paixão daquele que conta, que enlaça o outro em sua teia de palavra, que envolve a presa nas armadilhas das frases, dos trechos e aos poucos tem uma presa suculenta ansiosa por mais histórias. Tudo nos levando a uma proximidade sem fim, a um calor humano que as poucos vêm se perdendo.
Realmente, estar numa sala de cinema, é mais impactante, ver, ouvir, e, atualmente com a tecnologia, até mesmo sentir, a história, o enredo, os personagens. Mas ainda sim não substitui a imaginação, essa proximidade que apenas uma história contada diretamente pode proporcionar.
Reflita um pouco nestes pequenos momentos, com seus amigos, colegas, familiares, ou mesmo os estranhos, aqueles singelos momentos em que vocês podem contar ou ouvir uma história. Vale à pena parar para ouvir, mesmo que por um instante.
Despeço-me agora de vocês e também agradeço por pararem e ouvirem minhas palavras, realmente muito obrigado.
Sei que não posso me comparar a um bardo, mas também conto histórias e declamo em mim as poesias, compartilho com vocês, dêem uma olhadinha nas páginas das Poesias e também dos contos, os Contos Eternos, de meu blog. Excelente leitura e realmente obrigado por visitar meu singelo blog.
Pallas
E antes de ir totalmente, como a música é uma das maiores formas de nos conduzir a estes mundos de histórias deixo com vocês duas delas que são belíssimas, vale a pena conferir:



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sumérios, O Origem do Homem


Anunnaki
Os pais da humanidade
 
No post anterior falamos sobre o planeta Nibiru e sua interferência no sistema solar e na formação da Terra. Agora entramos em um tema ainda mais surpreendente sobre este povo, descrito nas traduções de Zecharia Sitchin, historiador e arqueólogo, o povo Anunnaki, que segundo os sumérios são os responsáveis pela evolução e até mesmo existência do homo sapiens sapiens.
Sitchin, polêmico por suas teorias, as baseia em rigorosas traduções dos textos sumérios, escritas Védicas (Indianas) e textos originais da Bíblia, escritos em hebraico e grego. Segundo suas pesquisas Anunnaki é um povo celeste, na língua suméria Annunaki significa “Aqueles que desceram dos céus”; para hebreus tido como Nefilim, Elohim, no Egito como Neter, são uma espécie vinda dos céus e segundo os sumérios vindos de Nibiru há mais de 432 mil anos atrás, chegando primeiro ao Golfo Pérsico, afirmação assegurada por descobertas arqueológicas e artefatos recolhidos nos últimos duzentos anos são os fundamentos de sua teoria.

Segundo a teoria os Anunnaki estavam atrás de grandes quantidades de ouro, e para isso colonizaram a Terra utilizando os primitivos humanos manipulados geneticamente,  que ainda não eram a espécie atual que se conhece. (Um dado muito intrigante, a redescoberta de ouro monoatômico – substancias monoatômicas são supercondutoras de energia em temperatura ambiente e possuem propriedade anti-gravitacionais – em sítios arqueológicos no oriente Médio. Somente no últimos anos o ouro monoatômico tem sido investigado pela física. Arqueologicamente o ouro monoatômico é conhecido desde 1889, quando sir Flinders Petrie demonstrou que o material era produzido há 3 mil ano atrás.).
Porém 250 mil anos depois o sistema começou a decair, pois os escravos das minas estavam se rebelando e com isso a experiência genética teve de ser refeita.
“Enki, cientista genético e Ninhursag, chefe de medicina, criaram híbridos usando material do homo erectus, de animais e dos próprios Anunnaki. O resultado foi o homo sapiens. Os primeiros homens, sendo híbridos, não se reproduziam. Novos ajustes foram feitos e, assim, a espécie pôde procriar.
 
Quando os sapiens tornaram-se muito numerosos, parte deles era expulsa das cidades Anunnaki e, assim, gradualmente espalharam-se no planeta. Mas as criaturas surpreenderam os criadores: eram belos e se desenvolviam muito bem. Algumas fêmeas começaram a servir de parceiras sexuais para os colonizadores. Essas uniões eram férteis, produziam prole. Era uma situação inaceitável para a maioria dos Anunnaki que decidiram exterminar a população colonizada - a humanidade - provocando uma colossal inundação em época próxima à reentrada de Nibiru nas proximidades da órbita da terra. Esse dilúvio aconteceu há cerca de 12 mil anos atrás.
 
