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sexta-feira, 16 de março de 2012

Chamas


 
Chamas
Há em mim uma grande chama
Há tanto tempo ela dorme
Que esqueci o que era sentir seu calor
Seu toque cálido
O que significa essas cores?
Onde está o cinza?
O negro da fuligem?
Será mesmo que tudo se foi?
Que ficou no passado estes escombros?
As cinzas de meu coração
Queimadas por uma chama insaciável
Inconstante
Tão poderosa
Que arrancou de mim tudo o que eu tinha
Tragou para si
Tragou todos os meus sonhos
Todos os meus sentimentos
Enquanto eu assistia impotente
Assistia as folhas com a tinta de meu coração serem laceradas
Laceradas por aquelas chamas impiedosas
Famintas
Famintas de algo que nem mesmo eu sabia existir
Contudo cada uma das páginas deixava de existir
E a cada palavra queimada eu via o significado
O Significado de sua existência
Como meus sentimentos estiveram trancados por tanto tempo
Sentimentos que eu nunca imaginava que poderiam arder em mim
Agora todos ardiam nestas chamas
Consumiam-se em mim mesmo
Consumiam-se me levando a tempos perdidos
Onde eu já não era quem sou hoje
Onde apenas existiam sorrisos
Felicidade
Substituídos, não sei ao certo como, ou quando, por lágrimas
Dor
O dourado, as cores deixaram de existir
Deram lugar ao cinza
As chuvas sem fim
Sem permitir que o sol desse seu sorriso caloroso
E do meio da tempestade surgiram às chamas
Talvez após tanto tempo os raios finalmente caíram
A chuva afiada
Destruidora e calma
Cedeu seu lugar
Cedeu seu lugar a uma raivosa e violenta noite
Onde tudo se misturou
Onde os céus foram manchados pelos raios
Como árvores celestes de muitos galhos brilhantes
Pontuados pela dor dos céus ribombando em trovões assustadores
E no meio dessa luta um deles caiu na Terra
Inflamou o solo
Criou labaredas que se alastraram indefinidamente
Elas agora queimam o passado
Levam embora a dor
Tragam para si
Quem eu era
Talvez assim como as fênix
Eu também possa renascer das cinzas
Talvez...
Mais ainda que eu queime
Que elas me levem a outros mundos em pequenas partes
Ficarei feliz
Ficarei feliz com a liberdade dessa dor sem fim
Tudo um dia acaba
Mesmo a dor
Mesmo a felicidade
Mas ainda assim podemos renascer
Pois a morte
Não é um fim
Mas sim um começo
 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os segredos do ouro pelo tempo


Os segredos do ouro pelo tempo

Para todos aqueles que são fascinados por um metal tão raro e belo como o ouro aqui vão algumas curiosidades sobre ele que você provavelmente não sabia:

–    A palavra ouro vem do latim aurum e significa brilhante;
–    O ouro é o único metal que não oxida;
–    Quilate (K) é a medida de pureza do ouro. O ouro 24K é considerado 100% puro. Já o ouro 18K (o tipo mais usado pelas joalherias brasileiras), tem pureza de 75% do metal, enquanto que o 14K é 58% puro;
–    Se juntarmos todo o ouro descoberto desde a pré-história, um total de 163 mil toneladas, caso fosse fundido e encaixotado, ele ocuparia um prédio de 20 metros de altura.
–    Uma pepita de ouro de 30 gramas é mais rara de encontrar que um diamante de 5 quilates;


–    Uma pepita de peso bruto 78 quilos, considerada a maior pepita de ouro já encontrada, foi batizada de “Welcome Stranger” descoberta na Austrália em 5 de fevereiro de 1868, e rendeu 71 quilos de ouro puro. Inacreditavelmente ela foi encontrada a apenas 5 centímetros da superfície solo;


–    O peso do ouro é tão grande que um cubo de ouro de 30,5cm de lado pesa meia tonelada;
–    A maleabilidade do ouro é tão grande que é possível produzir uma folha tão fina que a luz do sol pode atravessar;
–    Os primeiros metais a serem descobertos pela humanidade foram o ouro e o cobre, por volta de 5000 a.C.
–    A maior parte do ouro descoberto ainda está em circulação. Mas estima-se que 80% do ouro do mundo ainda está para ser descoberto;



–    Usado em naves espaciais e roupas de astronautas o ouro atua como um escudo de radiação, refletindo o calor ardente do sol;


–    Em 2002 foi vendida uma moeda de ouro por 7,59 milhões de dólares, a moeda mais cara do mundo;


–    A peça em ouro mais famosa do mundo é a máscara funerária de Tutankamom;


–    No Japão em Kyoto há um templo de ouro. O Templo de Ouro possui 613 anos de idade, as paredes são de cedro e revestida de ouro de verdade;


–    Na Índia também há um templo de ouro em honra a Mahalakshimi Narayani;


–    Também há o templo de Ouro, localizado na Índia na cidade de Amritsar, principal templo sikh.

