sábado, 14 de abril de 2012

Beijos Eternos


A magia do beijo:

Em um post anterior falamos um pouco sobre os momentos de casais. E pesquisando um pouco para outras postagens me deparei com lindas fotos de algo que demonstra toda a sensibilidade e magia do ser humano, o beijo.
É inegável o quão somos levados por nós mesmos, e também pelos outros. E uma destas manifestações mais singelas podemos dizer que é o beijo. Não há palavras certas para descrê-lo, não há momentos certos para dá-lo ou recebê-lo, nem mesmo momentos certos para senti-lo.
Ele nos toma conta, nos invade, com intensidade, leveza, sofreguidão, luxúria, os mais diversos sentimentos podem ser sua fonte de inspiração, mas nada pode substituir o momento único de um beijo.
E mesmo que não haja substituto, ao menos posso trazer algumas lindas fotografias de beijo, par anos trazer à memória nossos próprios momentos sublimes de felicidade, tristeza ou quaisquer que tenham sido eles neste momento tão especial.
Agora vamos às fotos:



 












Onde estou?


Onde estou?
Será mesmo que sou um monstro?
Será mesmo que você me deixou?
Me deixou aqui
Neste vazio
Nesta dimensão sim fim

Não vejo nada
Não ouço nada
Não sinto Nada

Onde estou?
Quem sou?
Essas perguntas já me fiz tantas vezes
Já me questionei
Já procurei as respostas
E
No Entanto...
 
Posso ser salvo?
Posso ser levado daqui?
O silêncio dessas vozes me enlouquece
Rouba minha sanidade
Rouba minha alma

Por aonde vou?
Tatear por densas nuvens?
Serpentear por uma neblina sem fim?
Tentar encontrar a saída
Mesmo sabendo que ela não existe?

Onde está você?
Onde está você meu amigo?
Onde está sua sombra
Seu calor
Sua voz reconfortante

Tudo aqui me parece tão assustador
Onde você está?

O abismo emana seus gritos
Emana meus próprios gritos
Pois o abismo sou eu
É a minha própria existência
Vazia de significado
Vazia de um sentido real

As bordas são tão íngremes
A força que me atrai é tão intensa...

Talvez realmente esta seja minha casa
Meu local de descanso
Descansar depois de tanto cair
De tanto perseguir miragens
De tanto procurar sonhos desfeitos

Onde está você meu Eu perdido?
Onde está nossa brisa?
Nosso pôr do sol...
Nossa felicidade
Nossos sorrisos?
Onde tudo está?

Palavras malditas
Sentimentos abençoados
Sentimentos perdidos
Planos sonhados
Perfeição almejada

Realmente existiu?
Realmente estou aqui?
Passado
Presente
Futuro
Meras convenções de um tempo alheio aos humanos

Onde está você?
                                                  Onde está você?
                                                                                         Onde eu estou?

Aos meus sonhos um pedido:
Não se percam de mim
Não se iludam em mim
Aqui estou eu
Perdido na escuridão

Pallas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sombras de mim


Existir ou Perecer?
Tantas e tantas vezes existe um dor sem nome que nos corrói e nos leva ao mais profundo dos poços, o poço do desespero, da saudade, das lembranças de um tempo perdido onde não há mais o que pensávamos existir, onde existe apenas sombras de um passado distante.
Muitos dizem que das sombras podem surgir algo, que delas podemos nos levantar, seguir adiante, nos guiarmos em um mundo de escuridão apenas com nossa luz interior, seguirmos tropegamente por caminhos tortuosos, caminhos nunca antes percorridos, que podemos caminhar mesmo estando feridos, sangrando profusamente. Realmente podemos?
Realmente podemos caminhar em um mundo onde tudo desmorona e somos parte desse mundo decadente, não o mundo exterior que caí, mas sim o interior, um mundo construído com tantos sacrifícios, perdas, dores sem nome, ferimentos e cicatrizes que nem mesmo nos lembramos à causa devida a dor sofrida, que nos traumatiza de tal forma que nos obriga a esquecer.
O passado não deixa de existir, não deixa de nos rondar, como antigos fantasmas. Sempre rondando com suas correntes amaldiçoadas, perseguindo seus carrascos que os tentam trancar em escuros porões da memória, que a cada instante tentam apagar seus corpos insanos e descabidos de uma força desconhecida e poderosa a qual damos o nome de passado, de ontem.
Como cúmplice nas noites sombrias e frias, nas quais somos atormentados pelos fantasmas do passado, em suas raias surgem outros fantasmas, ainda mais espectrais e difusos, o futuro, o amanhã.
Sendo ainda mais assustador, pois por mais terríveis que sejam os tormentos do passado, os conhecemos, conhecemos seus barulhos, suas feridas, suas formas, seus sangramentos. E o futuro? Como saber as suas formas? Seus ferimentos? Suas dores? Existe uma forma de nomear um ser sem nome? Uma mera miragem nas sombras da noite?
Sofrer por algo que nem mesmo veio atormentar-se por feridas que nem mesmo aconteceram. Qual dos fantasmas é o pior? O do passado ou o do futuro?
Não há palavras para descrever o quão vasto é o medo, as sensações nas noites escuras. O insano torpor dos híbridos tormentos humanos. Dessa vastidão que assusta exatamente por não se poder ver os limites, os limites dessa planície, totalmente desprotegido, açoitado pelos ventos, pelos doces ramos da brisa.
O vazio continua crescendo, continua ganhando seus espaço. Um buraco negro pode engolir a si mesmo? Tragar sua própria existência? Talvez nos portais do tempo o maior dos segredos seja tragar a si mesmo para o vazio do nada. Para o esquecimento eterno, e talvez seja simplesmente lembrar-se, lembrar-se de todos os momentos pequenos que nem ao menos nos damos conta de sua grande importância. Permanecermos eternamente presos em pequenos hiatos de boas memórias.
Um dia ainda poderei responder a essas perguntas. Mas agora apenas posso fazer as perguntas e quem sabe as perguntas certas possam me levar aos caminhos certos, a uma jornada que mesmo não obtendo as respostas posso obter o aprendizado, posso obter a mim mesmo.
Pallas


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