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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Amazonas, Mulheres Guerreiras e Idealizadoras


Mulheres Guerreiras

Ao longo da história vemos o poder da mulher ser sufocado por todo o machismo que reina por mais de dois mil anos em nosso cultura ocidental e oriental. Os machos em sua busca insana de poder acabaram levando o poder feminino a extinção. Hoje em dia, felizmente, elas estão recuperando aos poucos uma mera ilusão da verdadeira força da mulher.
A Princesa Guerreira

Ao longo da linha temporal da sociedade humana não coube aos homens a monarquia ou a arte da guerra, na maioria das culturas primordiais. O poder da mulher era tão vasto que é praticamente inimaginável nos dias de hoje com nossa sociedade machista, não só pelos homens, como também pelas próprias mulheres que se tornaram machistas, de se imaginar.

A psique feminina atual é quase incompatível com a psique feminina de 5000 anos atrás. O maior exemplo da força feminina são as Amazonas.
Ao contrário do que se imagina as guerreiras não são meramente mitológicas, elas realmente existiram.

“Escavações arqueológicas 
confirmam a descoberta de fósseis de mulheres armadas para a guerra nas planícies junto ao Mar Negro. Nas 150 tumbas do século 5° aC encontradas em 1996 nas estepes do sudeste da Rússia, perto de Pokrovka, encontram-se enterradas guerreiras com armamento militar. Na Turquia, a mesma coisa, com a primeira identificação anatômica. Na Grécia, "o" maior herói nacional é rainha amazona que venceu o Império Islâmico.”

Isto é apenas um resumo do mundo mediterrâneo e asiático coroado pelas mulheres. Num período rústico e de sobrevivência difícil muitos se perguntam como mulheres poderiam envergar armaduras de ferro e armas tão pesadas. Essas mulheres viveram no período chamado de Era de Bronze, onde a manufatura destas armas eram mais leves, permitindo um manuseio eficiente pelas mulheres. Além disso elas eram treinadas desde a infância na arte da guerra e da aniquilação. Com um intenso treinamento militar seus corpos se 
adaptaram ao uso de instrumento pesados, além do fato de as Amazonas escolherem os mais altos e fortes homens para gerar seus filhos,a chamada eugenia (seleção genética), tornando estas mulheres superiores em força e habilidade aos povos gregos. Por serem originalmente caucasianas, que eram em média de 1,80 a 2,20m de altura, se comparadas aos homens gregos que eram bem mais baixos (1,60m em média), além de serem muito brancas, olhos claros e cabelos loiros, aos gregos pareciam povos mitológicos, quase outra raça.
Com os avanços do patriarcalismo micênico, as guerras pela liberdade da mulher travaram-se de forma intensa e retumbante.
Para os povos patriarcais estas mulheres representavam tudo o que uma mulher não deveria ser, pois uma mulher deve ser submissa ao homem, ficar em casa, cuidar dos filhos. Os movimentos para sufocar as mulheres deu-se inicio, e a partir daí não parou mais.
“Daí por diante, o dilema do Ocidente seria a posição das mulheres na sociedade, abafando revoltas. Por rejeitarem a família patriarcal, a reação de muitas delas foi se tornarem cada vez mais competitivas até superarem os homens em tudo – principalmente pela força. O resultado foi o surgimento de uma tribo imensa de superfeministas vivendo numa sociedade inteiramente à parte na Grécia.

Já não eram mais bárbaras primitivas sem língua escrita, mas sim bem organizadas em cidades-Estado espalhadas pelo Mediterrâneo e vindas de colônias gregas. Elas tiveram vários reinos, governando as cidades em volta de 'gente comum' dando-lhes proteção, e os 5 maiores foram: em Creta, na Trácia (Grécia), na ilha de Lemnos (no Mar Egeu), no Cáucaso (junto ao Mar Negro), e em sua maior cidade-Estado: Themiscira, banhada pelo rio Térmidon (no Helesponto, Capadócia, Ásia Menor).


Isso afrontou todos os costumes. Ao invadirem Creta, os patriarcalistas não faziam idéia da enormidade das consequências que desencadearam. Eles abriram a caixa de Pandora. Logo vieram os rumores da tribo de enormes mulheres guerreiras numa sociedade inteiramente militarizada. A estadista original que formulou os conceitos dessa sociedade única foi a rainha Hipólita, líder militar carismática que inspirou gerações de moças em todas as nações do Mediterrâneo, européias, africanas ou asiáticas, brancas ou negras, a abandonarem "o mundo do patriarcado" e se juntarem ás suas fileiras. Não admira o choque que elas causaram, mas os que mais se escandalizaram foram os gregos.”