Muitos humanos foram salvos por Enki, que simpatizava com aqueles que ele mesmo havia criado. Por milhares de anos, homens e mulheres foram escravos e soldados. Os Anunnaki usavam seus servos nas guerras que travaram entre si, na construção de palácios e cidades, em instalações astronômicas situadas em todos os continentes. Eles ocuparam não somente a Mesopotâmia, mas também o Egito, a Índia, as Américas. Por isso os sinais de sua presença são encontrados em todo o mundo.”

Agora o mais surpreendente é que esta história pode ser amparada, se levarmos os fatos em consideração, cientificamente. Segundo os registros os laboratórios os onde os Anunnaki criaram o homo sapiens localizava-se na região leste da África Central, próximo das Minas de Ouro. Esta é uma área que coincide com o lugar onde foi encontrado o mais antigo DNA mitocondrial da nossa espécie, pertencente ao fóssil Lucy. Os arqueólogos também encontraram ruínas de minas de ouro de mais de 100 mil anos. Um fator notavelemente intrigante do homo sapiens é que sua evolução de homo erectus, homem das cavernas, foi muito rápido, um fato anômalo na natureza que levou milhares de anos para chegar no nicho dos membros mais antigos da espécie do homo erectus para de repente dar um salto evolutivo, além do fato de que em certos períodos estas espécies conviveram ao mesmo tempo.
E ainda levando os documentos, artefatos, mitos, religiões antigas, todos apontam para seres celestiais que os ensinaram. Então será mesmo que somos descendentes de seres de um outro planeta? Quem sabe as respostas? Nem mesmo a ciência, uma vez que a cada dia ela se curva mais as descobertas arqueológicas e também as suas próprias.
Mas quem sabe realmente se os sumérios estavam certos ou errados? Termino este post com esta pergunta. Estes posts trazem muitas perguntas e muitos não conseguem sequer imaginar tal possibilidade. Mas... As evidencias estão aí.
 
Pesquisado no seguinte site:

P.S. Os próximos posts continuaram abordando temas similares, as misteriosas pirâmides.