Templo Dourado de Amritsar, Índia:  o Templo Dourado da cidade de Amritsar, no nordeste da Índia, é o lugar mais sagrado do sikhismo. Trata-se de um .... Foto: stock.xchng/Reprodução
O Templo Dourado da cidade de Amritsar



Caso queira saber mais aqui estão os site de referência:




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Adormecer do Mundo


Adormecer
Do Universo


Tantas vezes observamos as estrelas
E pensamos estar vendo
Refletido no céu
O sorriso...
Sorriso de um ser amado
Que não está ao alcance de um toque...
De um leve farfalhar da brisa
A tocar suavemente
A pele
Como a incitar
De uma região distante e esquecida
Tudo o que os humanos esqueceram
E nestes instantes
A brisa leva consigo
Mais que as folhas tépidas
De um eterno outono
Sempre a esperar a aspereza do inverno
Sem nunca desfrutar
Do veludo da neve
Da pureza imaculada
De uma existência sonhada
E tão esperada
Mas a neve
De tão pura
Se desfaz ao menor toque
E com ela se esvai
Os sonhos
Traçados sob os antigos carvalhos
Sob a chuva dourada
Agora substituída
Pelo ouro
Ouro que retine por sua brancura
A penetrar a luz
E a esmaecer
Cada tom dos sentimentos
Como a dizer que tudo não passa de um sonho
Que as estrelas
São pontos inalcançáveis
Onde os homens depositam suas esperanças
Com o desejo
De vê-las tornarem-se reais
Pelas mãos do divino
E o tempo passa
As areias escorrem pela ampulheta
Mostrando como a vida é pequena
Como é instável
Como ao mais leve toque ela pode se desfazer
E flutuar para o abismo
Onde a existência não tem sentido
Onde as estações
Se perdem
Em uma vastidão eterna
Tentando alcançar o inalcançável
Como se a escuridão fosse palpável
E dela surgissem braços
Que amparassem 
A chuva pálida
E a dourada
Transmutando-as
Em algo jamais sonhado
Por uma mente mortal
E o resultado escoa para as profundezas
Procurando a saída das trevas
Procurando o vazio
Onde possam escoar para eternidade
De uma mente
Uma mente ansiosa
Por respostas
Que nunca surgem
Porque caem
Em um abismo sem fim
-----------
A primavera deixou de existir
O canto dos pássaros já não se ouve
O tilintar da vida germinando
Foi-se,
Com a vida
Que a cada instante se afasta cada vez mais

O verão
Tornou-se gélido
Os cálidos raios solares
Tornaram-se
A foice da morte divina
Já não sustenta mais a vida
A ceifa


Seus raios gelam as planícies
Os raios divinos são as adagas divinas
Para punir os mortais
Com o sangue derramado
De um celestial que definha no horizonte
E busca a vida
No único local que encontrar
O inverno chegou a estas terras
Trouxe a morte
Parou o trono do
 Senhor do tempo
Distorceu os véus da realidade

E neste mundo
Não há distinção do que é realidade
Da fantasia
E minha mente já não suporta tal caos.
O universo retorna a sua origem
E nos arrasta com ele
Mas não é permitido a nós ver sua origem
Então definhamos no caminho
Vemos a morte imperando
E ruindo
Tudo o que era belo
Tudo o que era vivo
Mas a destruição tem sua beleza
Cruel...
Eficaz...
Arrasando em suas ondas de fogo e gelo
As cercanias do mundo
Trazendo as profecias antigas
Trazendo ao mundo
O poder celestial
---------
Dós céus
Uma forte luz emana
Apaga cada contorno do universo
E o Sol definhante
Expande sua maça
Em um raio de luz
E dos meus sonhos
Desperto