A luta estava armada, para livrarem-se do sufocamento masculino as mulheres se uniram sob uma única bandeira de salvação de sua igualdade. Usavam o machado de dois gumes, arma criada por elas, representando a igualdade, e também em algumas tribos fizeram alterações no próprio corpo, como por exemplo a mastectomia (retirada de um dos seios) para adequar as armas ao corpo de forma a ser mais fácil o manuseio das armas. Se essas mulheres eram capazes de retirar um de seus seios imaginem o que não eram capazes de fazer?
Estátua de Maroula

Sua destreza militar era tamanha que seus exércitos massacram grande impérios da época, como Tróia, até mesmo o Império Otomano, através da rainha amazona Maroula, a maior heroína grega.
“Elas enlouqueciam os homens gregos, inspirando-lhes sentimentos contraditórios de raiva, admiração, medo, inveja e desejo. Rivais insuperáveis, adversárias imbatíveis e fêmeas inconquistáveis, só lhes restava imaginar fantasias. E esse desejo frustrado de conquista era desabafado na mitologia. Com um ou outro grande herói grego vencendo e desposando uma Amazona, mesmo temporariamente, a fantasia coletiva dos gregos era irreprimível. Mesmo Aquiles se apaixonou perdidamente pela rainha Pentesiléia, "de beleza tão divina mesmo após a morte" que ele até matou um companheiro grego que tentou maltratar o corpo dela. Os atenienses nos cemitérios militares faziam grandes homenagens póstumas nos túmulos das suas adoradas inimigas.”
Aquiles e Pentesiléia

Os vestígios das amazonas são encontrados inclusive no Brasil, um exemplo é a origem do nome do rio Amazonas, os homens brancos ficaram assustados ao verem mulheres cavalgando animais selvagens com a mesmo destreza dos cavaleiros, por isso deram o nome ao rio de Rio Amazonas. E também na cultura indígena Xingu, onde uma vez por ano, no ritual em honra a deusa-Mãe Natureza, as mulheres surram os homens, todos, sem exceção, inclusive o Page.

Este foi um pequeno resumo sobre as Amazonas. Caso queira saber mais passe neste site: http://neocodex.vilabol.uol.com.br/ernestoribeiro/amazonas01.htm
Onde fiz a pesquisa e também retirei alguns trechos

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Gueixas, as flores do oriente


Gueixas

Por: Claudia Zelini Diello
Retirado do site:



Gueixa são mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto, e se caracterizam distintamente pelos trajes e maquiagem tradicionais.
Contrariamente à opinião popular, as gueixas não são um simples equivalente oriental da prostituta.
Elas não trabalham com sexo. Podem chegar a flertar, mas seus clientes sabem que não irá passar disso, e esse é o fato que muitos homens se encantam com a cultura de uma gueixa.
No Japão a condição de Gueixa é cultural, simbólica repleta de status, delicadeza e tradição.
Ao contrário do que se verificavam nos séculos XVIII e XIX, as gueixas são atualmente em número bastante mais reduzido.
Maiko  é o termo utilizado para designar uma gueixa aprendiz. O elegante, mundo de alta cultura de que a gueixa faz parte é chamado karyūkai (a  flor e mundo de salgueiro").
Uma gueixa famosa, Mineko Iwasaki, disse que isso é porque "gueixa é como uma flor, bela em seu próprio estilo, e como um salgueiro, graciosa, flexível, e forte." Outra importante gueixa foi Kiharu Nakamura.


A história das Gueixas

A gueixa é mais moderna do que muitas pessoas pensam. Houve algumas mulheres que trabalharam como artistas antes que a gueixa aparecesse, desde o Período Heian (794–1185); mas as gueixas verdadeiras pareceram muito depois.