Planeta Nibiru


Sumérios
O Planeta Nibiru


Quantos mistérios perpetram por nossa Terra? Por nossa história? Alguma vez já pensaram sobre isso?
As antigas civilizações possuem tantos segredos velados em seus templos, construções, escrita, história que mal chegamos a conhecer uma mínima parte deste imenso iceberg de mistérios.
Hoje vamos adentrar em uma das mais antigas civilizações de que se tem registro e também a primeiro, segundo os registros a possuírem um registro de escrita cuneiforme, os Sumérios.
Uma das mais antigas civilizações ela nos legou não só a escrita cuneiforme, que recebe esse nome por ser cunhada em blocos de argila através de um pinça em forma de cunha. Como também a invenção da roda, usado em carros de batalha puxados por cavalos, e se não fosse essa invenção quem sabe em como estaríamos hoje. E também construíram os primeiros diques e barragens. Porém não iremos falar sobre a história do povo sumério. Falaremos de outra parte deste fascinante povo, que vai muito além do poderíamos imaginar. A astronomia.
Os sumérios, há mais de 6000 mil anos atrás, descreviam o nosso sistema solar como um conjunto de 12 corpos celestes. Eles adotavam a Lua e Sol como parte da contagem dos astros que hoje chamamos de planetas, para ficar mais fácil a compreensão. Eles consideravam Plutão, como parte do sistema, um planeta que apenas recentemente, na década de 1930, foi descoberto pela astronomia atual. Assim como os Misteriosos Saturno e Urano e também consideravam a existência de um décimo segundo planeta, desconhecido por muito tempo da astronomia ocidental atual, mas que já constava na história desse povo tão antigo. Então podemos perceber, como este povo tem conhecimentos tão profundos sobre os astros celestes?
O historiador e arqueólogo Zecharia Sitchin nascido na Rússia, criado na Palestina, onde, por conseqüência adquiriu muitos conhecimentos sobre arqueologia e história oriental, tem traduzido massivamente, por toda a sua vida, mais de 200 placas sumérias encontradas em suas pesquisas arqueológicas. Mais de dois mil cilindros com inscrições Mesopotâmicas, alguns de 4000 a.C., todos fazendo parte de museus por todo mundo.
O misterioso planeta, descrito anteriormente como Décimo Segundo Planeta, era conhecido pelos sumérios como Nibiru.
Nibiru era descrito pelos sumérios como um grande planeta avermelhado,   com uma órbita elíptica extremamente alongada, para ficar mais fácil a compreensão imaginem o nosso sitema solar e a órbita de nossos tão conhecidos plantas como um Y, Nibiru possui um órbita em Y. O que gera consequências quando esse planeta entra em nosso sistema. Um período orbital de 3600 anos, comparado aos anos terrestres e orbita entre dois sóis. E tudo isso descrito pelos sumérios, traduzido pelos trabalhos de Sitchin. Segundo os registros sumérios, o dilúvio, que é citado na bíblia, foi causado pela passagem de Nibiru, assim como um deslocamento polar na Terra.
Nibiru não foi responsável apenas pelas mudanças na Terra, mas também em todo o sistema Solar.
Naquele tempo não havia o planeta Terra como o conhecemos hoje, e existia ainda um outro planeta maior, entre Júpiter e Marte. Durante a trajetória de Nibiru, que atravessa o sistema solar, ele com seu grande campo magnético causou alterações muito grande em nosso sistema. Plutão era uma lua de Saturno, mas acabou sendo deslocado na trajetória de Nibiru para sua atual posição. E as suas luas atingiram Tiamat, dividindo-o em duas partes, pulverizando uma parte, onde foi atingido (o que resultou no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter) e empurrou a outra metade para uma órbita mais baixa, a atual órbita da Terra.  Durante o processo, uma das luas de Nibiru foi capturada pela Terra, e se tornou o nosso satélite.
Com isso Marte não ocupava a posição que ocupa hoje, estando mais próximo do sol, ele não era um planeta vermelho e quente, mas sim, mais ou menos semelhante a da Terra atual, possuindo água em estado líquido. O que o torna plausível como planeta habitável. Embora este não seja um fato divulgado, foi amplamente verificado pela NASA e outros grupos de cientistas
.
Choque entre Nibiru e Tiamat

Agora surge a pergunta, se Nibiru é parte do nosso sistema, porque ele nunca foi visto? A nossa estrela, o Sol, está “conectada” com outra estrela, a estrela Sírius, desta forma estes sistemas são conectados, e o planeta Nibirus pertence a órbita de Sírius, não do sol, mas a cada 3600 anos ele se aproxima do sistema solar, tornando mais fácil sua visualização. E estas duas evolucionam em torno de uma estrela muito maior, chamada Alcyone, situada na constelação das Plêiades ou “Quadrante das Plêiades”.  O conjunto, Sol-Sírius-Alcyone descrevem uma órbita em torno do centro da galáxia, a Via Láctea, em direção da estrela de sagitário. Todo esse sistema orbital tem uma duração de 200 milhões de anos. Agora uma data, talvez não tão surpreendente para muitos, em 21 de dezembro de 2012 esse ciclo se completa. Data prevista pelos maias profeticamente de grandes mudanças. Agora, como tantas culturas sabiam de tantos aspectos de nosso sistema galáctico a milhares de anos atrás?
Plêiades

E ainda com dados mais surpreendentes nos registros sumérios. Eles sabiam a composição química e orgânica de Plutão e afirmavam que não eram um planeta, mas sim uma lua de Saturno, fato só recentemente confirmado. E mais, eles chamavam a Lua de pode de chumbo e diziam que seu núcleo era uma cabaça de ferro. Durante o programa Apolo, a NASA confirmou esses dados.
Então chegamos ao fim deste post, com muitas perguntas. Como esta civilização pode saber tanto sobre o céu? São feitas muitas indagações, e os mitos antigos a cada dia retornam a vida. O que nos surpreende, mas será mesmo motivo de surpreender-se?
Esta foi a primeira parte sobre os sumérios. No próximo vamos abordar um tema muito intrigante e as respostas dos próprios sumérios sobre como possuem tanto conhecimento científico, que ainda nem foi citado aqui. Então até o próximo post, com o Tema Anunnakis, pais da raça humana

Caso queira saber mais sobre o tema, aqui estão os sites em que fiz minha pesquisa:




domingo, 8 de janeiro de 2012

Legado da Arte


Legado da Arte
Taj Mahal, mausoléu para a falecida esposa do sultão
A união humana, rumo ao belo
Partenon, templo grego em honra a Athena