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O canto da Deusa

Na sombra
Na luz
No quente
No frio
Habita minha essência
Ouve o meu chamado?
Minha voz ecoa nas noites cálidas
No trovejar das tempestades
No tilintar dos sinos
Nas brumas da noite
No açoite dos furacões
No acariciar da brisa
Durante o dia o doce calor
Que aquece tua face
São meus dons
Presentes aos meus filhos
Durante a noite
O luar...
O brilho prateado revela uma de minhas muitas faces
Quem és tu meu filho?
Dou-lhe a vida
Dou-lhe tua casa
Podes ouvir minha voz?
A cada dia se afasta mais de mim
Estou ao teu lado
Abraço-te em teus devaneios
Mas não posso trilhar teu caminho
Não se pode lutar contra o Destino
Sou teu Destino
Tua estrada
Tua direção
Mas, não sou eu os obstáculos
Você ergue muralhas que te impedem de chegar a mim
Não podes fugir do que és
Em teus passos vazios
Em tua mente solitária
A quem pedes ajuda?
Quem pode socorrê-lo?
Talvez chegaste a hora de voltares a meu ventre
Sob meu ventre
Pontilhado pelas jóias eternas
Jaz tu
Caminhas sobre tuas irmãs
A relva esmeralda
Com o fulgor de meus olhos
Venha a mim...
Ouça-me...
Ouça minha voz....

domingo, 4 de setembro de 2011

A imensidão

 A imensidão
O arco e a flecha
Apontados para um céu
Um céu brumoso
Onde o cinza torna tudo opaco
Sem vida
A melancolia dos céus é sentida em uma fina cortina de chuva que cai
Uma chuva gélida
Desprovida de calor
De vida
Apenas um esboçar
Um esboçar de um vago amor
De uma aceitação
Desprovida de razão
Um arder brando
E sombrio...
Minha pele eriça-se sob este toque macio
Por quê?
O que faço nesta montanha?
Olhando para esta vastidão branca...
Sem cores...
Sem vida...
Não me lembro da razão de estar aqui
Mas porto um arco
Um aljava
E nela
Sete setas...
Setas  translúcidas com a sombra de antigas cores
Talvez as cores do arco-íris
 Não posso dizer
Mas...
Uma flecha paira em minhas mãos
Prateada
Como a luz da lua se refletindo em um plácido lago
Mas a placidez é conturbada
Ondas se espalham pela superfície
Talvez....
Não...
Não pode ser...
Essa brancura me lembra esta flecha
E...
A ponta se encontra maculada
Maculada...
Por sangue...
Um gota escorre
Vejo-a cair
Suavemente sobre a neve
Manchando a branquidão
Mas esta não é a única gota
A macular a veludez da neve
Acompanho um fluido...
Ele forma uma linha continua na neve
Um risco vermelho
Descendo a montanha
Pelos vales
Uma linha rubra em meio ao branco incessante
De onde vem?
Percebo em meu braço esquerdo, que porta o arco
Um fluido quente
É este líquido que macula a brancura
Por quê?
Por que ele escorre de mim?
Me sinto fraca
Minha vida se esvai lentamente...
Mas também...
É como se o mundo
Também morresse
Ao longe...
Vindo até mim
Vejo um ser
Trazendo uma suave brisa
Levantando meus cabelos
Posso senti-los
Eles esvoaçam
Esvoaçam para formar a cortina que separa os mundos
O véu de um sono eterno
O ondular dourado...
Desvio o olhar
Concentro-me em meu sangue
A cada gota...
Um novo começo
Ou talvez um fim
Um fim para mim?
Ou para o mundo?
Quem está perecendo?
Então começo a esmorecer
Ajoelho-me
A última gota cai
E com ela minha consciência
De minhas mãos caem o arco e a flecha  prateada
Desfazem-se sob o toque da neve
Não existem mais...
Antes de tocar a neve
O ser ampara-me
Em seus braços cálidos
Sinto a presença de algo eterno
Quem será que me ampara?
“Sou a vida
Sou a morte
Sou o que há
E o que não há
Vim levá-la
Sua missão acabou”
“Acabou?”
“Não precisas mais dar tua vida. O mundo perece. Já não é capaz de salvá-lo”
“Salvar?”
“Venha comigo. Chegou sua hora. Não possui mais sangue para dar pelo mundo’
“Vejo apenas o nada. Por que não consigo ver?”
“Porque a razão de sua visão acabou. Não precisas mais ver o que te cerca. Lembra da imensidão branca riscada apenas pelo vermelho?
“Sim”
“Agora o vermelho de seu sangue espalha-se. Praticamente não há mais branco. O mundo a sacrificou, você é sua própria oferenda. Mas... Já não há mais salvação...
Chegou a hora de dormires eternamente, após sua ardorosa luta  por estes seres”
Posso sentir as mãos do ser cobrindo meus olhos e me fazendo dormir
O sono eterno
A eternidade...
Ela me parece tão vasta
E sem sentido
Mas...
Estou...
Dizendo Adeus aos seres...
Um lágrima escorre de meus olhos
 





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