Em 1589, Hideyoshi Toyotomi autorizou a construção de um edifício na vizinhança de Quioto, fechado do exterior com paredes.
Foi chamado Shimabara, e foi dedicado ao prazer. Isto incluiu artes de desfrute, bebida, e prostituição luxuosa.
As cortesãs (chamadas oiran ) trabalhavam como prostitutas caras, e atraíram clientes ricos. Muitos artistas também trabalhavam nas mesmas casas, entretendo os clientes com música, danças e poesia.
Durante um longo tempo, esses artistas foram homens, e eles chamaram-se "gueixa" (artistas), "hōkan" (gracejadores) ou "taikomochi" (tamborileiros, porque eles tocavam o taiko, (um tambor japonês).
Como muitas coisas na cultura japonesa, o mundo de cortesãs ficou muito complicado. Cada homem que desejava estar com uma oiran tinha de seguir rituais difíceis e etiqueta, e só o muito rico e nobre poderia.
Por essa razão, muitas casas de chá (ochaya) apareceram fora de Shimabara. Em alguns deles, algumas mulheres praticaram a prostituição mais barata, o "sancha-joro". 



Contudo outras mulheres, chamadas "odoroki" (meninas dançarinas), atuavam como dançarinas e musicistas.
Essas mulheres logo ficaram muito populares. Elas começaram a chamar-se "gueixas", como os artistas masculinos que trabalhavam em Shimabara.



Mais ou menos ao ano 1700, as gueixas femininas ficaram muito mais populares do que os masculinos. Alguns anos depois, quase todas as gueixas eram mulheres.
O governo fez leis que proibiam gueixas de trabalhar como prostitutas, e só lhes deram a permissão de atuar como artistas. 



Uma dessas leis disse que eles tiveram de atar o seu obi ( faixa) nas costas, fazendo-o ser mais difícil de tirar do quimono. O seu penteado, a maquilagem e o quimono também tiveram de ser mais simples do que das oirans, porque a sua beleza teve de estar na sua arte, não os seus corpos.
Logo, as gueixas ficaram mais populares do que as oirans, que no ano 1750 todas as oirans tinham desaparecido. 

Outras novas vizinhanças de gueixa (hanamachi) foram criadas em Quioto e outras cidades. Antes do século 19, as gueixas estiveram em melhor posição do que mulheres comuns, mas eles também tiveram problemas na sociedade japonesa.
Às vezes, pessoas pobres vendiam suas filhas às casas de chá hanamachi. Alguns homens ricos, chamados danna (patronos) pagavam muito dinheiro para adquirir-se a atenção pessoal de uma gueixa.
As gueixas não podiam mais casar-se, portanto elas podiam ter um danna (patrão) para pagar as suas despesas. 

Outros homens pagavam muito dinheiro para tomar a virgindade das novas meninas (mizuaje). Mas a reputação e respeito às gueixas cresceu novamente na Restauração Meiji, e até mais depois da Segunda Guerra Mundial. 



As leis importantes que as protegem foram criadas. As meninas jovens não podem mais serem vendidas às casas de chá, e a virgindade de gueixas jovens não pode ser comprada. Desde então, as mulheres só se tornam gueixas pela sua própria vontade.

Gueixas modernas


A gueixa moderna ainda vive nas tradicionais casas chamadas okiya em áreas chamadas hanamachi ("cidades de flor"), particularmente durante a sua aprendizagem.
Muitas gueixas experientes que são bastante prósperas decidem viver independentemente. O elegante mundo de alta cultura de que a gueixa faz parte é chamado karyūkai ("a flor e mundo de salgueiro"). 


As mulheres jovens que desejam se tornar gueixas agora muitas vezes começa o seu treinamento depois de concluir o ensino fundamental ou até o ensino médio, com muitas mulheres que começam as suas carreiras na idade adulta.
A gueixa ainda estuda instrumentos tradicionais como o shamisen, shakuhachi (flauta de bambu), e tambores, bem como canções tradicionais, dança tradicional japonesa, cerimônia de chá, literatura e poesia.
Observando outra gueixa, e com ajuda do proprietário da casa de gueixa, as aprendizas também se tornam habilidosas nas complexas tradições ao redor, selecionando e usando quimono, e na relação com clientes.
Quioto é considerado, por muitos, o lugar onde a tradição de gueixa é a mais forte hoje em dia, inclusive Gion Kobu. A gueixa nesses distritos é conhecida como geiko. O Tóquio hanamachi de Shimbashi, Asakusa e Kagurazaka também é bem conhecido.