Cada espécie que habita o planeta Terra possui suas particularidades. As abelhas produzem o mel, os pássaros constroem seus ninhos, as aranhas tecem uma das mais belas telas da natureza, a teia. E o ser humano? Qual sua maior marca?
A primeira resposta a vir a nossa mente é, o pensamento, que o homem sapiens é o único animal capaz de pensar. Mas qual realmente é o legado humano, que persiste, mesmo quando a carne apodrece e se esvai? A arte.
Stonehenge, vestígios da cultura celta

A arte humana é a maior capacidade desta espécie, transformou a natureza em algo “belo” segundo suas percepções. O patrimônio artístico que vive nos dias de hoje é a comprovação da história humana.
Agora vamos por partes. Cada cultura humana possuía sua própria forma de expressão artística, como os celtas, os incas, maias, gregos, egípcios, babilônios, persas, mongóis. E a conquista dos mundos pelas diversas potencias de cada tempo levou consigo não apenas a existência mortal, como seu legado a imortalidade. Como os egípcios acreditavam, eles viviam por sua arte, eles sabiam que mesmo depois de mortos continuariam vivos, caso  suas obras permanecessem. Por isso seus monumentos continuam vivos e pulsantes, através dos milênios, quando sua cultura se esvaiu nas areias do tempo, porém continuam vivos na mente das pessoas atuais com suas pirâmides, esfinges, obeliscos, sarcófagos.

As Piramides de Gizé, e a esfinge, no Egito

E qual o direito que temos em destruir tais monumentos? Por mero capricho dos governantes? Ou como foi feito milhares de vezes, um monumento foi destruído porque ele representa uma cultura e ao destruir tal cultura destrói-se o povo, rui-se as bases da nação, tornando-a desmoralizada e de fácil controle.
Palácio de Persépolis
Um exemplo é o palácio da Babilônia. Tal era o esplendor dos babilônios e o poder militar deste povo que sua capital, Persépolis representava o centro do mundo, as pessoas a amavam e proclamavam sua beleza a todos que encontravam. Quando Alexandre, O Grande, líder da Liga Pan-Hêlenica iniciou sua expedição pelo território babilônico e após a expulsão de Dario III, as paredes do palácio real em Persépolis clamaram sua dor ao serem consumidas pelas labaredas do ódio grego e manobra política. Os clamores do povo persa ecoou por todo império ao verem em ruínas o coração de seu império e estandarte de seu poder. Essa realmente era a única saída? A destruição de tal união de culturas?O império persa reunia egípcios, medas, persas, hindus , hebreus, fenícios  e muitos outros povos menores. Todos contribuíram para a construção do palácio. Então como pode ser destruído algo que reúne a mente de inúmeros povos?
Corredor do Palácio

Ao longo do tempo a destruição prossegue, a Biblioteca de Alexandria, onde o saber do mundo ocidental reunia-se, a maior existente em toda antiguidade, queimou com as chamas da ignorância. Caso não houvesse sido destruída a civilização ocidental poderia estar muito a frente do que está hoje, pois, muitas das descobertas que fizeram no último século já haviam sido feitas há mais de 3 mil anos atrás.
Ruínas da biblioteca de Alexandria

Piramide Maia

Os templos sofreram os ataques das novas religiões ou reis, imperadores, sátrapas, sofreram profanação, espoliação, invasão. A alma do povo foi lapidada. Na Grécia, a arte grega em sua forma mais sublime, seus templos foi aniquiladas inúmeras vezes pelos mais diversos povos. Os incas e maias foram aniquilados e também seus legados pela cobiça cega, que não vê limites, nem mesmo para o sagrado.

Templo de Ártemis, uma das Antigas sete maravilhas do Mundo


Agora trazendo para algo mais recente, a basílica de São Pedro, coração da Igreja Católica Romana. Ela representa a cultura ocidental, obra de um dos maiores nomes de nossa cultura: Michelangelo, um dos maiores gênios da renascença. Essa construção é um patrimônio da humanidade, muitas vezes são ditas frases como: “com tanto ouro nesta catedral, porque não desfaz uma coluna e faz doações?” não funciona desta forma. Esta é uma obra de arte, não pode ser violada, como já foi feito milhares de vezes antes, será que ainda não aprendemos com os erros do passado?
Basílica de São Pedro

Quando abrirmos os olhos para o passado e aprendermos a não mais chorar pelo que se foi, mas sim aprender a não mais fazer igual, poderemos dizer que estamos evoluindo como espécie pensante, que tanto proclamamos, porém pouco fazemos para provar isso.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Egito, A saga dos faraós

A História de um povo
Uma civilização que permanece eterna, mesmo que as areias do tempo tenham apagado sua antiga glória, que inúmeras civilizações a tenham lapidado. Porém ela continua viva. Esta civilização é a egípcia.
Por tanto tempo inúmeros povos olharam com admiração e respeito para as terras do Nilo, onde florescia uma nação organizada e temível. De estranhos costumes e de construções tão grandiosas, que os próprios deuses desciam dos céus para admirá-las. Com uma escrita indecifrável há muitos, contudo de inegável apreço artístico, com uma arte de estilo único. Notava-se em cada adorno, em cada afresco e em cada escultura a rigidez egípcia, a fé, a austeridade.
Um povo que era regido pelo filho do deus sol, Rá, soberano supremo de toda a Terra. O represente dos deuses na Terra, mais do que um representante, ele próprio um deus. A figura do faraó vivia na alma de seus súditos, não apenas como seu rei, mas como seu guia espiritual, que os levaria e os guiaria aos palácios de Osíris, abençoados pela balança divina e não devorados por Sekhmet, a deusa da justiça, ou sofrendo das malícias de Seth.
Habitando em cada egípcio estava o olhar para o outro lado, para a outra vida. Não que tenham sido um povo triste, mas sim com a consciência da morte, sabiam que ela era apenas uma etapa, e que com o tempo suas almas voltariam para a Terra e necessitariam de seus bens para poder viver.
Foi daí que surgiu a necessidade da conservação de seus corpos. Porque suas almas só poderiam retornar a Terra, caso seus corpos ainda estivessem conservados. E para isso os egípcios desenvolveram uma arte inigualável. A mumificação.
A mumificação é tão eficiente, que um arqueólogo ao entrar, à noite no museu do Cairo para ver as novas múmias descobertas viu-se de frente com um fantasma com olhos de Esmeralda fitando-o na penumbra. Na verdade a assombração que estava vendo era uma princesa, enterrado no Vale dos reis, uma das mais conservadas múmias já encontradas, seu estado de conservação era tão grande, que, após mais de 2000 anos sua pele ainda estava clara, era come se ela estivesse apenas dormindo. Os olhos de esmeralda era porque os egípcios retiravam os olhos na hora da mumificação, pois se decompõem com facilidade e no seu lugar colocam jóias, que resultou no efeito espectral.
Após isso houve um debate no museu se as múmias deveriam ficar tão expostas, porque haviam sido embalsamadas para a eternidade, para seu descanso eterno e futura reencarnação. Então é um direito nosso, agora,tirarmo-las de suas tumbas para ficarem em museus sujeitas as negligencias, do publico profano?
Os métodos de embalsamento variavam de acordo com as condições financeiras do público. Havia embalsamentos de diversos preços. O mais elaborado e conservador, reservado ao faraó e a sua corte, era desta forma:

Vasos canopos

Retirava-se as vísceras,  pois elas permitem o apodrecimento mais rápido, mas o coração, os pulmões, o fígado, estômago e também o intestino  eram  mumificados e colocados em recipientes próprios, os vasos canopos. O coração para os egípcios era considerado como fonte da memória e do intelecto e era usado no julgamento de Osíris, onde Anúbis pesava o coração do morto com a pena de um avestruz, caso o coração fosse mais pesado não era considerado puro e era levado para a destruição através da deusa Sekhmet. Após, retiravam o cérebro pelas narinas com um instrumento e um líquido que o dissolvia.
Então o corpo, livre de toda a parte interior, de fácil apodrecimento, torna-se um mera casca. E é então mergulhado em uma substância, provavelmente o natrão, usado para a conservação da pele e da carne. Funcionaria, em termo de comparação, ao sal grosso, usado em carnes que ficam ao sol para secar, é essa a idéia, mas com substâncias muito mais complexas desenvolvidas pelos egípcios e que os cientistas ainda hoje tentam descobrir quais seriam. Então o corpo fica neste líquido por uns 60 dias. Sendo seu corpo preenchido com linho e por volta de 300 amuletos que se espalham por todo seu corpo para a proteção divina, em seu interior. Misturando-se perfumes e incenso.
Após esse ritual vem o sepultamento em si. Para o faraó é o seu maior momento, de toda a sua glória. Ele passou sua vida erigindo o templo de sua morada pós-vida, que servirá como uma ponte a sua escalada rumo aos céus. Graças à subida do faraó o povo também era salvo. É esta a razão dos maiores monumentos da antiguidade que ainda hoje vivem, a única das sete maravilhas originais que continua em pé, as Pirâmides.