No Japão moderno, a gueixa e maiko são agora uma vista rara fora hanamachi. Nos anos 1920 houve mais de 80000 gueixas no Japão, mas hoje a muito menos.
O número exato é desconhecido para estrangeiros, mas estima-se que esteja entre 1000 para 2000, maior parte na cidade resort de Atami.
O mais comum é ver turistas que pagam uma taxa para se vestirem como uma maiko. Gueixa muitas vezes é contratada para assistir a festas e reuniões, tradicionalmente em casas de chá (ochaya) ou em restaurantes japoneses tradicionais.
 O seu tempo é medido pela queima de um bastão de incenso, chamado senkōdai ("perfume com incenso a taxa de pau") ou gyokudai ("taxa de jóia").
Em Quioto os termos "ohana"  e "hanadai" , que significam "taxas de flor", são os preferidos. O cliente toma providências pelo escritório de união da gueixa (kenban), que guarda o horário de cada gueixa e faz as suas designações tanto para entretenimento quanto para o treinamento.

 

Kunoichi くノ一






A Mulher Ninja
Retirtado dos seguintes sites:





  Kunoichi (em japonês: くノ一) é um shinobi de sexo feminino praticante de ninjutsu. Elas eram mais perigosa por causa da sua beleza mais deslumbrante e capaz de penetrar no coração do inimigo mais forte que uma katana, a Kunoichi a arma mais sedutora e traiçoeira de uma família shinobi.
   Com um aspecto que podia excitar e seduzir os inimigo e um treinamento misto que compreendia a delicadeza de uma Geisha e as habilidades do Ninjutsu, uma Kunoichi poderia  causar danos a um oponente de um modo irreversível.
   Os shinobis se deram conta da facilidade de ocultar que tinham a mulher e as crianças, já uma mulher e crianças não eram considerados como guerreiros.

      Os NINJA se deram conta da facilidade de ocultar que tinham a mulher e as crianças, já que de um homem se poderia esperar qualquer coisa, mas nunca de uma mulher e crianças, já que não os consideravam como guerreiros. Ao menos isto foi o que ocorreu nos primeiros atos de rebelião, já que posteriormente a ira dos Samurais caiu igualmente sobre qualquer ser vivo, homem ou mulher, criança ou velho.
      A KUNOICHI ao contrário de seus companheiros de sexo oposto, os quais tinham que obedecer cegamente, era considerada uma NINJA e por ser mulher não constituía uma discriminação, chegando inclusive a supor uma rivalidade com o treinamento NINJA. A mulher tinha a vantagem de seduzir com facilidade o inimigo, coisa que os homens obviamente não podiam fazer.
     Convertidas em espiãs, seduziam o inimigo, para extrair todo tipo de segredos e estratégias e informações. Portanto, quanto mais amorosa e sedutora, mais eficiente.

 Utilizando ervas afrodisíacas e estratégias KISHA (sedução), minavam lentamente a vontade de qualquer homem satisfazendo ao mesmo tempo todos os desejos, com a finalidade de lucrar com aqueles que confiaram cegamente nelas. Provocavam disputas e desavenças entre membros de um mesmo clã inimigo, com o propósito de que se traísse uns aos outros ou chegassem a lutar entre eles, momento que a KUNOICHI aproveitava para roubar segredos ou evadir-se com alguma criança como refém.
     O treinamento da KUNOICHI era intenso, similar ao dos homens,porém com algumas diferenças, a sedução e o uso do sexo como arma. Sua especialidade era  o envenenamento, e para isso utilizava seus amplos conhecimentos em YAGEN (farmacologia). Estes venenos eram extraídos de minerais, plantas, vísceras de animais, assim como esterco e sangue de cavalo. A pessoa que era infectada por alguma dessas substâncias morria vítima de cólera, ou ao menos cairia fora de combate durante vários dias.
      Outro dos elementos utilizados eram os gases anestésicos que misturava com os aromas do inimigo, ou o pó picante venenoso, que derramado pelo colo causava uma enlouquecedora coceira, momento que a KUNOICHI aproveitava para completar sua ação. 

 Em relação às armas, a KUNOICHI utilizava com preferência a espada SHINOBI KEN com o comprimento de 70 cm e a levava camuflada. Esta espada, sensivelmente menor que as utilizadas pelos Samurais, era muito apta para os disfarces e ocultações, e graças a seu reduzido peso podia ser manejada com facilidade pelas mulheres.
     Os TONKI eram uma série de pequenas armas de metal que usavam. Entre essas pequenas armas encontramos lâminas e pequenos objetos, dardos e outras armas afiadas como são os SHURIKEN, ou SHAKEN ou os TETSUBISHI ou MAKIBISHI. 

     As demais TONKI dividiam-se em duas classes destas pequenas armas que só eram usadas pelas KUNOICHI e, às vezes, pelas GEISHAS. Estas duas armas são as seguintes: a KANZASHI, que era uma varinha afiada que servia para prender o cabelo. Algumas destas KANZASHI tinham nas extremidades canais que serviam para levar veneno, o qual se inoculava quando o fio era cravado. E o KAIKEN, que era uma lâmina de reduzida dimensão e podia ser usada como punhal ou como arma de arremesso, tanto é assim que os especialistas crêem que o KAIKEN, é o antepassado do SHURIKEN. Estas duas armas eram usadas quando as KUNOICHI se vestiam como mulheres normais.
    O material TONKI era usado pelas KUNOICHI, geralmente, quando estas seduziam uma pessoa importante. Depois de seduzir o inimigo e de haver conseguido a informação que a interessava, a mulher NINJA se necessário ou para proteger sua vida, matava a sua vítima com alguma arma do arsenal TONKI ou usando seu conhecimento em envenenamento, com a qual a vítima morreria de forma rápida e silenciosa.
Agulhas e dardos pequenos (FUKUMI BARI) eram escondidos na boca, em pequenos canos, com a finalidade de lançar no momento que menos se esperava ou cravar no momento de uma união afetiva. As vezes se utilizavam de uma FUKIYA (zarabatana) para lançar dardos.
 As flechas eram também armas usadas com efetividade pelas KUNOICHI. Usavam de todas classes, incluindo as explosivas, as incendiárias e as envenenadas. Os arcos que usavam eram de bambu, pequenos, com o qual podiam carregar sem deixar seus outros pertences no caso de fuga e podiam esconder-se em qualquer lugar. 

     O leque de ferro ou TESEN era também usado pelas KUNOICHI, mas as característi­cas desses TESEN eram distintas dos leques de ferro usado pelos SAMURAIS. Os SAMURAIS tinham uns abanicos (leques) totalmente de ferro para se de­fender quando perdiam a KATANA em combate. Sem dúvida, o leque Samurai, todo mundo podia ver que era de ferro, mas o TESEN das KUNOICHI eram de madeira e tela, exceto as varas centrais, com laminas de aço em suas extremidades impregnadas de veneno, cortavam como KATANÁ, esta era uma arma muito comum entre as KUNOICHIS, todas elas dominavam perfeitamente o TESSÊN era uma arma muito eficiente e estava à vis­ta de todos sem que nada superasse sua capacidade mortífera.
    O irresistível desejo que as KUNOICHI inspi­ravam deram acesso aos mais escondidos “santu­ários” dos senhores da guerra no Japão feudal e as converteram nas espiãs por excelência. Graças a sua liberdade de ação, as KUNOICHIS eram uma das principais fontes de informação que os NINJA possuíam a sua disposição. 

     A função que a KUNOICHI representava den­tro do campo inimigo era a de servidora ou concubina do senhor feudal (DAIMYO), um traba­lho que não era considerado negativo por seu com­panheiro NINJA, pois isso era uma tarefa a qual eles não estavam capacitados. As KUNOICHIS eram conside­radas colaboradoras imprescindíveis nos aconte­cimentos do NINJA e portanto eram tratadas com grande respeito, ao mesmo tempo que se exigia um treinamento tático superior inclusive ao dos homens.
     Uma vez que uma jovem de um clã NINJA era designada a ser KUNOICHI, sua instrução começa­va ao mesmo tempo que a de seus companheiros meninos. Velocidade, equilíbrio, força, agilidade e resistência, constituíam os aspectos físicos de seu treinamento. De maneira similar a astúcia, varieda­de de recursos, resolução e disciplina eram parte do regime mental da mulher NINJA.
     Ensinavam-lhe em profundidade métodos de sedução, até o ponto que eram capazes de sedu­zir, não somente de forma amorosa como em forma sentimental, qualquer pessoa, homem, mulher, criança, príncipe, sacerdote ou monge, ao nível que fora necessário para conseguir seus fins. Estes níveis de sedução englobavam um amplo aspecto desde o mais corriqueiro até a extorsão sexual. Grande parte de seu treinamento era dedicado a desenvolver sua habilidade inata para julgar e determinar os pontos frágeis de uma pessoa, para assim obter os me­lhores resultados.
     Como se poderia escapar, a KUNOICHI era tam­bém especialista no uso do armamento NINJA, em previsão de que sua verdadeira missão fosse des­coberta. Além da autodefesa a KUNOICHI preferia usar armas sutis cujo uso era dirigido a um grupo específico. Seu arsenal incluía venenos ou drogas, que levava na boca com a finalidade de passá-la a seu inimigo e toda classe de gases e explosivos. Menos sutil era sua coleção de armas do KAKUSHIJUTSU, consistentes em pequenos objetos, agulhas, alfinetes escondidos pregados em sua roupa ou camuflados em faixas, presilhas de cabe­lo e outros utensílios femininos, que levava sem­pre consigo, sendo que nunca estava desprotegida. Por desgraça, não se podia dizer o mesmo de sua vítima que raramente estava preparada quando a KUNOICHI soltava o cabelo ou o abraçava.