A grandiosidade destas construções é tamanha que nem mesmo um fio de cabelo passa entre os vãos dos blocos de pedras que não são colados de nenhuma forma, apenas encaixados. São como montanhas no deserto, resistentes ao tempo e as intempéries. E como diz um velho ditado árabe: "o tempo ri de tudo: mas as pirâmides riem do tempo".
Há-se o boato de que elas foram erguidas graças ao trabalho de escravos, porém esta é uma teoria refutada atualmente. Descobriu-se recentemente pirâmides menores que cercam as pirâmides de Gizé, onde foram encontrados sepultados os trabalhadores da construção das pirâmides. Caso realmente fossem escravos, jamais seriam enterrados próximos a morado eterna do Senhor do Egito, filho do Grande Rá. E além disso, ainda temos a questão da técnica. Caso realmente fossem escravos obrigados a trabalhar na ereção destes monumentos, existiria propositalmente problemas que minariam o avanço da construção. Porque quem realmente contribuiria com tal construção insana? Ainda que movidos pelo chicote as falhas seriam muitas.
Mas o povo egípcio que metade do ano não podiam trabalhar em suas terras, devido as cheias do Nilo alistavam-se a construção do túmulo de seu salvador eterno e pai. A dedicação e o amor que legaram a esta construção máxima de um reino.
Sekhmet, Deusa da Justiça
Ela é de tal forma perfeita e alinha da que de um extremo a outro a diferença de alinhamento de suas bases não ultrapassa cinco centímetros. Os canais e redes interiores forma labirintos. A câmara real onde fica os túmulos do faraó e sua esposa, a sala do tesouro real. As centenas de armadilhas que perpetuam a pirâmide, para afastar os saqueadores de túmulos. Até nos dias de hoje há portas e alas das pirâmides de Gizé que não foram abertas e nem mesmo escaneadas pó lasers, pois o material de que as portas são feitas e os blocos que as bloqueiam são de matérias que não permitem a visualização raios X e infra-vermelhos.
O arquiteto era também morto assim que era terminada a construção, para que os segredos não fossem revelados. Porém, os engenheiros faziam saídas secretas para que pudesse surrupiar o tesouro real.

E também graças a arte do embalsamento a medicina egípcia estava séculos a frente de seu tempo. Já eram praticadas cirurgiãs, até mesmo no cérebro, com bisturis extremantes semelhantes aos de hoje, só que de bronze que limita o corte da lâmina.
Por tudo isso e muito mais vemos a grandiosidade deste povo, o seu legado inegável para os povos (os gregos nunca conseguiriam fazer estátuas em tamanho natural caso não houvessem entrado em contado com os escultores egípcios que faziam estátuas gigantescas enquanto os gregas faziam apenas miniaturas.). E muito mais sobre este povo envolto em mistério e fascino por nós do século XXI, mais de vinte séculos depois do auge de seu poder.
Se um dia a Grande Biblioteca de Alexandria não tivesse sido destruída, quem sabe onde estaríamos hoje em nível de tecnologia? Atualmente refizemos descobertas que há muito já haviam ido feitas e historiadores e arqueólogos vem provando isso. Então termino este poste com sincera admiração por este povo e espero num futuro próximo poder partilhar com vocês mais informações sobre esta nação. Até mais...
Rá

Se quiser saber um pouco mais:

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Alexandre, O grande, Os passos de um Semi-deus


Alexandre, O grande
 
Nas asas de um tempo ido, vemos um dos maiores homens da história, Aléxandros Magno, rei da Macedônia, filho de Felipe II e Olímpia, futuro Imperador de mais de dois terços do mundo conhecido da época. 
Nascido envolto em mitos, envolvendo sua origem, sendo citado como um filho de um deus, este homem, semi-deus, é uma das mais marcantes figuras históricas que possuímos em nossa raia temporal.



Jamais, em toda a história do mundo conhecido havia havido um homem capaz de unir tantas nações sob uma única figura de poder. Figura de imenso poder que se esvaiu com apenas 33 anos de idade, ajudando a compor a divina imagem que ficaria deste homem tão grandioso, morto no auge de sua vida. Se apenas aos 33 anos já havia conquisto toda liga pan-helênica, o Império persa, a Macedônia. Imagina o que estaria destinado a ele caso o abraço da morte não o levasse?

A devastação de seu exército se espalhou pela vastidão, mas assim como sua fúria, as nações conheceram seu carisma sem igual, generosidade, sabedoria, criatividade, força espetacular, tanto física quanto mental. Destinado a grandiosidade, a ser um Imperador, Rei dos Reis, Faraó, sultão, viveu todos os horrores da guerra com seus soldados.
Com uma sede por um futuro glorioso, foi em busca de seus sonhos e não parou até conseguir o que era considerado impossível por todos, com a força divina que o insuflava venceu todos os obstáculos que se apresentaram diante de si, muralhas, rios, homens, um único inimigo conseguiu derrotá-lo, a morte, contra a qual sua mortalidade sai vencedora.






Mas continua vivo, imortal, na memória dos povos. Suas cidades, as inúmeras Alexandrias, prosperaram e cresceram. Alexandria do Egito continua viva, e foi a portadora da maior biblioteca que mundo antigo já vira, fonte do saber antigo.
Com sua memória intacta, ainda lembramos deste valoroso homem que trouxe tanto a todos nós.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gueixas, as flores do oriente


Gueixas

Por: Claudia Zelini Diello
Retirado do site:



Gueixa são mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto, e se caracterizam distintamente pelos trajes e maquiagem tradicionais.
Contrariamente à opinião popular, as gueixas não são um simples equivalente oriental da prostituta.
Elas não trabalham com sexo. Podem chegar a flertar, mas seus clientes sabem que não irá passar disso, e esse é o fato que muitos homens se encantam com a cultura de uma gueixa.
No Japão a condição de Gueixa é cultural, simbólica repleta de status, delicadeza e tradição.
Ao contrário do que se verificavam nos séculos XVIII e XIX, as gueixas são atualmente em número bastante mais reduzido.
Maiko  é o termo utilizado para designar uma gueixa aprendiz. O elegante, mundo de alta cultura de que a gueixa faz parte é chamado karyūkai (a  flor e mundo de salgueiro").
Uma gueixa famosa, Mineko Iwasaki, disse que isso é porque "gueixa é como uma flor, bela em seu próprio estilo, e como um salgueiro, graciosa, flexível, e forte." Outra importante gueixa foi Kiharu Nakamura.


A história das Gueixas

A gueixa é mais moderna do que muitas pessoas pensam. Houve algumas mulheres que trabalharam como artistas antes que a gueixa aparecesse, desde o Período Heian (794–1185); mas as gueixas verdadeiras pareceram muito depois.


Em 1589, Hideyoshi Toyotomi autorizou a construção de um edifício na vizinhança de Quioto, fechado do exterior com paredes.
Foi chamado Shimabara, e foi dedicado ao prazer. Isto incluiu artes de desfrute, bebida, e prostituição luxuosa.
As cortesãs (chamadas oiran ) trabalhavam como prostitutas caras, e atraíram clientes ricos. Muitos artistas também trabalhavam nas mesmas casas, entretendo os clientes com música, danças e poesia.
Durante um longo tempo, esses artistas foram homens, e eles chamaram-se "gueixa" (artistas), "hōkan" (gracejadores) ou "taikomochi" (tamborileiros, porque eles tocavam o taiko, (um tambor japonês).
Como muitas coisas na cultura japonesa, o mundo de cortesãs ficou muito complicado. Cada homem que desejava estar com uma oiran tinha de seguir rituais difíceis e etiqueta, e só o muito rico e nobre poderia.
Por essa razão, muitas casas de chá (ochaya) apareceram fora de Shimabara. Em alguns deles, algumas mulheres praticaram a prostituição mais barata, o "sancha-joro". 