A esposa do Ninja

            Quando a esposa de um NINJA sabia o ofício do marido e estava dentro do segredo do clã, tinha uma série de obrigações iguais a de uma esposa japonesa normal. A esposa NINJA devia aprender autodefesa para poder defender os filhos dos NINJA que, com o tempo, se tornariam novos NINJA. Além disso devia possuir sangue frio para dar informações que despistariam os soldados inimigos e que nunca podiam saber do paradeiro do NINJA, nem sequer passar pela cabeça que o NINJA passaria por aquela região.

A esposa do NINJA devia estar disposta a morrer e matar seus filhos, se a captura fosse iminente, já que os soldados inimigos torturavam tanto homens quanto mulheres, tanto adultos quanto crianças. As torturas eram cruéis e refinadas, incluíam tirar a pele do corpo entre outras crueldades. Quando o capturado era mulher, a agonia podia ser extrema, pois a tortura física antecedia a tortura moral.


Kunoichi na atualidade

Na atualidade, as mulheres praticantes de NINJUTSU, tem como Mestra, a grande MARIKO SAMA, esposa do grande Soke MASAAKI HATSUMI.
O treinamento das KUNOICHI na atualidade se iguala aos de seus BUYU (amigos marciais) NINJA no Dojo, além de aprenderem técnicas de KUNOICHI em seminários ou em aulas especiais somente dedicado as KUNOICHI, como ocorre no Brasil, durante o NINJA MATSURI (Fstival Ninja) que ocorre anualmente, paralelamente ocorre o ONA NO MATSURI que seria um Festival Ninja dedicado apenas para KUNOICHI.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A mulher e a Arte da Magia


A magia é a essência que habita em todos nós. Um pulsar suave de nossa essência em contraste e ampliando o que nos cerca. Somos parte do todo e o todo é parte de nós. A nossa ligação com o mundo que nos cerca não é apenas ilusão.

Mas o que aconteceu? Porque olhamos para o céu e esquecemos da Terra? Não habitamos os céus, apesar de dele dependermos. Por que fechar os olhos para o que nós cerca e nos focarmos nas estrelas? O paraíso se encontra no céu? Quem nos legou este saber?
O céu representa o masculino, o ativo. Com o tempo nos focamos apenas no lado masculino e esquecemos a essência feminina. Quem é o ser da qual viemos? Viemos do útero materno. Não paterno.
Durante milênios, antes que o papel masculino na reprodução fosse descoberto, era a mulher dona dos filhos. Ela os gerou, fazem parte dela. A linhagem real era materna, não paterna, uma vez que a identidade do pai era extremamente discutível, mas a da mãe era inegável. Um homem não se sentava no trono, a não ser como consorte.
Dentre as tribos o papel e a influência feminina eram tão grandes que os homens se juntavam em grupos separados para fugirem ao julgo feminino. E também para terem seus próprios mistérios do Sagrado Masculino.
Os papeis só se inverteram com a descoberta do sêmen na geração. Os homens orgulhosos de serem os portadores da semente da vida, passaram a menosprezar a essência feminina.