Contudo outras mulheres, chamadas "odoroki" (meninas dançarinas), atuavam como dançarinas e musicistas.
Essas mulheres logo ficaram muito populares. Elas começaram a chamar-se "gueixas", como os artistas masculinos que trabalhavam em Shimabara.



Mais ou menos ao ano 1700, as gueixas femininas ficaram muito mais populares do que os masculinos. Alguns anos depois, quase todas as gueixas eram mulheres.
O governo fez leis que proibiam gueixas de trabalhar como prostitutas, e só lhes deram a permissão de atuar como artistas. 



Uma dessas leis disse que eles tiveram de atar o seu obi ( faixa) nas costas, fazendo-o ser mais difícil de tirar do quimono. O seu penteado, a maquilagem e o quimono também tiveram de ser mais simples do que das oirans, porque a sua beleza teve de estar na sua arte, não os seus corpos.
Logo, as gueixas ficaram mais populares do que as oirans, que no ano 1750 todas as oirans tinham desaparecido. 

Outras novas vizinhanças de gueixa (hanamachi) foram criadas em Quioto e outras cidades. Antes do século 19, as gueixas estiveram em melhor posição do que mulheres comuns, mas eles também tiveram problemas na sociedade japonesa.
Às vezes, pessoas pobres vendiam suas filhas às casas de chá hanamachi. Alguns homens ricos, chamados danna (patronos) pagavam muito dinheiro para adquirir-se a atenção pessoal de uma gueixa.
As gueixas não podiam mais casar-se, portanto elas podiam ter um danna (patrão) para pagar as suas despesas. 

Outros homens pagavam muito dinheiro para tomar a virgindade das novas meninas (mizuaje). Mas a reputação e respeito às gueixas cresceu novamente na Restauração Meiji, e até mais depois da Segunda Guerra Mundial. 



As leis importantes que as protegem foram criadas. As meninas jovens não podem mais serem vendidas às casas de chá, e a virgindade de gueixas jovens não pode ser comprada. Desde então, as mulheres só se tornam gueixas pela sua própria vontade.

Gueixas modernas


A gueixa moderna ainda vive nas tradicionais casas chamadas okiya em áreas chamadas hanamachi ("cidades de flor"), particularmente durante a sua aprendizagem.
Muitas gueixas experientes que são bastante prósperas decidem viver independentemente. O elegante mundo de alta cultura de que a gueixa faz parte é chamado karyūkai ("a flor e mundo de salgueiro"). 


As mulheres jovens que desejam se tornar gueixas agora muitas vezes começa o seu treinamento depois de concluir o ensino fundamental ou até o ensino médio, com muitas mulheres que começam as suas carreiras na idade adulta.
A gueixa ainda estuda instrumentos tradicionais como o shamisen, shakuhachi (flauta de bambu), e tambores, bem como canções tradicionais, dança tradicional japonesa, cerimônia de chá, literatura e poesia.
Observando outra gueixa, e com ajuda do proprietário da casa de gueixa, as aprendizas também se tornam habilidosas nas complexas tradições ao redor, selecionando e usando quimono, e na relação com clientes.
Quioto é considerado, por muitos, o lugar onde a tradição de gueixa é a mais forte hoje em dia, inclusive Gion Kobu. A gueixa nesses distritos é conhecida como geiko. O Tóquio hanamachi de Shimbashi, Asakusa e Kagurazaka também é bem conhecido.





No Japão moderno, a gueixa e maiko são agora uma vista rara fora hanamachi. Nos anos 1920 houve mais de 80000 gueixas no Japão, mas hoje a muito menos.
O número exato é desconhecido para estrangeiros, mas estima-se que esteja entre 1000 para 2000, maior parte na cidade resort de Atami.
O mais comum é ver turistas que pagam uma taxa para se vestirem como uma maiko. Gueixa muitas vezes é contratada para assistir a festas e reuniões, tradicionalmente em casas de chá (ochaya) ou em restaurantes japoneses tradicionais.
 O seu tempo é medido pela queima de um bastão de incenso, chamado senkōdai ("perfume com incenso a taxa de pau") ou gyokudai ("taxa de jóia").
Em Quioto os termos "ohana"  e "hanadai" , que significam "taxas de flor", são os preferidos. O cliente toma providências pelo escritório de união da gueixa (kenban), que guarda o horário de cada gueixa e faz as suas designações tanto para entretenimento quanto para o treinamento.

 

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