Para os egípcios o Sêmen tinha o poder de gerar a vida. O que é contado no mito da criação de Heliópolis, que diz que Rá, copulou com o próprio punho, e que o sêmen ao tocar a terra, teve inicio a criação. Segundo o mito heliopolitano, Shu e Tefnut, o casal primordial surgiu do sêmen de Rá ao tocar o solo ou ao oceano primordial.
"Assim foste engendrado:
concebeste com a boca
e deste a luz de tua mão no prazer da ejaculação.
Eu sou o astro que se originou dos dois [dedos] de Rá."
(Texto Funerário, onde Shu fala sobre seu nascimento)

A pederastia dos gregos ia muito além de uma questão sexual, era uma questão educacional. Além de trasmitir conhecimento, os pederastas gregos trasmitiam através do sêmen a virilidade de uma maneira total, iniciando assim seus pupilos, não só nos mistérios da masculinidade, mas na própria sociedade.
Para os baruya, da Nova Guiné, um filho é o produto do esperma do homem. Uma vez dentro da mulher, porém, o esperma encontra-se misturado aos seus próprios líquidos. Se o esperma do homem vencer a água da mulher, a criança será um menino, caso contrário, será uma menina. Após a fecundação, o homem alimenta o feto por meio de coitos repetidos e o faz crescer no ventre da mãe. O esperma é o alimento que dá força à vida, e as mulheres enfraquecidas pela menstruação ou pelo parto bebem esperma. Um segredo dos homens baruya, que nenhuma mulher deve conhecer, é que o esperma dá a eles o poder de fazer renascer os jovens fora do ventre de suas mães, fora do mundo feminino, no mundo dos homens e apenas por eles. Assim que os jovens iniciados penetram na casa dos homens, são alimentados com esperma dos mais velhos. Essa ingestão é repetida durante vários anos, com a finalidade de fazê-los crescer mais e mais fortes. Para os baruya, o feto só se desenvolve graças ao esperma masculino. O leite com que mais tarde as crianças são alimentadas é o resultado desse esperma, já que, segundo eles, o leite da mulher nasce do esperma do homem.
(Retirado do blogg Falo- o Sagrado Masculino)

Vemos aqui o egocentrismo masculino. Devido o seu culto a força, impuseram sua vontade ao longo das eras vindouras.
Porém nem sempre foi como é hoje. A mãe é a força geradora, o poder da criação, a essência da magia vem do feminino, que é capaz de gerar. O masculino é uma parte da Deusa Mãe, amante, donzela, anciã assim como ela é pai, amante, jovem e ancião.
Das eras distantes temos apenas ecos da força feminina esquecida nos dias de hoje, mas aos poucos tentando ser recuperada.
O que nossa cultura representa? Por que a mulher é a portadora do pecado? Por que a mulher deve sofrer? A mulher é um ser irracional e inferior?
Por exemplo
“Acreditava-se que o sangue menstrual azedava o vinho, arruinava as colheitas, tirava o fio das lâminas, enferrujava os metais, e infectava as mordidas dos cães com um veneno incurável. Com poucas exceções, as mulheres eram tratadas como menores de idade vitalícios, sem quaisquer direitos legais ou de propriedade. A lei permitia que seus maridos batessem nelas; o estupro era encarado como uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada, pois uma mulher culta era considerada não apenas uma aberração, mas também um perigo.”
(Papisa Joana; Donna Woolfolk Cross)
                            
“ E vocês não sabem o que são Eva? [...] Vocês são o portão do diabo, o traidor da árvore, a primeira desertora da lei Divina; vocês são aquela que instigou aquele a quem o Diabo não ousou abordar [...] por causa da morte que vocês merecem, até o Filho de Deus teve de morrer.”
(Tertuliano, Padre Apostólico)
“ [...]É  mais amarga que a morte, porque a morte do corpo é um inimigo franco e terrível, mas a mulher é um inimigo lamuriento e secreto. E o fato de que é mais perigosa que uma armadilha, não falando das armadilhas dos caçadores, mas dos demônios. Pois os homens são capturados, não só por seus desejos carnais, quando vêem e ouvem às mulheres; mas, como diz São Bernardo: “Seu rosto é um vento quente, e sua voz o apito das serpentes”; e também provocam encantamentos em inúmeros homens e animais. E quando se diz que o coração delas é uma rede, se fala da inescrutável malícia que reina em seu coração. E suas mãos são como laços para amarrar, pois quando posam suas mãos sobre uma criatura para enfeitiçá-la, então, com a ajuda do demônio, executam seu desígnio.
Para terminar. Todas as bruxarias provem do apetite carnal que nas mulheres é insaciável. Vejam-se Provérbios XXX: “Há três coisas que nunca se fartam; ainda a quarta nunca diz basta”: a matriz estéril. Pelo qual, para satisfazer seus apetites, se unem inclusive aos demônios. Muitas outras razões deveríamos apresentar, mas para o entendimento está claro que não é de se estranhar que existam mais mulheres que homens infectadas pela heresia da bruxaria. E em conseqüência disso, é melhor chamar de heresia das bruxas do que dos bruxos, já que o nome deriva do grupo mais poderoso. E bendito seja o Altíssimo, que até hoje protegeu o sexo masculino de tão grave delito; pois Ele se mostrou disposto a nascer e sofrer por nós e, portanto concedeu esse privilégio aos homens.”
(Trecho de Malleus Maleficarium)

Em um período de trevas, onde a ignorância reinava, a corrupção era o centro, como era a mente da população? O que significava para uma mulher nascer em um meio que a tratava como um ser irracional, criado para parir e constantemente surrada por seu marido, ou melhor, seu dono? Um único passo fora, ou mesmo sem isso, um dia que seu “dono” estivesse de mau humor poderia espancá-la, ás vezes, até chegando a desfigurar seu rosto e corpo.
A mulher como ser para procriação, tinha, era sua obrigação, parir. E, preferivelmente um homem, uma vez que qual a utilidade de uma mulher?
As mulheres versadas na arte da natureza, que preparavam poções para aliviar a dor, as parteiras, eram consideradas bruxas. A mulher TEM que sentir dor, para expiar seus pecados, por cobiçar a MAÇÃ PROIBIDA
.
Por que a mulher? E não o homem, que possui o raciocínio mais lento e de menor percepção, uma vez que se concentra em sua força e não em sua mente?

 Porque a divindade máxima era uma mulher, uma Deusa, a divindade geradora e ancestral. Com uma nova crença surgindo, baseada na masculinidade, em um Pai, ao invés de uma mãe era necessário desacreditar a mulher e tudo lidado a ela (Por exemplo o lada esquerdo, dizemos que o lado esquerdo da azar, já se perguntou por que? Pois o esquerdo é o lado feminino, portanto fonte de pecado e também de azar). Quando sentimos medo, a quem recorremos?, ao pai ou a mãe, quem nos causa maior temor?
A nova crença necessitava extirpar as antigas raízes pagãs, a mulher deixou de ser divina, a humanidade deixou de cultuar a Terra e passou a cultuar os céus. E hoje temos o resultado de nossa escolha, nossa casa expira por nossas torpes escolhas. Destruir a Terra, porque ela representa a carnalidade, a inspiração de Satã, outra figura desvirtuada (seus chifres, símbolos de fertilidades, eram o símbolo do Deus pagão, e o que fazer com ele? Como estava enraizada na mente do povo, desvirtuaram a sua imagem, tornando-a assustadora, para afastar o povo do culto pagão).
“Não terás outros deuses diante de mim.” (O Segundo Livro de Moisés Chamado ÊXODO;CAPÍTULO 20: Os Dez Mandamentos). Se este Deus é onipotente, onipresente e onisciente, porque ele permitira a seus filhos terem outros Deuses quando tem o poder de impedir? Por causa do livre arbítrio de seus filhos? Será mesmo que seus filhos não conseguem ver sua grandiosidade, que este ser é supremo e que se manifesta de inúmeras formas a seus filhos, que não existe uma verdadeira e outra falsa? Que todas são um complemento?


Não há razão em destruir o que as mulheres são e representam em nome de um deus, uma vez que ele também é mulher, ele é o todo e o nada. Feminino e masculino. E seu caráter, sua forma de se manifestar não deve ser extirpado e sim respeitado.

Símbolo da antiga força feminina


Um exemplo disto é a Papisa Joana que teve seu papado entre os anos de 853 e 855. Porém a Igreja, no século XVII sob o constante ataque protestante, deu início a seus esforços para destruir os vergonhosos registros históricos sobre Joana. O desaparecimento quase completo de Joana da consciência moderna, apesar de durante a Idade Média e Renascença sua história tenha sido aceita pela Igreja, atesta sua eficácia. Em sua história vemos a luta feminina por uma reconquista, por idéias altruístas em um clero cada vez mais decadente e corrupto. A história de superação, força e dignidade.



As fogueiras da Inquisição arderam durante séculos, insufladas com os ventos da ignorância. Hoje em dia não nos encontramos tão diferentes dos antigos Inquisidores, apenas já não se ataca diretamente, mas sim por meios indiretos e lentos.
Devemos deixar novamente que este fogo apague nossos escritos, como fizeram em Alexandria? Já não basta de sermos relegados as sombras sob falsos julgos?




 

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